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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

MARIA CHAMBERS - "EXAUSTOS E EXALTADOS" - 23.09.2018



Às vezes quando observo as pessoas que conheço, suas vidas parecem bastante reguladas. As coisas parecem estar indo muito bem. Meu amigo Larry está viajando com o seu marido para lugares exóticos e eles estão animados em me falar das suas aventuras.

Minha outra amiga, Laura, está festejando sua nova casa e me convidou para juntar-me a ela. Ela tem um negócio próspero e está alegremente fazendo o que gosta.

Meu irmão recentemente visitou a Grécia e explorou a terra natal do nosso pai, reunindo-se com velhos amigos e familiares por lá.

E eu estou feliz por meus amigos e minha família. Eu quero vê-los prosperar e aproveitar as suas vidas. Eles têm suas famílias, seus negócios e suas vidas ricas e interessantes.

E a tentação é olhar para a minha vida agora e dizer que a minha vida nem remotamente se parece com isso. E daí julgá-la como algo ruim. Como se precisasse se parecer mais com a deles.

Mas a questão é: a minha vida costumava se parecer com a deles. Porém, realmente, nunca foi como a deles. Eu meio que passava pelos movimentos até que estivesse pronta para despertar ou para despertar mais plenamente o meu eu multidimensional.

E no processo, minha vida começou a se parecer cada vez menos com a deles.

Onde eu estou agora, onde muitos de nós estamos agora, não é necessariamente um lugar que seja confortável. E por que seria? Há uma tremenda transformação ocorrendo em nossos corpos e em nossas mentes. Estamos liberando nosso DNA ancestral, pelo amor de Deus! Nossos amigos e familiares não estão fazendo isso. Estamos abrindo mão de nossa história que remonta ao período anterior à formação da Terra. Quem vocês conhecem na própria família ou no círculo de amigos, se vocês têm algum que ainda reste, que esteja fazendo isso?

Estamos deixando a dualidade. Deixando de lado o que pensávamos que fosse a dualidade. Entrando em uma perspectiva de quinta dimensão, enquanto também ainda vivemos em uma terceira dimensão.

Estamos explorando uma dinâmica de energia inteiramente nova. Tentando compreender como isso funciona. Vimos aqui como exploradores e inovadores de um novo modo de ser. Não estamos aqui para simplesmente estabelecer uma outra vida, como o ser humano que passa pelas repetições humanas comuns do nascimento à morte.

Estamos no processo de desafiar a morte conforme a conhecemos.

Estamos desafiando a morte porque já morremos para os nossos velhos eus e estamos renascendo, porém, nos mesmos corpos. E, de fato, esses corpos estão sendo transformados, embora muito mais lentamente do que qualquer um de nós preferiria.

Enfrentamos nossos mais profundos temores e não fugimos deles. Estamos deixando que a sabedoria de nossos eus expandidos faça parte de nosso eu humano cotidiano.

Passamos pela escuridão mais profunda como seres humanos.

E ainda estamos aqui. Estamos cansados e ficamos desanimados, enquanto queremos saber se esse processo é infindável. E se demos uma volta errada em algum lugar. Estamos ferrados e temos de viver em uma realidade severa e densa como seres multidimensionais superiores indefinidamente?

Ficamos aborrecidos, ficamos frustrados. E sabemos que nada na terceira dimensão poderia preencher esse papel que o nosso eu eterno pode. Nem dinheiro, nem um relacionamento ou uma carreira.

Sabemos que existe algo para estarmos aqui, e não é para salvar o mundo. Eles estão onde estão. A maioria da humanidade não vai de repente se iluminar. Isso vai demorar ainda um pouco.

Mas sabíamos disso. Sabíamos que viríamos para cá para despertar e irradiar a alegria de nossa alma. Sabíamos que não seríamos reconhecidos pelos demais que ainda estão mergulhados na dualidade.

DEIXAR DE LADO AS FERIDAS

Quando percebo que os outros estão enfrentando traumas de eventos que se passaram há muito tempo, como agressão sexual ou traumas emocionais por terem sido abandonados, sinto compaixão por eles. Eu também enfrentei tais eventos.

Mas, venho notando que agora já não carrego as feridas. Posso olhar para essas experiências a partir de uma perspectiva mais expandida e me distancio das emoções dos eventos. Não nego as emoções, há uma diferença.

Mas, depois de algum tempo nesse processo de viver conscientemente, observamos que não estamos mais carregando nossas feridas. Isso é formidável.

Estamos acessando um lugar profundo em que não nos identificamos mais com o trauma e as feridas. Vocês se tornam mais leves e podem não reconhecer isso até ver alguém chorando porque foi traumatizado quando mais jovem, como se estivesse revivendo o trauma.

ESTAMOS SIMPLESMENTE ONDE PRECISAMOS ESTAR

Então, quando eu me pergunto por que a minha vida não se parece mais com a vida de Joel, Laura ou Mindy, eu tenho que me lembrar de que estou exatamente onde preciso estar.

Há dias em que sinto que estou cansada demais para fazer algo ou muito aborrecida para ficar aqui, e dias em que eu sinto a alegria desta minha alma e a sensualidade desta realidade temporal e espacial.

Mas, eu tento não avaliar os dias “ruins” como maus porque eles não se parecem com a vida de outra pessoa. E, por mais irritada que eu fique ao assistir as notícias, eu me lembro de que o mundo está onde está e que isso não precisa me afetar. Eu começo a escolher, como o Mestre que sou, como eu quero me sentir.

Como Mestres, começamos a usufruir o que acontece lá fora a partir de uma perspectiva puramente para “fins de entretenimento”.

Por mais desconfortável que seja para nós na vanguarda da mudança na consciência, porque, aqueles que estão indo em primeiro lugar são os que se sentem mais desconfortáveis, eu sei que tudo está bem e que o meu Eu Eterno me apoia.

Se sentirem ressonância com esta mensagem, vocês estão definitivamente na linha de frente da nova consciência. Um explorador do novo. Vocês não se adequam ao restante da humanidade e isso é uma coisa boa, quer dizer que estão aqui por motivos enormemente diferentes das pessoas que conhecem.

E quanto menos tentar se encaixar e quanto menos se comparar a eles, mais fácil será para vocês. E se vocês passaram da fase de se importar com o que alguém pensa e acolheram quem vocês são, merecem elogios, porque esse é um bom lugar para se estar. E se puder aproveitar a dualidade, embora sabendo que ela não é a verdadeira realidade, é um ótimo lugar para se estar também.

E tudo o que estiverem sentindo é apropriado. Raiva, tristeza, dúvida, medo. Nada de errado aí. Tudo isso é apropriado. Não se trata de ser garoto-propaganda cheio de sorrisos, doçuras e banalidades espirituais.

Este é um sério compromisso e embora nos sintamos exaustos, trata-se de uma tarefa que é profundamente honrada e exaltada.

Autor: Maria Chambers  
Tradução: Ivete Brito - adavai@me.com -www.adavai.wordpress.com
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