Jennifer Hoffman - "Por que não compreendi isto antes?" - 26.05.2015



Você está pronto para a última semana de Maio? O seu dedo está posicionado para apertar o botão “Concluí”, tão logo ele termine? Bem, não fique muito animado porque ele não terminou ainda e temos ainda uma semana de energia interessante que nos levará pelo caminho da decepção e da ilusão, da visão e da percepção, o que pode nos levar a apertar o botão de “reiniciar”, algumas vezes, antes que tudo acabe.

Nossa missão é alcançar um pico crítico e até que possamos avançar, temos que estar dispostos a assumir a responsabilidade de fazermos o que nunca foi feito antes, de nos tornarmos o que nós nunca fomos, e fazermos o que nunca fomos capazes de realizar até agora.

Estamos preparados, mas não muito a ponto de entrarmos neste grande vazio ainda, pois estamos ainda digitando as conclusões que envolvem o passado e velhas lições. E parte disto envolve a nossa compreensão do tempo e do fluxo e se poderíamos ter feito as coisas de forma melhor, mais rápida, com mais graça e tranqüilidade e menos dor. Há uma maneira de fazermos isto e este é o tema da mensagem desta semana.

POR QUE EU NÃO COMPREENDI ISTO ANTES?

No final de qualquer experiência ou lição de vida, nós nos perguntamos invariavelmente “Por que eu não fiz ou não compreendi isto antes?” Não é fácil pensarmos que poderíamos ter feito algo melhor, com mais rapidez, ou mais facilidade depois que passamos por isto? Por que, uma vez que compreendamos uma lição, ou cheguemos a um novo nível de compreensão, nós nos esquecemos de onde começamos e não conseguimos descobrir por que isto levou tanto tempo para chegarmos ao final. O tempo se condensa a este ponto de compreensão e tudo que o precede parece um enorme desperdício de tempo. Então, nós nos julgamos e nos criticamos por termos sido tão estúpidos, porque naquele momento tudo parece muito fácil e claro. Não podemos descobrir por que não conseguimos chegar nesta compreensão mais cedo, mas isto foi tudo parte do processo.

Quando eu trabalho com os meus clientes no treinamento, eu os incentivo a ouvirem a gravação de sua primeira sessão ocasionalmente, para que eles sejam lembrados de onde eles começaram e quanto progresso fizeram. Isto os ajuda a manter uma perspectiva sobre o seu processo de transformação. Cada parte de qualquer jornada segue o caminho certo e melhor, cada etapa é importante, e todas as etapas juntas nos ajudam a chegar a um novo ponto de consciência. A jornada não poderia ter sido mais curta, menos dramática ou menos dolorosa, e fizemos o que precisávamos fazer, para que pudéssemos chegar aonde precisávamos estar.

Há três partes para qualquer experiência ou lição de vida, processo, tempo e ritmo. Processo é como os elementos devem se encaixar, na ordem melhor e mais adequada, de modo que alcancemos o aprendizado, a cura, o crescimento e a transformação que precisamos e queremos. O tempo é o limite físico que colocamos no processo, a maneira com que filtramos e atraímos a energia através de nossas crenças e emoções, para que possamos compreender tudo e o alinharmos com a nossa própria compreensão, e o ritmo representa o fluxo de energia em uma ordem experiencial, assim situações e eventos são ordenados de acordo com as nossas necessidades e crescimento. As coisas realmente se encaixam como dominós, mas na ordem que determinamos, pelo que precisamos aprender.

Não podemos passar por qualquer experiência ou lição sem estes três elementos e não podemos fazê-los se moverem com mais rapidez (ou mais lentamente) também. Processo, tempo e ritmo trabalham juntos como preparar um bolo. Poderia ser fácil despejar um grupo aleatório de ingredientes em uma vasilha, em uma ordem ao acaso, colocá-lo no forno por um período de tempo ao acaso e chamá-lo de bolo. Provavelmente, ele não teria a aparência ou o sabor de um bolo, porque há um processo para o preparo de um bolo que deve ser seguido, começando com os ingredientes certos, colocá-los juntos na ordem e ritmo certos, e assado por um período de tempo especificado.

E há um processo para as lições de vida que deve ser seguido também, que seguimos inconscientemente para que possamos ter o nosso bolo, por assim dizer, e, então, apreciá-lo. Mas, no momento em que chegarmos ao final do processo,  esquecemo-nos de onde começamos e pensamos que foi tudo um uso inadequado de nosso tempo. Não foi, e cada elemento de cada experiência desempenha um importante papel em nosso aprendizado, em nossa cura, crescimento e transformação. Então, podemos evoluir para um novo nível de consciência porque o “velho” já não mais nos convém. E, então, podemos ter o nosso bolo e comê-lo também, e será aquele que desfrutaremos do início ao fim.

Mas, é um processo, que segue certos termos e condições. Envolve uma regulação detalhada do tempo e requer tanto tempo  quanto precise, ou melhor, tanto tempo quanto precisarmos. E quando percebermos o resultado como um novo início, uma nova página em que podemos escrever a história de nossa escolha, estaremos menos inclinados a começar o primeiro parágrafo de como estávamos muito lentos, inconscientes ou descoordenados, para chegarmos neste ponto com mais rapidez.

O que você acha que poderia ter feito melhor, com mais rapidez ou com mais facilidade em suas experiências ou lições de vida? Você pode identificar algumas das etapas que você julgou como desnecessárias em seu processo de aprendizagem? Anote-as e pretenda evitá-las da próxima vez, conscientizando-se do seu potencial e criando um resultado mais elevado. Não se julgue e nem se critique pelo que fez ou não. Anote o que você quer evitar, assim quando a situação chegar novamente, você estará preparado para fazer uma escolha diferente que lhe permitirá fazer um belíssimo bolo e comê-lo também.


Autor: Jennifer Hoffman 
Fonte: http://enlighteninglife.com/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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