sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

JESHUA - "IMAGENS DE DESMERECIMENTO" - JANEIRO / 2018



Queridos amigos, eu sou Jeshua. Venho recordar-lhes quem vocês são, e lembrá-los de sua força e grandiosidade. Vocês são uma fonte inexaurível de Luz que se renova continuamente, que cresce e se expande; um fluxo exuberante de energia divina. Quero infundi-los com esta energia e pedir a cada um de vocês que permita que ela flua totalmente em sua mente, seu corpo e em toda a sua vida, de modo que a energia da sua alma possa se expressar aqui na Terra.

Rogo-lhes que abandonem as velhas e falsas imagens de desmerecimento. Quero lhes falar hoje sobre autoestima e autoempoderamento, sobre ter a ousadia de levantar-se e acreditar no fogo que carregam dentro de si. Este fogo é sua Luz, ele quer arder brilhantemente aqui e agora. Mas vocês têm assumido tantas informações falsas sobre quem são e quem deveriam ser, que houve um enfraquecimento de seu poder espiritual e sua originalidade, sua singularidade. Neste momento da evolução da humanidade, novas forças espirituais estão sendo liberadas, mas isto só pode ocorrer completamente através das pessoas que estão vivendo agora na Terra. Um novo tempo e uma nova energia estão nascendo através de vocês e só podem se manifestar de uma forma profundamente enraizada, se cada um assumir totalmente seu próprio valor. 

Homens e mulheres vem sendo enganados pela sociedade, através de suas tradições e sistemas educacionais, de modo que as imagens de pecado, vergonha e culpa continuam agarradas a eles, vivendo no interior de cada um. A vida é retratada como um teste para pôr à prova o ser humano, e uma luta para sobreviver. Nesta tradição, uma forma muito limitada de energia masculina está sendo considerada necessária à vida, e esta postura repousa essencialmente numa base instável de medo e necessidade de controle. Esta forma de energia masculina há séculos vem dominando inclusive a espiritualidade. A espiritualidade Cristã foi dominada pelo masculino através da Igreja, tendo, assim, perdido a conexão com sua origem. Vocês estão aqui para restaurar a energia do Cristo em sua origem; para restaurar seu coração, que está vivo dentro de cada um de vocês; para trazer tudo isso à luz e transmiti-lo aos outros. 

Eu os reconheço como meus irmãos e minhas irmãs. Eu os amo muito, e o que mais me entristece é ver como vocês se diminuem e se depreciam, como se sentem desanimados com o que são. As imagens de pecado, vergonha e culpa iludem todos vocês. Observemos o papel que essas imagens desempenham, tanto na vida dos homens quanto na das mulheres. Nos homens, essas imagens são impressas durante sua educação infantil, através da ênfase que é colocada no desempenho, na competição e na importância de destacar-se dos outros, de defender seu território, ser duro e mostrar sua masculinidade. A sensibilidade e as qualidades femininas, como a empatia e a capacidade de se conectar com os outros, são rejeitadas como características não apropriadas para um homem. Na mulher, a ênfase é colocada em não se destacar, mas em ser capaz de entender os outros e estar preparada para servir, cuidar e doar de si. 

Estes dois modelos ainda estão afetando a psique masculina e a feminina, e apresentam imagens falsas. Supõe-se que a mulher deva encontrar seu verdadeiro valor na entrega de si mesma, na sua empatia e no cuidado para com os outros. Desta forma, ela perde sua própria força e a capacidade de se erguer e assumir uma posição clara no mundo. Mas a energia feminina só pode fluir com seu verdadeiro poder, se a mulher reivindicar sua autonomia, sua liberdade e independência no mundo. Se essa base de autonomia estiver faltando, as mulheres ficam enfraquecidas e não assumem a posição e poder no mundo aos quais teriam direito. O modelo tradicional para a mulher encobre sua mente aguçada e seu espírito de aventura.   

Para o homem, num certo sentido, é justamente o contrário. No decorrer de sua criação, ele geralmente é blindado contra seu coração, sua sensibilidade e a necessidade de cuidar, amar e proteger. Ele deve distinguir-se e acaba sendo forçado à solidão, ao isolamento e ao sentimento de estar perdido, o que o separa do todo. Às vezes ele realmente perde a sensibilidade e não ousa entregar-se ao fluxo de emoções, sentimentos e do amor que certamente também está presente em seu coração.

