segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Jennifer Hoffman - "Perdão sem arrependimento" - 28.12.2015



É o final do ano e que ano tem sido! Desde a perda de entes queridos a avançarmos lentamente ao longo de nossa jornada da ascensão, ou assim pareceu, às vezes, estamos terminando o ano em um espaço bem diferente de onde partimos. Assim, é hora de contarmos as nossas bênçãos, reunirmos a nossa coragem e nos prepararmos para novos inícios.

No final do ano eu revejo os artigos que escrevi nos últimos 12 meses e escolho os meus favoritos, que eu irei compartilhar com vocês ao longo dos próximos dias.

O primeiro realmente compreende dois artigos: Como perdoar sem arrependimentos e um relacionado com o perdão versus redenção. O primeiro artigo mostra como perdoar sem arrependimentos, cortando também as ligações cármicas e chegando ao encerramento total.

O segundo artigo, acessado através do primeiro, discute a diferença entre o perdão e a redenção. Com o perdão, queremos liberar a energia emocional. Com a redenção, queremos um pedido de desculpas e o reconhecimento do nosso sofrimento. Querer a redenção faz com que o perdão seja difícil, se não, impossível, porque geralmente queremos um pedido de desculpas de alguém que, provavelmente, nunca fará isto.

Mas há uma maneira de resolver tudo isto e é preciso coragem e uma visão para o que queremos. Se a falta de perdão os retém, o que é preciso para abrir mão desta coisa? Criem esta visão e o perdão, liberem, e o fechamento se tornará mais fácil.

Temos um padrão energético muito incomum nesta semana, pois todos os planetas em nosso sistema solar estão em movimento direto, uma vantagem que não tivemos  em muitos anos. Assim, tirem os seus sonhos do esconderijo e comecem a manifestação. Velocidade total à frente agora!


PERDÃO SEM ARREPENDIMENTO

Estava pensando hoje sobre o perdão e como é um assunto sobre o qual é difícil de falar, considerar e agir. O que achamos que temos que perdoar é geralmente algo que é difícil de liberar. As pessoas podem fazer coisas terríveis para o outro e há coisas que achamos que são imperdoáveis, se encararmos o perdão como um indulto ou uma absolvição, como se o que eles fizeram não fosse importante, ou não importasse para nós.

Porque importa e muito.

As coisas que pensamos que deveríamos ou devemos perdoar são aquelas coisas cuja memória permanece conosco por um longo tempo. Lembramo-nos da dor que os outros nos causaram e não importa há quanto tempo isto aconteceu, a memória pode evocar sentimentos que ferem tanto quanto quando a situação aconteceu.

Mas assim não é encarar o perdão da maneira “certa”, pois além das emoções que abrigamos em relação a estas situações, há outra maneira mais poderosa de encararmos o perdão e esta é a partir de um ponto de vista energético. O perdão se trata principalmente de energia. Claro que há inúmeras emoções em torno dele, mas a decisão de perdoar é uma escolha de liberarmos as emoções e o controle energético que ele tem sobre nós.

Pensem em algo que alguém lhes fez e que realmente os aborreceu – foi algo indelicado, cruel, desatencioso, deliberadamente prejudicial e lhes causou muitos danos? Como se sentem agora? Podem ainda recordar cada detalhe? Esta é a energia emocional que esta situação tem e é provável que vocês estejam se sentindo magoados, irritados, zangados, envergonhados e muito emotivos, quando se lembram das ações desta pessoa ou desta situação. Por exemplo, lembro-me da primeira vez que um rapaz me magoou de uma maneira muito pública e humilhante. Eu tinha 16 anos. Hoje, não consigo me lembrar do seu rosto, ou do seu nome, mas me lembro como me senti infeliz e isto aconteceu há mais de 40 anos.

Estas emoções carregam uma energia muito forte e porque, geralmente, elas envolvem situações difíceis que recordamos por muito tempo, elas têm um impacto poderoso e duradouro em nossas vidas. Quantas vezes vocês disseram que nunca mais iriam permitir que alguém os magoasse novamente, ou que ninguém mais iria se aproximar de vocês, por causa de algo que lhes aconteceu?

O que vocês acham que está sendo afetado em sua vida por estas crenças e sentimentos?

Muito mais do que pensam.

O Perdão não é uma absolvição, ou um indulto. Ele não torna algo “bem” e nem diminui ou remove a responsabilidade de outra pessoa pelo próprio comportamento.

