segunda-feira, 18 de abril de 2016

Julie Redstone - "Compaixão por aqueles que fazem mal" - 16.04.2016



O que eu estou compartilhando com você aqui, não é exatamente um Boletim Informativo, mas um manifesto espiritual que pertence ao futuro da Terra. Trata-se do mundo como ele será e como chegaremos “lá” a partir “daqui”. Por favor, leia-o com o seu coração e o compartilhe com os outros, como se sentir guiado. Eu lhe ofereço com o mais profundo amor.

Olhamos a nossa volta e vemos montanhas, riachos, o céu, o nascer do sol, as árvores e grande beleza. No entanto, nesta grande beleza e, continuamente, em um processo de auto-cura, a Terra está tentando se libertar das energias negativas que ela tirou de nossas ações, de nossas palavras e de nossos pensamentos.

Temos de aprender a ter compaixão por aqueles que fazem o mal, cujos corações estão cobertos pela ilusão, de modo que eles não podem acessar a verdade do seu próprio ser mais profundo que é sempre positivo, que é sempre amor. Esta verdade pode estar enterrada por baixo de uma nuvem de escuridão, de modo que se torna tudo praticamente inacessível, e que a pessoa em tal situação não pode sentir a sua própria humanidade, nem a humanidade dos outros, e quando os outros se tornam irreais, ou irreais ao coração, então, o coração não pode interferir, quando uma tendência surge de tratá-los como objetos.

O mesmo é verdade pelo dano feito à Terra. Tratamos a Terra como um objeto, porque não temos um conhecimento melhor. Estamos começando a conhecer melhor, mas para a maioria de nós, não existimos ainda no relacionamento direto com a Terra, um relacionamento que é um relacionamento de família, tão importante para o nosso coração, como são os nossos filhos, ou como são alguns dos nossos amados membros da família. Devemos fazer da Terra a nossa família, em uma realidade viva que lhe dá importância, mas não fizemos isto ainda. Conhecemos um pouco sobre a importância da Terra com a nossa vida, mas não fizemos da Terra um membro da família. Não nos importamos com a Terra, como nos importamos com os nossos filhos.

E o que dizer do mal que fazemos uns aos outros, de maneiras que parecem leves, mas que têm consequências das quais não estamos conscientes, e das quais podemos ainda optar por estarmos inconscientes. Emitimos palavras ríspidas, sarcásticas, iradas ou degradantes, e pensamos: “Elas são apenas palavras e isto é o que os seres humanos fazem.” Temos pensamentos de raiva, de ofensa, de vingança, de ciúmes ou de críticas e pensamos: “Estes são apenas pensamentos. Eles não prejudicam os outros e é isto o que os seres humanos fazem.” Estamos ainda adormecidos. Estamos ainda inconscientes com o fato de que as nossas palavras e os nossos pensamentos podem fazer mal aos outros e à Terra porque todo pensamento é energia. Todas as palavras e todos os pensamentos criam uma energia que se irradia de nós, expressemos as palavras ou não. Embora seja verdade que palavras expressas tenham mais efeito do que palavras silenciosas, não é verdade que não sejam prejudiciais. Estamos apenas ainda adormecidos com a nossa própria capacidade de sermos gentis ou de prejudicarmos os outros e a Terra.

Tudo o que pensamos, tudo o que sentimos, tudo o que dizemos, torna-se parte da atmosfera espiritual da Terra. Isto permanece nesta atmosfera, e quando os pensamentos que são negativos se reúnem e ganham massa, eles começam a alcançar uma potência que faz com que sejam absorvidos pelo corpo da Terra. Olhamos a nossa volta e vemos montanhas, riachos, o céu, o nascer do sol, as árvores e grande beleza. No entanto, nesta grande beleza e, continuamente, em um processo de auto-cura, a Terra está tentando se libertar das energias negativas que ela tirou de nossas ações, de nossas palavras e de nossos pensamentos.

Mantemos a ilusão que porque somos uma pessoa em um corpo físico, que somos pequenos em comparação à Terra, que nossos pensamentos e nossas palavras não são de grande importância, exceto aqueles com quem falamos, ou exceto com quem estamos em um relacionamento íntimo. Isto nunca é verdade. Isto é uma ilusão que apoiamos por causa de quanto temos valorizado a perspectiva física de nossos cérebros e sentidos físicos, em vez da perspectiva espiritual de nossa alma e de nosso ser mais profundo. É o nosso ser mais profundo que nos transmite o conhecimento de que toda a vida está interligada, Sabemos disto com o nosso ser mais profundo. Não sabemos ainda disto com os nossos corpos. E assim, cometemos danos à Terra e aos outros, sem a intenção de cometer danos e sem saber que estamos fazendo isto. Entretanto, uma parte nossa sabe que é indelicado expressar palavras ásperas. 

Sabemos disto e nos perdoamos porque somos “somente seres humanos”. Esta raiva, este ciúme, este egoísmo, este julgamento, este desejo de vingança, esta raiva, tornaram-se o que parece natural para a nossa perspectiva de ser apenas “humano”. E, assim, aceitamos a insensibilidade dentro de nós, por causa de nossas crenças sobre o que somos capazes de fazer e porque nós, como pessoas individuais, sentimo-nos muito insignificantes para fazer uma diferença para o futuro da Terra, a qual parece, em sua concepção, tão grande e tão além de nós.

Fazemos uma diferença e afetamos a Terra com as nossas palavras, pensamentos e ações, e colocamos na Terra a energia do que liberamos de nossos lábios e ao que damos voz, bem como liberamos os pensamentos que mantemos como mais invisíveis. E, no entanto, eles não são, porque eles se movem a partir de nós como uma força radiante que afeta a atmosfera ao nosso redor. Sabemos que isto é verdade porque tivemos a experiência de estarmos perto de outras pessoas mais negativas que nos afetam com o que levam interiormente. E, contudo, continuamos a nos reduzir a “sem importância”.

Viemos aqui para importar. Viemos aqui para escolher. Viemos aqui para celebrar a vida, não para diminuí-la. Em nossas almas, fizemos um compromisso profundo com este propósito, ainda que não o estejamos cumprindo com os nossos corpos. Em nossas almas, nós sabemos quando estamos fora de alinhamento com a celebração da vida. E, assim, devemos começar a ser mais honestos conosco e mais observadores, reconhecermos com a honestidade de nossos corações quando sentimos que atravessamos a linha entre a bondade e a maldade em palavras, pensamentos ou ações. Quando sentimos que não mais estamos no domínio de nos importarmos com os outros ou com a Terra; quando sentimos que o que pensamos ou dizemos não mais importa, porque somos “apenas uma pessoa”.

Esta é a idéia errônea que deve nos deixar a fim de que a vida se torne mais rica e para que as pessoas sejam capazes de experienciar o nosso amor. Devemos dar aos outros a parte de nosso ser que contém este amor, e apagarmos de nossa doação o que sabemos ser doloroso ou menos do que amor. Isto é verdade em nosso relacionamento com os outros, e é verdade em nosso relacionamento com a Terra. Ao fazê-lo, criamos uma profunda cura e transformação. Não apenas para nós mesmos, mas para a vida da Terra. Tornamo-nos a vida da Terra, e honramos o propósito sagrado que vive mais profundamente em nossos corações.


Autor: Julie Redstone
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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