segunda-feira, 15 de maio de 2017

JENNIFER HOFFMAN - "O DIA DAS MÃES" - 15.05.2017



O Dia das Mães foi no Domingo e tive momentos agradáveis com amigos, pois eu vivo agora longe de minha mãe. Este pode ser um dia difícil para alguns, se eles estão se angustiando com a mãe que eles amam, tentando reconciliar os seus sentimentos em relação à mãe que abusou deles, ou lamentando a perda de um filho, ou dos filhos que eles nunca tiveram. Embora coloquemos muitas expectativas em nossa mãe e no conceito de maternidade, a raiz de todas as experiências maternas é a nossa jornada karmica, nosso grupo de alma e os ciclos kármicos. Nossa mãe “deveria” nos amar, nos apoiar e cuidar de nós, assim o que acontece quando elas não fazem isto? Como reconciliamos a nossa necessidade de amor, validação, valor e aceitação com o que recebemos de nossa mãe? Como podemos resolver os nossos sentimentos em torno de nossa maternidade para que possamos ser felizes? Nossa mãe é o nosso parceiro kármico mais importante, que, muitas vezes, ensina-nos as nossas maiores lições de vida, das maneiras mais dolorosas.

Espero que você tenha tido um Dia das Mães maravilhoso e se a sua mãe é viva ou não, se tem um relacionamento com ela ou a renega, aceita-a como ela era e é, sabendo que ela não foi capaz de qualquer outra coisa, não importa o quanto você gostaria que ela pudesse ter sido, perdoe-a e a si mesmo, para que possa viver sem a raiva ou o pesar que só servem para limitar a sua alegria.

E estamos entrando em outra poderosa semana enquanto continuamos a ter um forte apoio para este próximo ciclo de nossa jornada da ascensão. Temos um novo ciclo do nodo da Lua de 19 anos, começando agora. Este é outro passo na criação da energia para o super eclipse de 21 de Agosto que afeta a todos que nasceram em meados da década de 50 e no início da década de 60. Este é o tema da mensagem desta semana.

Celebramos o Dia das Mães nos Estados Unidos neste final de semana, um dia em que celebramos a mulher que nos deu à luz. Este pode ser um dia difícil para aqueles cujos sentimentos em relação a sua mãe não são afetuosos e amorosos. Para muitos a experiência materna tem sido um dos maiores desafios da sua vida e o Dia das Mães serve como um lembrete do tipo de mãe que eles não tiveram e que gostariam de ter tido. Temos muitas expectativas em relação a nossa mãe, assim quando ela não as satisfaz, sentimo-nos traídos, abandonados e rejeitados em um nível exponencial. As mães desempenham muitos papéis na vida dos seus filhos, em muitos níveis. E entendemos estes papéis quando os nossos filhos crescem e têm os seus próprios filhos. Mas o papel da mãe nem sempre é de doçura e luz, pois a nossa mãe é o nosso maior mestre kármico, sabendo que podemos encontrar compreensão e, esperamos, a paz com o nosso relacionamento materno.

Embora não haja desculpa para o abuso ou algumas das coisas verdadeiramente terríveis que algumas mães fazem aos seus filhos, há um relacionamento kármico e energético muito maior operando, dando vida a um ser humano como mãe, que é a ligação energética mais significativa que podemos fazer com outro ser humano. Há muito karma envolvido em uma relação materna, o que tem o potencial para grande cura e transformação que pode vir a custo de grande dor, trauma e sofrimento. Quando ficamos presos nas emoções, na raiva e no arrependimento, perdemos de vista o potencial de cura e de transformação desta ligação poderosa. E embora não haja desculpa ou razão para a dor e o abuso que algumas mães infligem aos seus filhos, algumas pessoas agem unicamente a partir de suas impressões kármicas, esquecendo-se de acrescentar a compaixão e o amor que as ajudariam a fazer outras escolhas.

