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terça-feira, 14 de julho de 2020

Leandro Fernandes - "Para fora da caixa - Dançando a unificação com todo o seu coração"



Querido irmão/irmã ser humano,

Escrevo agora vibrante na alegria desse momento grandioso de transformação em nossas consciências, na presença do Amor que nos faz Um e na certeza da unificação de todos os seres. Aonde quer que vocês estejam, o quer que estejam vivendo neste agora, eu estou ai com vocês e vocês estão aqui comigo. Saibam que nossos corações pulsam juntos e lhes envio todo o meu amor.

Este é um momento precioso para a expansão dessa verdade maior: O Caminho da Unidade. O momento para derrubarmos tantas muralhas que erguemos em nosso interior e que manifestamos em toda parte. O momento para sairmos de grandes polarizações e encontrarmos o equilíbrio amoroso em nossos corações. Ondas poderosas de libertação estão varrendo esse planeta e sacudindo as trevas que nutrimos, revelando tudo aquilo que escondemos embaixo de nossos tapetes. Muitos estão caindo ao chão e verificando uma desolação profunda em seus mundos interiores. Tudo está buscando novas configurações na presença da Luz Maior. Tudo é visto. O que está a ruir do lado de fora nos levará inevitavelmente de volta para dentro, às nossas ruínas interiores, para a revisão de toda a nossa jornada até aqui, para a possibilidade do acolhimento e da cura de toda a dor e separação que geramos ao ignorarmos nossa natureza una/divina/espiritual.

Tudo aquilo que não é amor e fraternidade está desmoronando porque é chegado o tempo. A Terra está se renovando. Nossas máscaras e sistemas baseados no medo e separação estão caindo e estamos sendo todos convidados a mergulhar em nossas profundezas para enxergar e compreender que a humanidade atravessou eras sustentando falsos valores, turvando suas águas com emoções turbulentas e com apegos profundos à realidade material e transitória, jogando o jogo da posse, do controle e da dominação, maltratando uns aos outros sem medidas. Cada apego é uma ligação tensionada que rouba nossa vitalidade, que compromete nossa harmonia interior e, um grilhão que amarra nossa percepção e nossa vontade à realidades distorcidas e manipuladas.

O Cosmos dança neste momento para nos oferecer a energia essencial e a oportunidade para expandirmos além de nossos egos, de nossas crenças limitantes e, através da conexão com nossa verdade mais elevada, libertarmos nossas mentes, corações, almas e corpos dos aprisionamentos e condicionamentos que nossas escolhas não amorosas nos trouxeram. É hora de deixar ir toda a velha bagagem e purificar a dor e o sofrimento. É hora de acariciar o drama com doçura. É tempo de curar essas feridas em nós.  

Imagine tentar dançar livremente num cômodo completamente lotado de tralhas e caixas. Imagine que você mesmo está totalmente encaixotado. O desconforto chega a tal ponto insuportável que você mesmo diz: “Já chega, não posso mais ficar esmagado dentro desta caixa!” E num ímpeto de libertação, juntando todas as suas forças, você a rompe com um movimento expansivo. Há um certo impacto e choque. Você respira forte e ofegante, e sente a força dessa nova condição mais liberta. Sente alívio, alegria e medo ao mesmo tempo. Você pode finalmente mover os braços, as pernas, ainda que com resistência e dor. Com esforço, se levanta e tenta dar pulinhos para cima sem sair do lugar. E então você tem um ímpeto de saltar e se detém ao observar que não há para onde e que já não lembra como fazê-lo. Você encaixotou tantas coisas que não sobrou espaço pra nada. Você lembra que você mesmo se encaixotou, se restringiu, se boicotou, se isolou. Você fecha os olhos e vive um momento de profunda tristeza. Mas, no seu íntimo, vibra a vontade intensa de dançar livremente e nada pode pará-lo. E então você se compromete que não descansará até liberar todo o espaço das velhas tralhas.

