terça-feira, 27 de junho de 2017

OWEN K. WATERS - "O GRANDE ENGENHEIRO" - JUNHO / 2017



A Revolução Científica surgiu em um momento em que a religião mantinha uma compreensão opressiva sobre as mentes das pessoas. Grandes mentes como Isaac Newton morriam de medo de que suas descobertas na filosofia científica voltassem o peso da inquisição sobre suas cabeças.

Talvez ele tivesse motivos para se preocupar. Suas leis de mecânica ajudaram a promover a ideia de que O Universo pode ser simplesmente uma máquina gigantesca. Nesse caso, tornou-se possível ver um Universo parecido com uma máquina executando-se sem a necessidade de que o Deus da religião estivesse executando as coisas.

Os materialistas adoraram a ideia. Um Deus no céu já não era necessário para executar O Universo. Liberados da ideia opressiva de que um Deus julgador está observando cada movimento, eles se sentiram liberados, quase como escolares selvagens e rebeldes que, de repente, acharam que "não precisavam mais de um Mestre!"

Essa reação é compreensível. Afinal, eles viveram sob uma imagem de um Deus que seria como um ser velho e severo, com uma personalidade mais severa do que seu bispo local.

A teoria do Universo como uma máquina auto-executora parecia funcionar bem para objetos inanimados, mas teve problemas quando aplicado aos seres vivos, especialmente os seres humanos.

Afinal, havia aquele atributo imprevisível natural dos humanos, aquele chamado de vontade livre. Quão automatizado poderia ser isso? Eu ainda tenho testemunho de uma máquina tendo um movimento de humor e exercendo sua vontade livre de sair com um arbítrio.

Há pessoas hoje que pensam que, devido ao fato dos computadores poderem processar duas ou mais informações muito rapidamente, em breve, eles poderão fazer tudo melhor que os humanos. Okay, certo!

E a imaginação? Um computador pode imaginar suas próprias possibilidades?

Pode sentir o medo e fazê-lo de qualquer maneira?

E a criatividade? O que um computador pode criar é melhor do que qualquer coisa que já tenha sido feita antes. A última vez que eu olhei, qualquer programação é baseada no passado. Não pode criar nada novo, como algo inteligente e original.

E a curiosidade? Onde isso entra não na imagem de Deus, e sim da máquina? Um computador ânsia por descobrir por que foi ele criado, e qual a sua verdadeira missão na vida? Eu acho que não.

Isso, então, é o maior erro da ciência. Em uma busca juvenil para eliminar qualquer coisa maior ou melhor do que seus egos frágeis, algumas pessoas ignoram a questão óbvia.

"Se o universo é uma máquina gigante, então quem é seu designer e criador?"

As máquinas não se compõem por si só.

A ciência progredirá ao passar a estudar o brilhante trabalho do Grande Engenheiro, não ignorando-o.

Owen K Waters


Autor: Owen K. Waters 
Fonte: http://www.spiritualdynamics.net /
http://www.infinitebeing.com/   
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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