Nossas mães nos apresentaram a uma variedade de energias e usos do poder que tivemos que aprender a superar. Não ficando irritados com a nossa mãe, mas encontrando a nossa saída da incapacitação que elas nos ensinaram, que foi a fonte de nossas lições de capacitação.

Se a sua mãe não foi amorosa, ela foi a sua lição na criação de sua fonte interior de amor.

Se ela foi ciumenta ou cruel, a sua lição era honrar o seu valor e aprender a compaixão por si mesmo.

Se ela foi raivosa, era a sua lição encontrar frequências e vibrações mais elevadas de energia emocional.

Se ela o abandonou ou o traiu, a lição era criar a sua própria fonte estável de capacitação interior.

Não importa o que você experienciou nas mãos de sua mãe, as lições kármicas foram destinadas a ajudá-lo a superar e a prosperar além delas.

Quando permitimos que a lembrança do trauma se torne o nosso filtro emocional, desafiamos as suas ações e tentamos encontrar a compreensão, quando, muitas vezes, não há nenhuma. Nosso único recurso poderoso é rejeitá-las e o que elas fizeram, em vez de incorporarmos a lição, para que pudéssemos nos tornar mais o que queríamos e sabíamos que era certo para nós. Onde conseguimos criar mais alegria, amor e paz em nossas vidas do que elas tiveram nas suas, foi o propósito das lições que aprendemos com elas. Nossas mães são, muitas vezes, os nossos maiores mestres, que nos apresentam as nossas mais poderosas lições de vida, às vezes, através de nossos desafios mais dolorosos, que nos obrigam a nos interiorizar profundamente para encontrarmos o amor que achamos que elas deveriam nos ter dado “porque elas são a nossa mãe”.

No Dia das Mães, você não tem que fingir que a sua mãe foi a mãe doce, amável e amorosa que a mídia retrata. Mas tente aceitar que o que ela fez foi o melhor que ela poderia fazer, encontre o perdão e a compaixão por ela, não importa quais sejam as suas circunstâncias. Você não tem que fingir que nada aconteceu, mas tem que avaliar o custo para você de suportar tanta dor, trauma e sofrimento. A aceitação é uma das nossas lições de vida mais desafiadoras, e isto significa que devemos aprender a ver as pessoas como elas são, e não como desejamos que elas pudessem ser, ou pensamos que possam ser. Cada um de nós escolheu nossos pais para as lições que eles poderiam nos ajudar a aprender, para o que precisávamos superar, para que pudéssemos nos tornar a expressão mais elevada de nossa própria energia.

Em meu trabalho com milhares de clientes ao longo de várias décadas, ouvi falar dos atos mais horríveis cometidos com crianças pelas suas mães. Isto é especialmente verdadeiro em relação às gerações nascidas antes da década de 80 e havia uma razão para a presença de tanto karma, assim poderíamos ser pais diferentes para as gerações de crianças Índigo e Cristal, de quem nos tornaríamos os pais. Estas crianças precisavam de pais mais amorosos, solidários e emocionalmente envolvidos e as escolhas que fizemos, por causa da maneira com que as nossas mães nos trataram, tornaram-se a base para a nossa decisão de sermos pais diferentes para os nossos próprios filhos.

Cada propósito escuro tem um potencial de luz. Não podemos encontrar esta luz quando estamos atolados na raiva, ainda que seja justificado e geralmente é. Não nos serve ficarmos atolados nela. Conseguimos educar os nossos filhos de forma diferente do que fomos criados, o que foi o nosso objetivo na escolha de nossa mãe e aprendemos a ser felizes e a encontrarmos a nossa própria alegria, apesar da dor que sofremos. E esta é a nossa vitória, que podemos celebrar todos os dias e no Dia das Mães. A todas as mães em todos os lugares, Feliz Dia das Mães.


Autor: Jennifer Hoffman 
Fonte: http://enlighteninglife.com/
Facebook: Jennifer Hoffman
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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