segunda-feira, 18 de julho de 2016

Geoffrey Hoppe - "Sonhos são para sonhar" - Junho / 2016


Geoffrey Hoppe, canalizador de Adamus (Saint Germain) e Tobias

Adamus mencionou algo muito interessante outro dia no evento Threshold (Limiar), na Toscana. Ele disse que a gravidade da consciência de massa tornou-se tão forte, que mesmo em nossos sonhos, a maioria dos humanos está permanecendo nos reinos mentais.

Isto teve um impacto significativo sobre mim. Eu gosto de sonhar à noite (e até mesmo sonhar acordado durante o dia). Várias vezes durante a noite e todas as manhãs, eu faço a transição do meu estado de sono para o meu estado desperto, acordando descansado de um sonho. Estou sempre ciente de deixar a minha experiência do sonho e retornando para a minha vida humana 3D; eu raramente, se já aconteceu alguma vez, não estou consciente da estória do meu sonho. Às vezes, os próprios sonhos, sendo de tal intensidade ou realismo, me acordam no meio da noite. Eu fico acordado por 10-20 minutos e depois volto para o mesmo sonho, como se só tivesse tido um breve intervalo.

 Eu não gosto de alguns dos meus sonhos, embora eu adore sonhar. Alguns sonhos são assustadores, enquanto outros são frustrantes. Cerca de 75% dos meus sonhos envolve outras pessoas, enquanto os outros 25% são apenas sobre mim. Eu tenho sonhos de voar através do ar - por alguma estranha razão eu estou sempre na posição de lótus, em vez de com os braços e as pernas esticadas, como o Super Homem - e sonhos sobre nadar debaixo d'água, sem a necessidade de respirar. Linda diz que eu devo dar aulas à noite, porque eu falo em voz alta durante o sono, mexendo os braços, de maneira bem parecida com alguém que dá palestras para uma classe. Ela diz que muitas vezes eu falo em voz alta em um idioma que ela não entende. Eu também tenho sonhos embaraçosos de sair em público sem as calças e de esquecer a combinação para o meu armário, no ensino médio.

Os sonhos são uma grande parte da minha vida. Quando as pessoas me dizem que nunca sonham, eu sei que elas, na verdade, o fazem; elas simplesmente não se lembram dos seus sonhos quando retornam para o estado desperto. Mas todo mundo sonha todas as noites.

Os sonhos nos libertam do corpo e da mente por certo período, todos os dias. Eles têm sido um lembrete constante de que este planeta não é nossa verdadeira casa e que a nossa realidade física não é o centro do universo. Sonhamos para ir além, para manter um vínculo com as nossas raízes como seres angelicais e de alma. De muitas maneiras, os sonhos são mais reais do que o estado desperto.

E agora, Adamus diz que a maioria das pessoas não vai além dos reinos mentais em seus sonhos, porque consciência de massa tornou-se tão densa. As implicações são enormes. Há menos conexão com o Ser Livre. Há mais dependência do aspecto mental da pessoa. Há menos insights e menos energias visionárias. Em última análise, há mais apego ao poder e à falta de poder. O mundo torna-se cada vez mais mental, enquanto se torna cada vez menos sensual. Se as pessoas ficam em um estado mental durante seus sonhos, não há alívio da vida humana diária. É como trabalhar em um emprego e nunca ter uma pausa ou férias.

A palavra "sonho" não se trata só sobre o que acontece à noite, quando vamos dormir. Nós também usamos o termo para se referir a pensar grande. É sobre as aspirações e desejos. Trata-se de ir além. As crianças sonham em se tornarem um astronauta ou um patinador olímpico. Os jovens sonham em viajar pelo mundo, possuir um restaurante gourmet ou inventar uma nova tecnologia. Sonhamos com um mundo onde as pessoas vivam em harmonia e abundância. Estes tipos de sonhos são sobre pensar fora do padrão e alcançar os maiores desejos do nosso coração.

Quando Adamus disse que até mesmo os nossos sonhos são limitados pela gravidade da consciência de massa, isso me preocupou profundamente, porque os sonhos são a nossa conexão com os reinos criativos, não-mentais, que nos dá a vida. Foi quase como ouvi-lo dizer que a criatividade está desaparecendo. Eu imaginei um mundo onde tudo se trata de dados, bytes e lógica; onde os seres humanos são pouco mais do que máquinas biológicas; e onde a ciência e a matemática são as únicas formas de pensamento aceitas. Imaginei as pessoas tornando-se aborrecidas, sem cor, sem paixão e desejo. A vida cotidiana seria somente sobre horários, produtividade, entrada/saída, objetivos, padronização e eficiência. Qualquer pensamento fora da norma seria desprezado e qualquer expressão criativa levaria à punição. Provavelmente já há um filme horrível de ficção científica sobre isso, algo intitulado como "O Dia em que a Terra Parou de Sonhar."

Eu ponderei sobre a declaração do Adamus nos dias seguintes. Eu vi as pessoas perguntando-se para onde elas iam em suas viagens noturnas. Eu li as notícias na Internet e observei como as pessoas interagiam umas com as outras. Não foi tão ruim quanto o quadro sombrio que eu tinha imaginado, mas eu comecei a entender sobre o que Adamus estava falando.

Se a gravidade da consciência de massa continua impedindo as pessoas de sonhar além dos reinos mentais, a magia da vida se esvai.

Alguns dias mais tarde eu percebi porque os Shaumbra estão aqui e Adamus validou isso durante uma das sessões do Ahmyo Retreat (Retiro Ahmyo). Nós escolhemos encarnar neste momento para trazer consciência para a Terra e junto com a consciência vem a sensualidade e a criatividade. Nos últimos anos Adamus falou longamente sobre a importância de ir além dos sentidos e da mente humana. Ele ressaltou a importância de imaginação. Ele disse que "a arte vai mudar o mundo", querendo dizer que a nossa natureza criativa e sensual será como luz para o mundo que tinha ficado muito mental e cinza.

Sonhos são para serem sonhados..., ir além dos reinos mentais, seja à noite dormindo ou para imaginar os desejos do seu coração. Antes de ir dormir à noite, faça uma escolha consciente para "sonhar além" da gravidade da consciência de massa, para os reinos angelicais e cristalinos. Antes de você dizer "isso não é possível" para desejos do seu coração, faça uma escolha consciente para imaginar as possibilidades que desafiam a vida cotidiana mundana.

No final do terceiro dia do Retiro Ahmyo, Adamus disse: "Morgan le Fay, a meia-irmã do rei Arthur, veio a mim como o Merlin. Ela disse: Eles (os cristãos) estão matando a nossa magia. Eu amaldiçôo os seus sentidos humanos.”  Talvez haja algo mais neste do conto do que um simples conto de cavaleiro.


Autor: Geoffrey Hoppe 
Tradução: Léa Amaral – lea_mga2007@yahoo.com.br
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