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sábado, 27 de outubro de 2018

AS RECLAMAÇÕES SÃO UM VENENO PARA SEU CÉREBRO



Quanto mais reclamamos, mais o mundo será ruim para nós e mais teremos para reclamar, porque os caminhos neuronais que estamos promovendo são esses, que prejudicam nossa saúde e qualidade de vida.

Quando convivemos com pessoas que parecem fazer das reclamações seu modo de vida, podemos nos perguntar o que as leva a reclamar tanto. Nem sempre encontramos uma resposta clara, mas certamente não é para prejudicar as próprias vidas ou para criar um ambiente de negatividade ao seu redor, para fazer a todos infelizes.

De fato, o maior gatilho para as reclamações é a necessidade de externalização das próprias emoções e pensamentos. Essas pessoas acreditam que podem sentir-se melhores depois de reclamar, mas isso não é verdade.

O hábito de reclamar, por mais que pareça melhorar nossos corações e mentes por um momento, não faz bem a longo prazo. Pode, na verdade, contribuir para nos sentirmos ainda piores. Isso porque as queixas podem mudar as estruturas de nossas redes neurais, afetando diretamente nossa saúde mental.

As reclamações “instalam” a negatividade em nossos cérebros

Existem muitas sinapses acontecendo em nosso cérebro a todo momento. Quando temos algum pensamento, um neurônio libera uma série de neurotransmissores que são responsáveis por estabelecer a comunicação com o outro neurônio através de uma espécie de ponte, que conduz um sinal elétrico. É assim que as informações são transmitidas em nossos cérebros.

Toda vez que esse processo acontece, ou seja, uma sinapse acontece, o caminho percorrido pelos neurotransmissores se consolida. Temos muitos desses caminhos neuronais em nossos cérebros, e é isso que nos permite, por exemplo, dirigir automaticamente ou andar sem ter que pensar em como movimentamos nossos pés.

Os caminhos não são imutáveis, podem se fortalecer ou enfraquecer, dependendo do quanto são usados. Quando mais forte é a conexão entre os neurônios, mais rapidamente a informação é transmitida e mais eficiente é a atividade.

No entanto, quando reclamamos demais e preenchemos nossos cérebros com pensamentos negativos, alimentamos as redes neurais ligadas a eles, o que traz mais coisas ruins para nossas vidas e com o tempo pode até nos levar a condições como depressão.

Dessa maneira, quanto mais reclamamos, mais o mundo será ruim para nós, e mais teremos para reclamar, porque os caminhos neuronais que estamos promovendo são esses, que prejudicam nossa saúde e qualidade de vida.

Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram através de um estudo que as pessoas que vivem com estresse frequente ou depressão podem ter um problema em suas sinapses, podendo resultar em atrofia neuronal. O cérebro dessas pessoas começa a produzir excessivamente um fator de transcrição chamado GATA1, que diminui o tamanho, projeções e complexidade dos dendritos, que são essenciais para transmitir mensagens de um neurônio para outro.

Somos um reflexo das pessoas ao nosso redor

As reclamações, além de afetarem a pessoa que as pratica, também pode afetar as conexões neurais das pessoas ao seu redor. Podemos perceber o efeito das reclamações em nossas vidas com facilidade. Por exemplo, se você passar muito tempo conversando com um amigo que só sabe reclamar, provavelmente vai se sentir cansado, sem energia, e também pode desenvolver uma visão mais negativa e pessimista do mundo.

Essa é uma reação natural dos nossos cérebros, e está ligada diretamente à nossa predisposição à empatia. Os neurônios-espelho presentes nos permitem experimentar as mesmas sensações que a pessoa à nossa frente, sejam elas positivas ou negativas. Nossos cérebros tentam imaginar o que a outra pessoa sente e pensa, para que possa agir de acordo e modular nosso comportamento.
A empatia é uma qualidade importante, mas quando se trata das reclamações pode trabalhar contra nós, porque ao ouvirmos outra pessoa se queixar, liberamos os mesmos neurotransmissores do que elas, e ficamos presos nesse ciclo de negatividade.

Nossos cérebros controlam todo o nosso corpo

As reclamações consolidam as sinapses “negativas” no cérebro, o que afeta nossa saúde diretamente. Os sentimentos negativos que conservamos dentro de nós mesmos, ressentimento, tristeza, raiva, ódio e raiva, começam a ser refletidos em nossos corpos.

Abaixo está uma imagem que mostra a intensidade de ação de cada um dos sentimentos negativos em nossos corpos.



Esses sentimentos negativos muitas vezes também acompanham o cortisol, um neurotransmissor e hormônio, que em excesso, tem sido a fraqueza do sistema imunológico, aumenta a pressão arterial e o risco de desenvolver doenças como câncer e distúrbios cardiovasculares. Além disso, o cortisol pode ser prejudicial para a memória e aumentar o risco do desenvolvimento de condições como depressão e ansiedade.

Entendendo o limite das reclamações

O objetivo deste artigo não é convencê-lo a reprimir suas insatisfações. Nós precisamos falar e, muitas vezes, as queixas podem realmente tirar um peso de nossas costas. No entanto, não podemos permitir que elas virem um hábito e que ditem nossas vidas.

Seja consciente de seus hábitos de reclamação e da próxima vez que alguma queixa aparecer em sua mente, pense que não importa o quanto você reclame, as coisas não vão mudar. Se você quiser mudar alguma coisa na sua vida, precisa procurar outra alternativa além das reclamações.

A vida, muitas vezes, coloca em nossos caminhos coisas sobre as quais não temos controle, e quando isso acontece o melhor a fazer não é reclamar aos quatro ventos, mais sim sermos proativos e buscarmos a melhor maneira de aprender com a situação e crescer com ela.

A decisão está em nossas mãos e nossa qualidade de vida também.


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Autor: Colunista do Site O Segredo
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