Na alma masculina, existe um desejo de incorporar também a natureza feminina, que já é uma parte intrínseca dessa alma. Mas os homens tendem a projetar esse desejo fora deles – nas mulheres. Da mesma forma, as mulheres tendem a projetar seu desejo de poder e discernimento nos homens. Mas se os dois sexos não conseguem ver essas qualidades em si mesmos, acaba surgindo uma relação dolorosa entre homens e mulheres. Eles sentem a necessidade um do outro, mas, ao mesmo tempo, há um conflito porque a dependência nunca é uma boa base para um relacionamento verdadeiramente amoroso. Ambos precisam fazer uma conexão interna com seus próprios poderes masculinos e femininos. Essas energias devem estar juntas; elas são como as pás de uma hélice que são entrelaçadas entre si. Somente juntas elas podem crescer e florescer.

O que acontece com a autoestima dos homens e mulheres, quando eles têm que viver de acordo com tais estereótipos unidimensionais de masculinidade e feminilidade? O homem geralmente desenvolve uma persona, ou falso ego, que ele deve apresentar para o mundo, porque sente que precisa se autoafirmar, realizar, ser um homem de ação. A mulher também desenvolve uma persona, porque deve ser charmosa, boazinha, útil e aquela que cede, que doa. Quando o homem ou a mulher tenta mostrar o outro lado de si mesmo, geralmente provoca sentimento de culpa, de vergonha, de inferioridade, ou o oposto – a impressão de ser presunçoso ou arrogante. Vejam na sua História, por exemplo, o ódio como reação à homossexualidade. Homens que assumiram explicitamente seu lado feminino, e mostraram prazer em fazer isso, foram considerados o epítome da depravação. Limites, que supostamente deveriam permanecer intactos, foram ultrapassados. E por que isso foi assim? Aparentemente porque era necessário colocar homens e mulheres em caixas apertadas, de modo a suprimir seu verdadeiro poder espiritual e força original, pois todos esses estereótipos se expressaram contra o pano de fundo da energia da dominação e poder. 

Todos vocês tiveram que lidar com essa energia repressiva, algumas vezes como vítimas e outras como algozes; então talvez se perguntem por que essa atitude se desenvolveu. Podemos olhar para essa situação da seguinte forma: a aventura criativa na Terra – todo o ciclo de vidas e mais e mais vidas – é um vasto processo de crescimento. É uma longa jornada, na qual vocês aprendem os extremos da “dualidade” no mundo da forma: luz e escuridão, conexão e separação, masculino e feminino… Vocês viajaram para muito longe do Lar, mas isto tem um propósito. Esta experiência tem um grande valor e gera uma riqueza imensa em cada alma que dela participa. Mas isto também significa que tiveram que descer aos domínios do medo, desolação e esquecimento do seu ser verdadeiro. Estou aqui para lembrar-lhes de quem vocês são nesta descida para as trevas, e da sua experiência em ambos os lados das energias de poder e dominação: vítima e algoz.

Neste momento do ciclo de vida na Terra, estamos no ponto de retornar a um maior equilíbrio e harmonia, por isto os exorto agora a se lembrarem quem são. Vocês vieram de uma fonte de Luz inesgotável, uma Luz que é pacífica, mas flui, é dinâmica, experimenta e explora. Não havia nenhum deus onisciente, nenhum governador que ditasse as regras e determinasse a vida de vocês, mas sim um fluxo de Luz completamente livre, que se revelava tanto nas energias masculinas quanto nas femininas, e nas diferentes formas em que tudo se encaixa tão lindamente. Sintam novamente a ligação original entre as energias, a dança entre o feminino e o masculino.

O poder feminino refere-se a conexão e unificação; ele une as energias. A energia feminina abre-se para o exterior, a partir do coração, e acolhe com amor e ternura. De certa forma, a energia feminina carrega o universo. Ela é a fonte da conexão, da Unicidade. Sintam o poder desta energia. Ela está presente em toda a diversidade que vocês enxergam ao seu redor: pessoas, animais, plantas… Através de tudo flui o Um: a mãe, a deusa, a energia conectiva e unificadora.

O poder masculino refere-se à distinção e é criativo de um modo diferente; ele cria indivíduos. Na alma, vocês estão conectados uns com os outros, enquanto que, ao mesmo tempo, cada um é um ser individual, distinto, diferente e único – exclusivo. Em todo o imenso universo, não existe nada nem ninguém que seja exatamente igual a você. Que milagre! Tente, então, além de perceber-se como parte do Um, da fonte da qual você veio, perceber-se também como um dentro da diversidade – “um em um milhão” – vivenciando a magia completamente única de ser você! Sinta-o, embora não consiga expressá-lo em palavras – este é “você” dentro de você. Este é o poder criativo a energia masculina.

