domingo, 12 de junho de 2016

Jenny Schiltz - "Compreender a sua alma e a manifestação" - 07.06.2016



Muitos de nós vimos trabalhando em nossas capacidades de manifestação como parte de acessar o nosso poder. Às vezes, pode parecer como se as coisas apenas fluíssem para nós, e outras vezes, parece que estamos projetando e fazendo tudo o que podemos e não conseguimos NADA. Isso pode ser realmente frustrante e muitas vezes entramos em auto-depreciação, retirando-nos do fluxo, nossa mais elevada frequência da fonte.

Ao longo dos últimos anos, uma das principais coisas com que venho trabalhando diligentemente para manifestar era o meu desejo de ensinar, escrever e viajar. Quero ver o mundo todo, sentir a energia desses incríveis lugares e realizar workshops. Em alguns dias, eu estava manifestando de modo perfeito o ensino e parte da escrita, mas a viagem estava faltando.

Pedi para que me mostrassem o que eu não estava compreendendo, relativo à manifestação de viagens em minha vida, em uma noite antes de ir dormir. Uma das ferramentas que me ajuda muito nesta jornada é estabelecer uma intenção, quando vou dormir, para que me mostrem o que está faltando, que bloqueios posso ter e até quais os próximos passos a dar. Compreendam que, quando se estabelece a intenção antes de dormir, pode não acontecer de imediato que vocês recebam as respostas em seus sonhos. Tenham paciência, o que vocês precisam saber virá no momento certo para que compreendam e processem a informação. Tenho alguns clientes que não sonham, e para eles, eu digo para pedir que lhes seja mostrado o que pode estar faltando, onde estão mantendo resistência ou onde os próximos passos os conduzirão em seus momentos de vigília. O espírito vai favorecer, simplesmente temos que permanecer presentes e atentos para ver as mensagens.

Então, fui dormir com a intenção de receber uma maior compreensão e clareza, e dizer obrigado ao espírito é um eufemismo. Sonhei que minha família viajou à Índia, para uma simpósio de uma mulher acerca da cultura do estupro, tão predominante em nosso mundo. No caminho para casa, no aeroporto, minhas três filhas de 21, 18 e 7 anos foram na frente para conseguir algum alimento, antes do embarque. Meu marido e eu estávamos fazendo os arranjos, quando joguei fora um papel de que eu precisava. Cheguei até a lixeira, e fui imediatamente cercada pela polícia, que afirmou que eu e o meu marido plantamos uma bomba. Fomos mantidos em custódia, mas minhas filhas tiveram a permissão de partir. Três anos se passaram rapidamente, meu marido e eu fomos finalmente liberados. Minha família estava esperando no aeroporto, e embora eu estivesse em êxtase para vê-los, me sentia muito triste. A minha pequena estava agora com 10 anos, ela tinha mudado tanto assim como as meninas mais velhas, visto que foram forçadas a assumir a responsabilidade por sua irmã. Tudo mudara. Foi de revirar o estômago.

Sentei-me na cama, apenas soluçando e francamente um pouco chateada. O que me foi mostrado e por quê? Eu me acalmei, me centrei e falei com o meu aspecto superior, que simplesmente me perguntou: “O que a aborrece tanto neste sonho?” Respondi que era o fato de ter perdido tanto, principalmente com relação à vida da menor. Perdi os eventos escolares, os jogos de futebol americano, festas de pijama, aniversários e feriados. Disse-lhe que não queria perder nada. Que esses anos, com minhas filhas, eram preciosos e que já compreendi como eles passam rápido, como voaram com as minhas duas mais velhas. Ela então explicou-me que o meu desejo de viajar e ministrar workshops é algo bom, mas que o momento para buscar isso com despreocupação não é agora.

Minha alma sabia que, se eu tivesse manifestado exatamente o que eu estava pretendendo, eu não teria sido feliz… teria perdido muita coisa. O peso disso caiu sobre mim como um cobertor de chumbo. Graças a Deus eu não consegui tudo o que enviei para o universo, porque teria me deixado infeliz e vazia. Sim, eu poderia ter começado a viajar, percebido que não era o momento certo e mudado o curso, mas o espírito estava me poupando essa dor de cabeça.

Foi então que compreendi, que realmente a manifestação ocorre somente quando aquilo que queremos está em alinhamento com a alma. Que, enquanto o ser humano pode pensar que quer ir por um determinado caminho, que é no seu melhor interesse, a alma pode ter outro conhecimento. Pensem na alma como um observador na corrida de Nascar. O motorista vê as coisas a partir de sua perspectiva limitada, visto que só pode reagir ao que está à sua frente. Não percebe que há detritos na pista, depois da próxima volta, ou que um grande desastre acabou de acontecer, mudando tudo. É aí que o observador entra, ele está posicionado no alto para que possa ver toda a pista. Ele está em contato constante com o motorista proporcionando-lhe orientação acerca da estrada à frente.

