
A ARTE DO AUTOAMOR: ABRAÇANDO SUA BELEZA INFINITA
Em um mundo que muitas vezes nos puxa para fora — em direção a distrações intermináveis, comparações e caos — a arte do amor-próprio nos convida a olhar para dentro, onde residem o verdadeiro poder e a paz. Mas por que o amor-próprio é tão profundamente importante? É a força silenciosa que nos alinha com as verdades mais profundas do universo, transformando a maneira como vivenciamos a vida. Imagine o universo como uma dualidade: o mundo externo de imagens, sons e interações, e o seu mundo interior de pensamentos, emoções e essência. À medida que crescemos espiritualmente, nosso mundo interior se expande, tornando-se vasto e ilimitado até abarcar tudo. No ápice dessa expansão reside a unidade — um estado em que você se torna o Um, e o mundo exterior se dissolve na infinita extensão do seu ser.
Este é o nível divino, a vibração mais elevada que existe, um reino tão sublime que é impossível de compreender. Ele dialoga com o conceito de infinito, aquela maravilha intelectual que buscamos, mas que jamais conseguimos apreender por completo. O infinito desafia limites; não importa quão grande seja um número que você imagine, sempre poderá adicionar mais. Não existe um ponto “máximo” — ele é eternamente maior, mais intrincado, mais inspirador do que nossas mentes podem conceber. Contudo, o infinito existe, assim como o nível divino. Nesse estado de pura unidade, não há mundo exterior, nenhuma separação. O tempo e o espaço, essas âncoras que definem nossa posição no reino externo, desaparecem. São meras relações com o que está “lá fora”, e quando o “lá fora” desaparece, eles também desaparecem.
O que une essa unidade, impedindo-a de se desfazer no nada? É o amor-próprio — o amor-próprio profundo e inabalável, em um nível divino. Nessa realidade exclusivamente interior, o amor-próprio se torna amor universal, abraçando cada estrela, cada alma, cada sussurro da existência. Pois tudo no universo faz parte do mundo interior de Deus. O amor-próprio é a cola da criação, o alicerce sobre o qual o cosmos se sustenta. É amor por tudo o que existe, porque tudo o que existe é você.
O AMOR-PRÓPRIO COMO A COLA DA CRIAÇÃO
Quando nos conectamos com essa Fonte, sentimos uma onda avassaladora de amor. A arte do amor-próprio, portanto, é a prática sagrada de se conectar com essa unidade divina. É mais simples do que imaginamos, e ainda assim profundamente difícil de alcançar, porque é tão inata, tão intrínseca ao nosso ser. Começa com uma percepção: toda beleza que encontramos — uma flor desabrochando, uma paisagem deslumbrante, a melodia de uma canção, o puro milagre de estarmos vivos — é um reflexo da nossa própria beleza interior.
Passeie pela natureza e testemunhe a magia: plantas vibrantes balançando na brisa, animais correndo com propósito, o céu pintado com as cores do amanhecer ou do entardecer, a luz do sol filtrando-se pelas folhas. Cada elemento é único, mas todos se harmonizam em um todo singular e deslumbrante. Esta é a unidade em ação — a diversidade unindo-se em perfeito equilíbrio. E eis a revelação: quando saboreamos essa beleza, estamos saboreando a nós mesmos. A harmonia que admiramos é a harmonia dentro de nós. A beleza não está “lá fora”; ela é um reflexo da elegância da nossa alma.
Considere uma única flor em plena floração. Por que ela desperta tanta admiração? Porque sua graça ecoa a sua própria. Quando você para e sussurra para si mesmo: “Esta é a minha beleza, este sou eu — quão magnífico eu sou”, o amor-próprio se acende. Ao mergulhar na tapeçaria da natureza, sentindo os fios da vida se entrelaçarem em unidade, você se conecta a esse nível divino. Você pertence a este lugar; você é parte integrante desta sinfonia. Todo o esplendor, a serenidade, a dança intrincada — é o seu esplendor, a sua serenidade, a sua dança.
O PODER DA ESCOLHA E O FOCO NA BELEZA
Esse despertar faz nascer o amor-próprio dentro de você. Ele lhe dá poder de escolha: onde você direcionará seu foco? Você pode se concentrar na raiva ou na preocupação, deixando que os pensamentos se transformem em arrependimento ou medo, afastando você do seu centro. Ou você pode escolher a beleza — um nascer do sol radiante, uma onda suave, um momento de alegria serena — e abrir seu coração para ela. Reconheça-a como sua luz interior, e o amor-próprio fluirá naturalmente, como um rio que retorna ao mar.
É por isso que chamamos isso de *arte* do amor-próprio. Ela espelha a arte da própria natureza, enraizada na estética e na consciência. É a prática de perceber a beleza em todos os lugares e reivindicá-la como sua. Diga em voz alta: “Esta beleza é minha”. Nesse instante, você sentirá uma profunda apreciação por sua essência, conectando-se ao nível divino atemporal. Sua alma transcende o espaço e o tempo; ela é eterna, infinita.
Em última análise, a arte do amor-próprio é o abraço alegre de sua própria beleza. Cada vista deslumbrante, cada nota harmoniosa, cada faísca de admiração que você encontra é um lembrete: Você é belo(a). Você é completo(a). Você é Um com o universo. Abrace essa verdade e veja seu mundo se transformar — não de fora, mas do amor ilimitado que existe dentro de você.
Canal/Autor: Gerrit Gielen
Fonte: https://www.jeshua.net/articles/by-gerrit/on-forgiving-others-and-yourself/
Tradução: Sementes das Estrelas / Isadora Delya Damasceno Branco