Abraçando sua beleza infinita

Gerrit Gielen – “Atlantis Agora: O Retorno ao lar”

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Abraçando sua beleza infinita

ATLANTIS AGORA: O RETORNO AO LAR

Muito já foi escrito sobre Atlântida; o que aconteceu lá, como e por que ela caiu, mas este texto analisará Atlântida de uma perspectiva psicológica. Estou mais interessado nos problemas psicológicos que os governantes de Atlântida enfrentaram desde então e como eles continuam a repercutir nos dias de hoje.

Sabemos que a história deixa sua marca e rastros em nossa psique. Não existe passado no que diz respeito às lesões na psique, tudo é agora. Os eventos de nossa infância e vidas passadas permanecem dentro de nós. As camadas de quem somos e fomos em vidas passadas são como anéis de crescimento em uma árvore. Estamos aqui agora; sobrevivemos. No entanto, evidências sobre os tipos de vidas que vivemos há eras permanecem. Podemos não vê-las, mas nosso comportamento as demonstra.

Se considerarmos essa analogia dos anéis de crescimento das árvores, então cada período histórico em nosso passado corresponde a um “anel” de vida que ainda está dentro de nós. Nossa história é nossa psique, nossa personalidade. Cada anel contém energia relacionada às vidas que vivemos em um determinado momento. Em conjunto, eles contêm uma variedade de personalidades e experiências, além de refletirem e se relacionarem a um período específico da nossa história.

É importante entender quem fomos e o que fizemos no passado, pois isso nos dá insights sobre quem somos agora e como avançamos. Quando entendemos o passado, ele ilumina nosso caminho para o futuro e, se não dedicarmos tempo para compreendê-lo, podemos permanecer presos à energia de quem fomos um dia e continuar repetindo os mesmos padrões.

Existem quatro anéis que distinguem os Trabalhadores da Luz:

  1. O Anel Cósmico — O Núcleo
  2. O Anel Atlanteano
  3. O Anel do Forasteiro
  4. O Anel Humano

Quando os quatro anéis trabalham juntos em harmonia, eles conectam o Cósmico ao Terrestre. Infelizmente, isso não acontece com frequência, pois a energia de um anel pode entrar em conflito com a de outro, bloqueando o fluxo energético do núcleo.

Este artigo trata dos anéis, das tensões que eles contêm e de como podemos resolvê-las. Como sempre, o autoconhecimento é fundamental.

O ANEL CÓSMICO – O NÚCLEO

Estamos profundamente conectados ao cosmos. Antes de virmos à Terra vivíamos entre as estrelas; o universo era o nosso domínio. Passamos muitas vidas entre as estrelas em outros reinos e dimensões. Os Trabalhadores da Luz, portanto, sabem melhor do que ninguém que a infinitude e a riqueza do universo residem dentro deles. Eles se sentem profundamente conectados às estrelas e ao universo eterno.

Os Trabalhadores da Luz sempre tiveram um profundo desejo de conectar seu núcleo cósmico com o anel externo, formando assim um canal entre o reino terreno e o cosmos. Eles se propuseram a tarefa de integrar o planeta Terra e a civilização humana ao cosmos. Isso é o que os primeiros atlantes também desejavam. Em última análise, podemos considerar esse desejo como uma aspiração psicológica inerente à própria humanidade. Todo ser humano tem um impulso natural de conectar seu ambiente social na Terra com seu núcleo cósmico para alcançar a harmonia. É assim que manifestamos nossos impulsos criativos.

Nem sempre conseguimos alcançar isso, porque as rupturas traumáticas em um ou mais dos anéis impedem o fluxo de energia, e isso é doloroso para os trabalhadores da luz. Isso explica por que eles se afastam do mundo, pois não acreditam ser possível acessar seu núcleo e se conectar com ele. O trauma que vivenciaram e o medo da rejeição são grandes demais para serem superados.

No entanto, apesar desses traumas passados, o anseio de ser si mesmo em meio a este mundo permanece. Ser si mesmo significa ter uma profunda consciência de sua identidade cósmica, uma característica compartilhada por todos os trabalhadores da luz. Se você não consegue ser você mesmo, é impossível se conectar com seus semelhantes, consigo mesmo e com o ambiente ao seu redor. Isso causa uma tensão interna que pode levar a problemas psicológicos e físicos.

