quarta-feira, 16 de maio de 2018

JENNIFER HOFFMAN - "MÃE - A FONTE DO KARMA E DA CURA" - 15.05.2018



O Dia das Mães foi comemorado em muitas partes do mundo no último fim de semana e todos têm uma opinião diferente sobre esse dia. Para aqueles cuja amada mãe já fez a transição, eles podem ter passado o dia na tristeza ou arrependimento. Outros podem se encolher quando têm que enviar um cartão ou presente para, ou quando têm que passar tempo com sua mãe, porque eles estão com raiva, ressentidos e magoados com o que ela fez (ou não) para eles. Outros gostariam que tivessem escolhido uma mãe diferente daquela que tinham, e há quem aproveite esse dia, aprecie a mãe e fique feliz em passar algum tempo com ela.

Seja qual for a sua experiência de 'mãe', nós conscientemente escolhemos a mãe que concordou em nos dar vida, imprimiu-nos um tipo específico de DNA emocional, estabeleceu paradigmas energéticos detalhados e parâmetros dentro do nosso corpo energético e criou a base para o que foi o propósito de nossa vida de aprendermos a amar e nos fortalecer. Podemos julgar nossa mãe por não ser boa o suficiente, por não nos amar, apoiar-nos ou orientar-nos o suficiente, por ser cruel, inconsciente, implacável e ruim, e ainda assim, ela fez exatamente o que lhe pedimos em nosso contrato de alma compartilhada.

A mãe que esperávamos atender às nossas necessidades emocionais o fez em muitos níveis, mas nem sempre da maneira como achávamos que deveria. Em vez disso, ela atendeu às nossas necessidades espirituais e cármicas e para entendermos nossa mãe e seu papel em nossas vidas, e para sermos capaz de liberarmos quaisquer emoções que temos em relação a ela, nós também temos que entendê-la a partir dessa perspectiva.

Como uma observação, isso não desculpa o comportamento horrível de alguém ou não o considera certo, porque não é. Todos podem escolher suas ações e algumas pessoas exercitam seus contratos de alma das formas mais repreensíveis imagináveis. Mas quando nos sobrecarregamos com raiva, ressentimento, ou arrependimento pelo que nossas mães fizeram ou deixaram de fazer, como elas nos trataram, ou o que desejamos que elas tivessem feito e sido, limitamos nossas vidas e a expansão de nossa energia em caminhos mais alegres e gratificantes.

A alma que concorda em se tornar nossa mãe em uma vida é, a propósito, a pessoa mais importante e influente em nosso grupo de almas. Isso não significa que ela vá nos tratar com gentileza amorosa, isso significa que ela irá cumprir sua missão de alma em nossas vidas da melhor maneira que puder, de acordo com nosso acordo de alma.

Existem três aspectos para a energia da mãe: física, emocional e espiritual.

Através do aspecto físico, nossa mãe concorda em nos dar à luz, para nos trazer ao mundo.

Através do aspecto emocional, ela concorda em energizar nossa impressão emocional do DNA e criar nosso paradigma de poder.

Através do aspecto espiritual, temos nosso contrato de alma com ela que realmente estabelece a base para os outros dois aspectos, o que inclui curar nosso karma conosco, com nosso grupo de alma e com ela.

Ao reconhecermos esses três aspectos da maternidade, nosso relacionamento materno começa a assumir novas dimensões e podemos considerá-lo a partir de uma perspectiva totalmente diferente.

Parte do nosso trabalho como seres esclarecidos e conscientes era preparar a Terra para as novas gerações de crianças e nos tornarmos o tipo de pais que elas precisariam para expressar plenamente sua energia. O que aprendemos com nossas mães nos ajudou a fazer isso porque nos tornou pais mais conscientes - conscientes da energia, dos sentimentos, emoções, ações, potencial, mágoa, traição e poder.

A maioria de nós, nascidos em qualquer época anterior à década de 80, teve mães poderosas, presas a vidas sem poder e, muitas vezes, levaram suas frustrações para nós. Nos meus anos de trabalho intuitivo e de coaching, fiquei impressionada com o número de mães mentalmente doentes, perturbadas e até psicóticas. Seus filhos se tornaram vítimas de energias que não puderam usar, manipular ou expressar e foram muito maltratados. Surpreende-me que alguns dos meus clientes tenham superado a sua infância, já que a experiência deles foi tão terrível.

Como adultos, usamos o que experienciamos com nossa mãe para nos tornarmos mais intencionais no uso do nosso poder ou vivemos em agonia silenciosa, magoados e impotentes por termos uma mãe que não amava, apoiava, guiava ou cuidava de nós o suficiente, ou como pensamos que ela deveria. Ou que nos deixou tão emocionalmente danificados que nunca nos recuperamos.

Podemos usar a celebração do Dia das Mães para nos libertarmos de um fardo energético muito tóxico, perdoando nossas mães por tudo que fizeram ou não, e reconhecendo-as como mestres espirituais que foram para nós. E então, nos amarmos da maneira que queremos ser nutridos, apoiados, guiados e amados, começando por amar a nós mesmos, o que então atrai pessoas amorosas e solidárias que podem nos levar além da experiência de mãe, do contrato de alma, e nos dar uma nova experiência de amor que podemos incorporar, encontrando paz e compartilhando com o mundo.

E se através de nossa experiência de infância nos tornamos pais mais compassivos, amorosos e conscientes de nossos próprios filhos, então podemos celebrar nossa vitória por termos terminado este ciclo cármico e criado um novo nível de maternidade empoderada que honra a missão da alma mãe / filho, e o  propósito de vida de maneira mais amorosa, solidária e respeitosa


Autor: Jennifer Hoffman 
Facebook: Jennifer Hoffman
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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