O que ele faz é permitir que vocês se libertem de sua bagagem emocional, da mágoa e da raiva que limitam a sua vida, e assim, permite-lhes que sigam em frente.

E há uma maneira de fazer o perdão, que os impede de sentir que vocês estão permitindo que alguém “escape” do mau comportamento. Em vez de dizer “Eu o perdôo”, digam: “Eu perdôo a nós dois”. E há uma razão importante para isto.

Em meu Livro: “Trinta Dias com Milagres Diários”, eu falo sobre ser responsável pela sua realidade. Vocês criam tudo em sua vida e são responsáveis pela sua presença. Por que vocês criam situações dolorosas? Isto tem a ver com as suas lições de vida, com o seu propósito de cura e com o carma. Em várias décadas, proporcionando orientações intuitivas para a vida dos clientes, tenho visto exemplos de coisas terríveis que podem ser feitas às pessoas pela família, companheiros, conhecidos e amigos. E tão terríveis como foram aquelas coisas, elas foram parte da jornada da vida que eles escolheram para si mesmos. Quando eles reconhecem a responsabilidade pelo seu caminho de vida e tomam o comando dela, eles têm o poder de mudá-la.

Se vocês não assumem a responsabilidade pelo que está em sua vida, por tudo o que há nela, vocês não podem também agir para mudá-la, porque o poder que vocês usaram para criar esta realidade, é o mesmo poder que vocês usarão para criar uma realidade diferente.

Ao reconhecerem a sua responsabilidade por tudo em sua vida, vocês também reconhecem o poder que têm de escolher um caminho diferente na vida.

Caso contrário, vocês estão culpando alguém pela sua vida e dando o seu poder a ele. Ou estão esperando que ele, em um momento de amor e de inspiração, desculpe-se pelo seu comportamento e lhes diga que ele está arrependido. Isto é buscar a redenção, não o perdão, e pode ser uma estratégia muito decepcionante.

Como vocês perdoam sem se sentirem fora do controle? Ao dizerem: “Eu perdôo a nós dois”, em vez de: “Eu o perdôo”, quando fazem um exercício de perdão. E ao dizerem “nós” em vez de “você”, vocês removem as conexões energéticas que existem entre vocês e esta pessoa e situação, mantêm o seu poder intacto, assumem a responsabilidade e não entregam o seu poder. Vocês também se dão o encerramento, que é algo que somente vocês podem criar em sua vida.

Eis aqui como funciona: Imaginem alguém que os feriu de alguma maneira, e pode ser qualquer um em sua vida. Vocês não têm que se ligar às emoções, mas podem, se sentirem que é necessário. Quando vocês o estiverem vendo a sua frente, imaginem um cordão que vai de vocês até ele, que mantém a energia da situação e todas as emoções em torno dela. Agora, olhem para ele no olho, e digam: “Eu perdôo a nós dois”, com a intenção de remover esta conexão, dissolver o cordão de ligação e liberar todos os aspectos da situação que existem entre vocês.

Vocês podem precisar fazer isto várias vezes com alguém, até que realmente sintam a liberação, mas, eventualmente, serão capazes de pensar nesta pessoa ou situação, sem que se sintam irritados ou perturbados. E, também, serão capazes de parar com o alastramento destas emoções para o resto de sua vida.

Quando eu ajudo os clientes a trabalharem com este problema difícil e eles expressam a sua tristeza, raiva e frustração de como eles foram tratados tão mal, eu concordo com eles que é uma coisa horrível de terem experienciado. Mas, então, eu lhes pergunto por quanto tempo ainda eles querem continuar a se sentir assim, porque até que eles estejam dispostos a liberar esta energia, ela continuará as sugá-los, roubando-lhes a sua alegria e a sua paz. O perdão não é uma absolvição: é uma desconexão e para nos reconciliarmos com o perdão, devemos encará-lo desta forma.

E , caso precisem, façam dele um processo inteiramente egoísta, algo que façam para si mesmos, sem considerarem as necessidades de qualquer pessoa. Se quiserem se sentir melhor, mais felizes, mais completos, mais realizados e em paz, então, perdoem, (ou se desconectem), de todas as pessoas e situações que, energeticamente, interferem em sua alegria.


Autor: Jennifer Hoffman 
Fonte: http://enlighteninglife.com/ / http://urielheals.com/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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