A vida não seria maravilhosa se pudéssemos ser nós mesmos, se nos sentíssemos aceitos em nosso ambiente social por quem somos? Precisamos nos perguntar por que isso é tão difícil. Eu diria que é difícil porque está conectado a eventos distantes no tempo, que ainda residem dentro de nós e ainda estão próximos de nós. Os eventos em que estou pensando ocorreram na época de Atlântida.

O ANEL ATLANTEANO: PODER E SOLIDÃO – ACIMA DO POVO

Quando os atlantes encarnaram na Terra suas intenções eram boas. Eles queriam proteger as pessoas e salvá-las de outras energias extraterrestres. Queriam educá-las e, em última instância, conectar o planeta perdido, a Terra, com o Cosmos. O que eles não fizeram no início de sua jornada foi se conectar com a própria Terra. O que quero dizer com isso é que eles não conseguiram internalizar a Terra. Em vez disso, pensaram que poderiam alcançar seus objetivos exercendo poder sobre os habitantes da Terra. Seu poder originava-se de seu conhecimento cósmico, sua expertise tecnológica e o poder de seu terceiro olho. Eles pensaram que, com esses poderes extraordinários, fariam o bem. Seu erro foi não compreender o que o exercício do poder sobre os outros lhes causaria.

A psicologia do poder

Costuma-se dizer que o poder corrompe. Os governantes presumem que têm liberdade para exercer poder sobre os outros. Nada no universo incentiva o autoengano como o poder. Se você tem poder pensa que é melhor e mais especial do que os outros; caso contrário, não o teria à sua disposição, o universo não o teria concedido a você. Mas ter poder sobre os outros traz consigo inúmeras consequências. Distorce a espiritualidade inata. Cria medo e paranoia e, acima de tudo, gera uma profunda sensação de solidão. Podemos comparar o poder a uma droga altamente viciante.

Vamos explorar mais a fundo como o exercício do poder sobre os outros impacta a consciência.

Em uma relação de poder, quem detém o poder nega a existência da consciência única do outro. Enxerga as pessoas como uma extensão de si mesmo, no sentido de que pode fazê-las fazer o que quiser, assim como pode controlar sua própria mão. Consequentemente, para esse tipo de governante sedento de poder, a vida de um soldado, ou de qualquer pessoa, significa pouco.

Quando uma pessoa poderosa se relaciona com os outros dessa maneira há consequências que afetam sua consciência. A consciência humana implica uma Unidade com os outros, que reflete a Unidade maior com o universo, o que significa que tudo o que está fora de você também está dentro de você. No nível mais profundo, o universo é Um, e sua consciência coincide com essa Unidade. Esse conhecimento está no cerne de toda verdadeira espiritualidade. Exercer poder sobre outras pessoas é negar essa Unidade interior e, como resultado, quem exerce o poder suprime não apenas algo externo a si mesmo, mas também algo interno. Quando negam que as pessoas tenham consciência fazem uma escolha extremamente anti-espiritual. Qualquer homem que exerce poder sobre mulheres, por exemplo, suprime o feminino dentro de si. Aqueles que exercem poder sobre animais rompem sua conexão com a natureza e perdem o contato com a energia da Mãe, que deseja influenciá-los para o bem.

É impossível promover a espiritualidade por meio de uma relação de poder. É uma contradição, em termos. A relação de poder nega tudo o que a espiritualidade representa. A espiritualidade propagada por meio de uma relação de poder não é espiritualidade alguma. É subjugação, não uma busca pela consciência.

Um bom exemplo desse tipo de situação de poder é a organização hierárquica da Igreja Católica, que opera com base em um sistema de punição e recompensa. A hierarquia masculina utiliza ideias de inferno e pecado para coagir seus fiéis à submissão e obediência. Deus é retratado como um ditador com poder infinito sobre eles, não como a fonte do amor incondicional e a Unidade por trás de toda forma, incluindo o corpo físico. O universo, que é Unidade, não é percebido ou vivenciado como tal, mas como uma hierarquia de governantes e autoridades masculinas. Quando a espiritualidade se resume a forçar o crente a adotar um sistema de crenças específico e à submissão, não há espaço para a conexão interior da humanidade com o Cosmos. Ela é fragmentada em duas.