A sua alma é muito parecida com o observador da Nascar. Nosso trabalho é criar e manter aberto o canal de comunicação com o nosso aspecto mais elevado. Cada um de nós tem um jeito próprio de receber comunicação, mas o que todas as maneiras têm em comum é a necessidade de se estar presente, consciente e confiante. A parte confiante pode ser difícil, porque o ser humano pode ficar realmente envolvido em ideias e desejos. Eu realmente, realmente quero viajar e ensinar, mas o momento não é agora. Pelo menos não no âmbito que eu imaginei. Se eu tivesse insistido em manifestar essa realidade, teriam me demonstrado de outras maneiras, que não é o meu bem mais elevado neste momento. Temos o livre arbítrio em todos os momentos e isso torna as coisas muito interessantes para todas as partes envolvidas. É a maior improvisação da galáxia. Nossa alma pode estar tentando nos comunicar, que se formos por uma determinada estrada, não seria para o nosso bem mais elevado nesse momento. Todavia, se não escutamos e avançamos com dificuldade por esse caminho, de qualquer maneira, a alma, então, provoca coisas (eventos, contratos com os outros etc.) para ajudar a nos mostrar onde a escolha não está em alinhamento com o aspecto mais puro. Assim, aprendemos, crescemos e ajustamos nosso rumo. É por isso que não existem erros, mesmo quando saímos do rumo pretendido, ainda estamos crescendo e aprendendo, até mesmo que as lições sejam simplesmente para ensinar que está certo mudar o seu modo de pensar.

À medida que nos fundimos com a nossa alma, o que acontece em camadas, não é incomum achar que os seus objetivos e sonhos mudam. Podem mudar em pequenas ou grandes formas, nosso trabalho é permitir-nos a liberdade para mudar sem julgamento ou sensação de que falhamos. Dez anos atrás, meu sonho era iniciar uma fazenda em que jovens em risco pudessem trabalhar com animais e receber verdadeiro amor incondicional deles. Comprei a terra e dentro de três meses fui atingida por um motorista bêbado e machuquei seriamente minhas costas. Ainda insisti e adotei muitos animais, durante todo o tempo, tentando descobrir como me curar, pagar a fazenda e começar esse programa para os jovens. Nada funcionava e eu estava em constante luta. Deixei a fazenda em 2012, poderia dizer que claudicando, porque estava financeiramente falida, fisicamente uma confusão de dor crônica e doença, e emocionalmente, eu estava com o coração partido, porque tive que vender meus queridos animais. Foi então que comecei minha jornada. Agora, quatro anos depois, embora a ideia de terapia assistida por animais ainda seja maravilhosa, não é o meu trabalho. Encontrei minha vocação (pelo menos até agora) e acho que não quero ser responsável por animais ou pelo trabalho de uma fazenda. Costumo fazer jardinagem, conservo alimentos e cozinho a partir do zero, mas esses dia me encontro sem mesmo querer cozinha, em absoluto. Quem eu sou, eu não sou quem eu era, e quem eu sou agora não é quem serei à medida que prossigo em minha jornada. Estou sempre mudando e me expandindo.

Podemos olhar as metas não alcançadas como fracasso ou podemos vê-las como uma oportunidade para a aprendizagem. Minhas lembranças da fazenda são maravilhosas. Não posso começar a dizer-lhes o quanto aprendi e como sou grata pela experiência. Toda primavera, desde então, eu não posso ajudar, mas me surpreendo que apenas há alguns anos, eu estava ajudando cabras e ovelhas em seus nascimentos. Compreendo agora porque não deu certo, não era onde eu era necessária e não exaltava a minha alma como este trabalho faz. Essa percepção me ajudou a não ver mais o desvio do objetivo original como fracasso, afinal de contas, a vida não se refere a descobrir quem somos e o que realmente nos atinge?

Permitam-se mudar, permitam-se crescer de todas as maneiras, e permitam-se confiar no que estiver acontecendo. Quando trabalhamos muito para manifestar um determinado resultado e nada acontece, confie que há coisa melhores para vocês no horizonte. Saibam que o seu aspecto superior tem o seu apoio em todas as coisas, ele/ela é o seu observador através da vida. Nosso trabalho é nos conectar à nossa orientação e cocriar o mundo que queremos.

Espero que isto os ajude a olhar a sua vida   e a manifestação de uma forma que vocês compreendam que não falharam, nem sequer uma vez, Vocês estão encontrando o seu caminho, a cada momento, passo a passo e não há nada de errado nisso.

Obrigada a todos que compartilham este trabalho. Significa o mundo. Envio-lhe a todos vocês, e a mim mesma, todo o amor com que possamos lidar.

Jenny


Autor: Jenny Schiltz
Tradução:  Ivete Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com
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