A maior alegria na criação é quando o Um encontra a si mesmo através do Outro. Se estiver vivendo num corpo masculino, você pode encantar-se com uma mulher, com sua aparência, sua beleza, o acesso que ela tem a determinadas energias, as forças unificadoras em seu interior. Como mulher, você pode encantar-se com um homem: seu corpo, sua força, a sentido de proteção que pode emanar dele. O jogo entre o masculino e o feminino torna-se uma alegria e uma fonte de criatividade quando ambos os sexos acolhem naturalmente sua própria força e valor. Os dois são parte da mesma Luz, eternamente conectados um com o outro. Mas, ao mesmo tempo, existe aquela diferença que torna tudo emocionante e aventuroso; uma viagem de descoberta plena de experiências em potencial que enriquecem a ambos. Esta é a promessa do jogo entre o masculino e o feminino. 

Hoje estamos falando particularmente sobre a energia masculina, e quero dizer mais uma coisa sobre ela. No modo espiritual tradicional de pensar, muitas vezes acontece de o ego ser retratado como algo ruim, que precisa ser transcendido. Certamente, no passado, ascender para os reinos celestes era visto como o ideal da verdadeira espiritualidade. Mas o que é a verdadeira espiritualidade? Para a espiritualidade, não são fundamentais apenas a conexão, a comunhão e a unidade, mas também a capacidade de distinguir os poderes únicos de ser um “Eu”. Permitir que os seus poderes exclusivos fluam e se desenvolvam é tão importante quanto conectar-se, e isto oferece uma forma terrena, manifestadora para a Luz da sua alma. É especificamente devido a esta força distintiva que você precisa de um ego. Mas não estou falando do ego como tem sido representado na tradição masculina; não um ego valentão e endurecido que quer se destacar às custas de todos e de tudo, que deseja acumular poder, que deseja governar os outros ou a vida. Esta é uma imagem falsa do que o ego é. Em sua forma verdadeira, o ego é um ponto focal, um prisma, para a sua individualidade essencial, seu poder único. Ele precisa existir e é uma parte muito especial e insubstituível da criação, como uma peça de um quebra-cabeça que faz de você uma parte do todo maior.

Acolha esse poder! Diga “sim” para ele. Responda com alegria a quem você é; você é insubstituível. E quando você se sustenta em sua força verdadeira, não precisa transcender o ego, sua personalidade, e deixá-lo de lado; não precisa negar nada em você mesmo. Pelo contrário, você se torna quem realmente é. A Luz da sua alma desce e penetra plenamente todas as suas células, todo o seu corpo, todo a sua humanidade. Tudo que lhe pertence é iluminado por essa Luz. Então você diz “sim” para si mesmo – tudo o que faz parte da sua humanidade tem permissão para ser – e seu eu único flui para tudo o que você é e faz. Você não precisa se esconder da sua humanidade, não precisa envergonhar-se dela.

Imagine como a Luz se irradia da sua fonte por seu intermédio. Permita que a Luz flua para baixo, através do seu chacra coronário e, em seguida, através de todo o seu ser. Ela é uma Luz branca e universal, amorosa e delicada. Ela flui por toda a vida e, inclusive, por você. Por seu intermédio, a Luz adquire um brilho exclusivo, uma tonalidade especial, um som diferente. Olhe para dentro de si por um instante, e talvez possa perceber certas cores, ouvir determinados sons, ou simplesmente ter alguma sensação em particular; e então sinta-se profundamente… “Este sou eu; este é o mistério do que eu sou.” Você está aqui para receber este mistério e ninguém pode fazer isto por você. Deixe-o fluir pelo seu corpo, pelo seu abdome, pernas e pés. Isto é a integração, a fusão, do masculino e do feminino dentro de você.

Sinta-se acolhido na Terra e desfrute de quem você é. Não se envergonhe nem se sinta culpado. Abandone as velhas imagens de pecado. Eles não são úteis a ninguém; nem a você e nem ao mundo. Deixe o fogo queimar e a luz se irradiar! Este é o meu desejo mais profundo; que você se erga e se mantenha em sua própria força, em seus próprios pés. Deixe que a semente da energia de Cristo desabroche no seu interior e não seja dependente de ninguém.

Eu saúdo todos vocês, em igualdade e profunda alegria.

Jeshua


Canal: Pamela Kribbe           
Tradução: Vera Corrêa - veracorrea46@gmail.com
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