Esse tipo de espiritualidade cria uma identidade falsa nas pessoas, uma crença em uma espiritualidade externa que lhes é transmitida por autoridades, e que elas inevitavelmente adotam. A crença em um mundo de dualidade, divisão e separação substitui qualquer senso de Unidade. Isso gera solidariedade em organizações hierárquicas dirigidas por aqueles que não reconhecem a igualdade entre as pessoas, uma crença em uma autoridade externa em detrimento da confiança na própria verdade interior, e a ideia de que o amor condicional prevalece sobre o amor incondicional.

O amor condicional é uma ferramenta usada para manipular as pessoas e levá-las a se comportarem de uma determinada maneira. O perpetrador força as pessoas a obedecerem à sua vontade. O amor condicional não é amor de verdade, mas as pessoas usam a palavra “amor” para manipular os outros, ameaçá-los, controlá-los com o poder do medo e forçá-los à obediência.

Esse exercício de poder inevitavelmente leva à perda de uma forma autêntica de espiritualidade. Foi isso que aconteceu com os atlantes. Eles tentaram ter sucesso em sua missão disseminando esse tipo de espiritualidade, mas, no fim, fracassaram. Seu objetivo era completamente inatingível devido à forma como abordaram a questão.

O exercício do poder em relação aos relacionamentos com outros seres humanos

É curioso pensar no que alguém no poder pensaria se parasse para imaginar como seriam seus relacionamentos se não tivesse o poder de dominar. A resposta é que os relacionamentos desapareceriam. Quando se exerce poder sobre o outro, o amor genuíno, a verdadeira amizade e o afeto que a acompanha ficam estagnados e incapazes de fluir livremente. É provável que aqueles que são dominados odeiem a autoridade que os oprime e, com o tempo, liberem sua fúria contra o opressor. O governante sedento de poder também percebe isso, o que cria uma profunda desconfiança de ambos os lados. Um ditador tentará aplacar essa fúria potencial exercendo ainda mais poder sobre as pessoas, o que leva à disseminação do terror.

Os sedentos de poder não sabem como ter empatia com o outro e interagir de forma humana. Sua natureza é se comunicar por meio de ordens. Eles não sabem como falar honestamente, de coração, o que para eles seria um sinal de fraqueza. Eles não sabem como ter empatia, nem aprendem a ouvir ou se esforçam para compreender os outros. Enxergam os outros como inferiores. Não têm nada a aprender com eles. Por que alguém, em um patamar superior, desejaria conversar com alguém em um patamar inferior?

Quando se exerce poder sobre alguém uma conexão natural é rompida, tornando impossível a comunicação honesta e espontânea. Pessoas que detêm o poder são de mente fechada, medrosas e incapazes de qualquer tipo de interação social normal. Ditadores não têm amigos. Estão cercados por bajuladores. Qualquer pessoa com uma opinião é vista como uma ameaça. Conexões genuínas com os outros não são apenas impossíveis, mas completamente rompidas. Conexões rompidas levam à solidão, e a solidão leva ao medo. O governante tenta superar seu medo exercendo ainda mais poder sobre as pessoas, criando, assim, uma espiral negativa. O resultado é paranoia, medo de perder o poder e medo de vingança. Perdem toda a perspectiva, consideram a felicidade ilusória e não conseguem desfrutar das coisas belas da vida, incluindo amizades verdadeiras. Tudo se perde. A vida gira exclusivamente em torno do poder e do medo.

Um governante pensa em termos de dualidade, que é outra palavra para medo e solidão.

