segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Saul - "Despertar é conhecer a si mesmo” - 14.10.2015



O julgamento tem sido um hábito arraigado na humanidade e que tem, por eras, gerado uma intensa necessidade de se estar certo e julgar os outros errados. No entanto, ao longo das últimas décadas, uma consciência vem crescendo de que o julgamento não funciona, com muitos tentando se libertar de fazer julgamentos.

Obviamente que o discernimento é necessário em suas vidas, na medida em que lidam com questões com as quais seus estados de humanos constantemente lhes apresenta. No entanto, é preciso conhecer a diferença entre discernimento e julgamento. O julgamento quando feito a alguém, incluindo a si próprios, simplesmente lhes torna certos ou errados, enquanto o discernimento, olha para um problema, analisando se existem mais informações que possam ser encontradas, ou encontrar uma abordagem alternativa que possa esclarecê-lo acerca de certa situação.

São todos UM e, assim, suas verdadeiras naturezas é cooperar harmoniosamente num conjunto, de forma criativa e espontânea, de modo que produza algo puro e novo para agradar a todos e, portanto, claro que a Deus, seu Amoroso Pai. O Amor é sempre criativo e, por isso, suas naturezas, sendo Amor, são criativas.

No entanto, ao aparentemente se separarem um do outro e de Deus, invocaram o temor e uma forte sensação de insegurança, que os levaram à uma sentida necessidade de ideias e ações competitivas, através das quais, poderiam ser mais espertos que o outro e, assim, se sentirem um pouco mais seguros em suas separações.

Um estado de completa proteção ou de segurança é impossível de ser alcançado na ilusão, porque, ao se sentirem separados um do outro, diferentes, isolados, sentem-se ameaçados, porque não se entendem uns com os outros - seus pensamentos e sentimentos, em grande, parte permanecem privados e ocultos - e confiança tão real é impossível, pois quando confiaram em outros, tiveram a confiança muitas vezes traída e, portanto, confirmado que confiar em outro é, na melhor das hipóteses, uma imprudência e, na pior das hipóteses, algo muito insano.

No entanto, a confiança é um aspecto essencial do crescimento espiritual. Se não confiar, não poderá amar e, em então, se fecha no medo, pensando que isso irá protegê-lo de ser traído. Se não confia, se não compartilhar, parecerá que não será traído. E, como pessoas humanas, parece que ser discreto naquilo que compartilham com os outros seja essencial para suas próprias seguranças.

Além disso, diariamente leem na imprensa tradicional sobre roubos de identidades e do sofrimento que podem causar, quando a identidade de alguém é roubada e usada para fins criminosos e esse tipo de informação só reforça seus sentimentos de separação e vulnerabilidade.

Mas para despertar, como é intenção coletiva e irreversível da humanidade, precisam remover suas máscaras, suas personalidades egoístas, identidades irreais que apresenta para o mundo. Todavia, muitos sentem que para mostrar seu verdadeiro eu, seria se expor ao ataque contra seus indignos e inaceitáveis eus, escondidos, atrás de suas máscaras, resultando em desdém ou desprezo.

Alguns podem tentar melhorar ou reforçar essa falsa fachada, essa personalidade egoísta, usando livros de autoajuda ou participação em workshops e seminários que pretendam lhes mostrar como se tornarem poderosos e carismáticos. Mas isso será falso, mesmo que temporariamente sejam fortalecidos e lhes permitam convencer os outros de seus valores, enquanto debaixo dessa impressionante fachada que construíram, sempre viverão com medo de que seus pressentidos sensos de fraude ou inadequação sejam descobertos.

A falsidade é extremamente vulnerável e temerária e tentar fortalecê-la, em vez de deixá-la cair, apenas adiciona a esse medo,uma sensação de vulnerabilidade, causando grande stress. Em algum momento terão que começar a aceitar seus verdadeiros eus, aqueles dos quais se escondem, ou efetivamente irão estagnar e se autodestruir, permanentemente alinhados com os seus egos impulsionados pelo medo, impedindo ainda seus crescimentos espirituais e atrasando assim o despertar de cada um.

Despertar é conhecer a si mesmo e o autoconhecimento acontece quando se começa a deixar cair suas máscaras de proteção e começar a aceitar seus eus, que por tanto tempo julgaram como indignos e inaceitáveis. Deus os criou, portanto, são perfeitos! O caráter inaceitável e indigno com quem tenham se identificado e viveram tão intimamente por tanto tempo, é ilusório e, todos aqueles aparentemente mais dignos que temem que irão desdenhar dos verdadeiros vocês, apenas são outros que também sentem medo de seus verdadeiros eus, se escondendo atrás suas próprias máscaras egoístas.

Quando fizerem opção de se aceitarem a si mesmos e, em seguida, começarem a praticar, após a ansiedade inicial que surgirá ao se abrirem, se sentirão mais relaxados e menos estressados, porque as pessoas, em vez de rejeitá-los, como possivelmente temiam, irão procurá-los.

Por quê? Porque, por serem vocês mesmos, permitirão que seus campos de energia, que é Amor, se expanda e abrace as pessoas com quem interagirem. A aceitação pelos outros irá atrai-los como mariposas para uma vela! Só que não se queimarão ou se confundirão, apenas florescerão no calor amoroso de suas presenças.

Encarnaram neste momento do tempo para serem o Amor em ação e, para isso, terão que deixar cair essas máscaras e disfarces temerosos e se mostrarem como realmente são, seres de Amor. Esta é a sagrada tarefa de cada um, havendo milhões de iguais a vocês em todo o mundo fazendo suas partes individuais, trazendo a humanidade cada vez mais perto do momento do Despertar.

Realizar diariamente suas jornadas a seus santuários sagrados e espirituais é essencial, que os ajudará a liberar esses falsos autojulgamentos egoístas que minam a autoconfiança e auto aceitação,quando abrem seus corações para aceitarem o Amor que os rodeia a todo o momento.

Esse campo divino do Amor é a Realidade, é onde tem suas existências eternas e ininterruptas. Enquanto descansam neste lugar sagrado, a ilusão brevemente irá desaparecer de suas consciências, permitindo que saibam que são eternamente amados por Deus, reconhecendo a ilusão pelo que é, apenas um véu diáfano através do qual a Luz do Amor de Deus está sempre brilhando, a chama-los para casa.

Com muito amor, 

Saul.


Canal: John Smallman 
Tradução: Sementes das Estrelas / Candido Pedro Jorge
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