sábado, 9 de janeiro de 2016

O Amanhecer da Consciência - "Abismos e Voos"



As possibilidades de uma existência não mais limitar-se-ão às condições de status atingidas, conquistas, posses, parcerias idealizadas, troféus ou medalhas de honra ao mérito...

Todo objetivo atingido por lutas, sacrifícios, anulações dos próprios sentimentos de bem estar e até ações negligentes ao próprio Ser ou a semelhantes, comprovam-se geradores de desejos por novos objetivos, onde o Ser percorre por um caminho sem fim de medos e inseguranças...

Constata-se, que objetivos sociais programados não alcançados, resultaram em quedas de autoestima e autoconfiança, remetentes à tristeza, desânimo e processos depressivos...

Podemos ver um abismo como o fim de um trajeto, mas sua profundidade nos diz que chegamos a grandes altitudes, e se o fizemos, é por termos asas para a continuidade dos próximos destinos…

O coração é a resposta para as possibilidades além do círculo vicioso. Ao ser ouvido, assimilado e compreendido, abre um campo de percepções e recepções ao novo, ao belo, aos caminhos que ressoam e despertam sentimentos puros e profundos, de felicidade plena, de liberdade, de autoconhecimento, de Amor incondicional, de virtudes e dádivas nunca antes recordadas pelas consciências veladas. O coração é a interface para sintonizar as frequências, que permitem comunicações e orientações de nossos aspectos elevados, que incluem em acréscimo a conexão com nossas famílias espirituais...

Uma das chaves para abrir a porta do templo interior no coração, é o perdão. O perdão a nós mesmos, o perdão às manifestações externas de nossos convívios nesta superfície... A outra chave é a gratidão. A gratidão a nós mesmos, às nossas Divinas Presenças, à Mãe Terra, aos Elementais da Natureza, aos Anjos, Arcanjos, Mestres, à Irmandade Galáctica, e pelo discernimento de que toda experiência, ao final, é iluminada e serve ao propósito do bem maior. Sem deixar de mencionar a principal chave, o Amor Incondicional pelo que somos, expansíveis à Vida como um Todo.

Não há mais o que julgar ou condenar. As experiências foram vividas e não há o que resgatar delas, nenhuma revisão do passado, nenhum sentimento de que se fosse feito diferente, o presente teria um resultado satisfatório. Esta incerteza é geradora contínua do que se encerra em arrependimentos, portanto, autojulgamentos e, por conseguinte, incentivos ao julgamento de outros, por uma necessidade de atribuir frustrações pessoais ao externo, pela autocondenação e encarceramento na certeza de haverem cometido erros passados.

Não há erros a serem considerados, ou que devam ser revistos numa reincidência cíclica e torturante. Há referências ao agora, que valorizam as energias puras harmonizando-se com o destino mais assertivo, por estar em alinhamento com cada passo iluminado pelo Amor... 

O mal está se esvaindo do mundo agora, embora mostre-se tão aparente. Não obstante, está se movendo da obscuridade enigmática, acobertada por mentiras acerca de absolutamente tudo que aprendemos e que transformaram realidades puras em lendas, para a explícita verdade de sua indigna e desarmoniosa presença. Portanto, tudo que o Ser vislumbrar ou sentir de novo a partir de agora, são suas verdades ocultadas que se revelam paulatinamente, e estas elucidarão que as mentiras mantidas por eras, tinham o objetivo de que todos fossem controlados pelos medos, a ponto de não reconhecerem quão ilimitadas e expansíveis são suas naturezas, e quais diversidades maravilhosas os pensamentos reconectados à Fonte podem cocriar e manifestar...

A inocência, realocada como antônimo da culpa, enfim retorna como um estado de pureza e perfeição originais. Trazendo novamente as virtudes, como os reais atributos ante as imperfeições impostas ao Ser que, por conseguinte, deixarão de crer em suas definições como negativas, transmutando imperfeições em experiências e instrumentos para a automestria. Extinguindo assim, a razão de idolatrar quaisquer socorristas espirituais, pois estes são irreais, e não há o que se idolatrar, quando todo Ser é unificado à energia absoluta da Criação.

Se perguntarmos a quaisquer Mestres das dimensões elevadas, se são adeptos da adoração como idolatrias, certamente seria dito que o Amor Incondicional emanado de suas essências, não esperam por essas repostas, mas sim, o reconhecimento de cada Ser de sua própria Mestria, em entender o poder de desencadear a partir de si, o bem maior ao todo unificado.

A adoração, pois, poderia retornar ao seu estado original de reverência pela Vida como um todo, a partir de seu Amor na própria identificação como Ser divino criativo, empoderado, ilimitado, eterno e consciente de que da Fonte é uma manifestação, cujos atributos são; criar, transformar, renovar, expandir... Por suas próprias potencialidades.

Tudo trará o entendimento de que as cercas e muros que separam quintais pelo mundo, não têm mais razão de serem divisores, monopolizando um vasto e fértil campo oferecido por Gaia, nossa Mãe Terra, Restabelecendo, que divisores levam à separação do inseparável por falsos conceitos de poderes pessoais, gerando competitividade por aquilo que a ninguém pertence, negligenciando equilíbrios naturais e obstruindo um perfeito processo evolutivo de uma consciência planetária.

O momento do fim está próximo. O fim de um longo sonho. E, recordaremos alegres adiante, que um dia sonhamos sermos partículas diminutas, inertes e indefesas, separadas da infinita energia cósmica de uma única Fonte que ama, concede e evolui infinitamente por meio de nós...

Quando reconhecer-vos em essência, vereis a vós como almas definidas divinas por origem e criativas por manifestação desta origem. Então tereis conclusivamente recobrado, que nossas atribuições não se restringem ao limitante campo do imutável...


Autor: Fred Cury 
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