O poder gera solidão

A verdade é que os Trabalhadores da Luz ainda lutam contra a solidão por terem participado do experimento atlante. Em última análise, essa espiral negativa de poder leva à solidão e ao medo, que, por sua vez, alimentam uma necessidade ainda maior de poder e, eventualmente, levam a um colapso, porque as forças da vida retaliarão. O universo e a própria Terra já não aguentavam mais esse ciclo insano de Atlântida, e a torre do poder desabou com um estrondo ensurdecedor. Foi isso que aconteceu em Atlântida quando o dilúvio irrompeu, e é assim que ainda acontece hoje. Grandes impérios caem, e aqueles no poder ficam psicologicamente devastados no final de suas vidas.

Isso era verdade para muitos dos atlantes. Suas profundas percepções deram lugar a uma espiritualidade rígida; eles não aprenderam a se conectar com seu ambiente e com seus semelhantes de uma maneira natural e igualitária. Após essa experiência fracassada, eles reencarnaram como filhos da Terra, sem poderes, mas com problemas psicológicos resultantes do abuso de poder. O caminho para a cura foi longo e, por vezes, muito doloroso.

O ANEL DO FORASTEIRO: ENTRE O POVO

O nascimento de um novo ambiente é sempre um convite para forjar novas conexões e crescer. A consciência se estende ao outro, conecta-se com ele e cresce. Qualquer pessoa que já tenha se imergido em outro país e cultura sabe o quão enriquecedor isso pode ser. As pessoas frequentemente buscam, inconscientemente, um novo ambiente, porque sentem um anseio em sua alma, de descobrir algo novo dentro de si mesmas. Um novo ambiente se alinha com esse anseio.

Os atlantes estavam muito alheios a esse fato. Eles não se conectaram com a Terra, mas, em vez disso, tentaram dominá-la. Havia pouca ou nenhuma conexão social com as almas da Terra, nem havia uma conexão interior com a própria Terra. Eles perderam sua profunda conexão com o cosmos ao assumirem uma posição de poder. Sua evolução natural estagnou. A razão psicológica mais profunda para virem à Terra era o desejo de desenvolver a consciência do coração. No entanto, esse estado de estagnação criou uma tensão que, em última análise, desencadeou as forças da natureza, levando à queda dos atlantes. A natureza restaurou o equilíbrio.

Nossa consciência ainda retém a energia que reside no anel atlante, e às vezes pode bloquear a energia do núcleo cósmico. Esse bloqueio se baseia na superioridade e no medo. Pessoas acostumadas a ter muito poder, que o perdem ao reencarnar, sentem medo. Quando se está acostumado a ter poder, viver sem ele é assustador. Esse medo que permanece no anel atlante é a raiz de muitas teorias da conspiração que lemos hoje.

Após a queda de Atlântida, os trabalhadores da luz reencarnaram sem poder entre os povos da Terra. Nessa encarnação eles experimentaram os resultados de seu trabalho como governantes atlantes. Embora suas cidades não existissem mais, o impacto psicológico permaneceu. De certa forma, eles construíram sua própria prisão, porque na Terra havia pessoas que internalizaram a sociedade atlante, suas estruturas de poder associadas e a rígida ordem social. De maneira semelhante, as pessoas criaram religiões para subjugar outras. Aqueles que perceberam que a vida poderia ser diferente na Terra acabaram se tornando prisioneiros de sua própria criação. Eles travaram guerras, tentaram promover mudanças e encontraram resistência em todos os lugares. A população tinha uma aversão intuitiva a eles, causada por memórias inconscientes de seus antigos opressores e por serem diferentes.

Além disso, a interação social com as pessoas na Terra não lhes era óbvia. Não estava em seus genes, pois nunca aprenderam a criar relacionamentos. Não entendiam como as coisas funcionavam, principalmente porque aqueles no poder, no topo da hierarquia, careciam de compreensão humana, enquanto aqueles na base não. Eles estavam mais focados e acostumados a controlar o mundo exterior através do exercício do poder, e eram considerados alienígenas. Havia pouca ou nenhuma tolerância para ser diferente. Para os antigos atlantes foi uma época de perseguição, opressão e desespero em relação à vida e à existência.