Inicialmente é difícil se mover, é bastante desafiador devido à quantidade de coisas no caminho. Uma força brutal te puxa para baixo. Mas você está determinado e sua vontade o leva por caminhos estreitos até finalmente chegar a porta. E você a abre. É um momento maravilhoso! Um sopro de vida! Você se sente renovado. Suas ideias se refrescam. Agora, você percebe finalmente que pode concluir essa imensa tarefa. Pouco a pouco, é claro. Você sabe que pode fazer desta tarefa um momento engrandecedor e que será muito desafiador. Você sabe que cairá e terá que se levantar muitas vezes. A lâmpada acende na sua cabeça: “Eu posso fazê-lo. Eu estou aqui para isto!” Você também percebe que pode pedir ajuda de outros para facilitar um pouco o processo e que não está sozinho apesar do eco do abandono que lhe chama a atenção constantemente. Você anseia pelo espaço vazio. Você quer dançar no vazio. Mas não precisa esperar até lá. Você já começa a sentir esse vazio internamente e todas as suas infinitas possibilidades, ele já é você. Tudo já está acontecendo e você está vivendo esse caminho. Você começa a sua dança agora mesmo, ainda que um pouco enferrujado, pois Isso lhe traz uma alegria sem fim e a força para perseverar.

Você começa a imensa tarefa com espírito de louco dançarino e vê nesta liberação consciente das velhas tralhas uma grande oportunidade para uma dança única com suas memórias, com suas dores, com seu passado, presente e futuro; uma dança de libertação onde cada passo o deixa mais leve, mais inteiro, mais confiante. Há certamente momentos de fuga nessa coreografia, há momentos de raiva por ter acumulado tanto. Há também momentos de incompreensão, de incerteza, de exaustão, mas, agora, esses momentos viram matéria-prima para lindas piruetas de esperança que o conduzem de volta ao trabalho. Pulsa em você a beleza de ser o agente de sua própria cura. Você percebe a importância da sua disponibilidade, do seu amor e gratidão diante da adversidade. Você compreende os altos e os baixos. Você está realizando a coragem do desapego. Você está se autoconhecendo. Você está indo fundo em seu coração, rodopiando com suas forças e fraquezas, com sua grandeza e sua pequenez, elevando-se e unificando tudo sem mais julgar, comparar, oprimir. E permitindo que a virtude da paciência expanda e que a paz nasça em você.

Isso acende o seu ser e você começa a perceber o seu coração em toda parte. A compaixão e o amor incondicional agora podem bailar verdadeiramente através de ti e tudo o que você quer é nutrir e compartilhar esses tesouros. Aprender a dançar na melodia dos corações unidos. Aperfeiçoar os seus passos a cada dia, transbordar a sua autenticidade, vibrar na força da diversidade dos ritmos e manifestar edificantes coreografias pessoais e coletivas. Você quer ver a Terra inteira dançante de alegria, ver corações arriscando sair de suas caixas, assim como você saiu da sua e, apoiá-los como puder. Você sente que o seu salto reverberou no todo e pode servir de trampolim para outras almas, ainda encaixotadas, a darem seus próprios saltos de liberdade no devido tempo. É preciso saber respeitar o tempo das profundas transformações que amadurecem nas entranhas do ser.

O mundo tem muitas tralhas para liberar, muitas energias para equilibrar na luz da consciência. Há muito trabalho a ser feito. A potência do autoconhecimento renova a todos que persistem nesse caminho e os faz renascer para o que é essencial; essa potência está permitindo o alvorecer de uma nova era e aliada à potência da colaboração harmoniosa entre os seres, revelará o nascimento de muitos milagres. Fraternidade é força. Seu exemplo amoroso é seu legado. E você sabe que está aqui para isto. Assim como muitos outros também estão. Para dançar a Unificação com todo o seu coração. E nada pode pará-lo.

Em Amor, Serviço e Alegria,

Áteron/Leandro Fernandes


Autor: Leandro Fernandes / @cosmiclightworker
(Equipe Sementes das Estrelas)
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