Muitas pessoas que têm memórias disso de vidas passadas se sentem vítimas. Lembram-se das perseguições, da crueldade e da estupidez de seus semelhantes. O erro psicológico que cometeram foi querer restaurar o poder dinâmico original dos atlantes. As pessoas não deveriam tê-los escutado, pois eles sabiam mais, mas já não detinham poder algum. Muito sofrimento se seguiu porque eles retornaram à antiga abordagem de dominar os outros, mas não lhes restava poder real. Não tinham como transmitir conhecimento através do amor e da amizade e careciam de habilidades sociais. Precisaram experimentar o valor da impotência e falharam em encarar o verdadeiro problema à sua frente: a solidão. Para eles, a solidão era pior do que a dor da perseguição. Não tinham capacidade de fazer nada a respeito, nenhuma experiência de como trocar, de forma equilibrada, o tipo de energia que ocorre em uma amizade. Conectar-se com o outro é uma habilidade que se aprende depois de viver muitas vidas sem ela, e romper continuamente os laços com as pessoas.

Apesar da miséria, essa foi uma fase significativa do ponto de vista psicológico. Foi um confronto com a mentalidade interna movida pelo poder, com um convite para abandoná-la e abraçar uma espiritualidade pura. A luta externa contra as estruturas existentes era, essencialmente, uma luta interna. Era hora de silenciarem e se voltarem para o seu interior, para redescobrirem sua origem cósmica. A impotência, em última análise, obriga a pessoa a abraçar o único poder verdadeiro que existe: o Amor.

A solução de volta-se para o interior veio com dor e sofrimento. Cedo ou tarde eles buscaram o silêncio e a solidão, curando as conexões rompidas pelo pensamento de poder atlante. Restauraram suas ligações com a natureza e o cosmos — e consigo mesmos. Estar sozinho não significava mais solidão, e a paz interior dissipou a necessidade de converter e dominar.

Frequentemente, para sua surpresa, aqueles que alcançaram essa transformação descobriram que as pessoas desejavam apreciá-los.

Eles buscavam conselhos, cura ou simplesmente sentiam o que era a espiritualidade de verdade quando estavam perto deles. Sentiam-se vistos. As coisas começaram a fluir. Agora que haviam se libertado da mentalidade de poder, os atlantes descobriram que a natureza terrena é belíssima, e que as pessoas queriam estar com eles por quem eles eram. Ser você mesmo atrai os outros. E assim, as conexões rompidas com a Terra, com as pessoas e com a natureza foram restauradas. Surgiram o amor mútuo, a amizade e o respeito. Isso era infinitamente mais valioso do que o poder.

O ANEL HUMANO: EM UMA JORNADA CONJUNTA

O poder leva à solidão, e a solidão faz você ansiar por conexão. O sofrimento desnecessário surgiu porque a atitude psicológica em relação ao poder ainda não havia sido erradicada. A conexão é possível quando você abandona o pensamento baseado no poder e se aproxima do mundo ao seu redor com amor. Essa foi uma lição dolorosa para os atlantes.

O amor restaura conexões rompidas. A cura acontece quando a impotência e a vulnerabilidade são aceitas. A amizade e o amor fluem novamente. Os Trabalhadores da Luz foram mais uma vez aceitos por quem eram. A luz interior brilha através dos canais da vulnerabilidade e da honestidade. A fusão dos Trabalhadores da Luz com os habitantes da Terra foi o potencial início de um magnífico processo de florescimento, o nascimento do ser humano cósmico.

Os Trabalhadores da Luz possuem um conhecimento interior mais profundo do que os outros e, por isso, conseguem enxergar além das coisas. Mas também podem cair na armadilha de assumir o papel de guru. Podem atrair seguidores e criar relações de poder, o que replica o antigo erro atlante. Seus alunos aprendem a falsa mensagem de que a verdade reside fora deles e que devem lealdade a um guru. Mais uma vez, o trabalhador da luz perde sua alma quando não acredita na igualdade e na Unidade.

Precisamos agir com amizade e amor, não com poder e superioridade. É a única maneira de nosso conhecimento interior fluir para os outros e vice-versa. Cada pessoa tem sua própria experiência única e sua própria história para contar. Podemos nos abrir para elas e compreendê-las quando agimos com amizade e igualdade; assim, nos beneficiamos de sua riqueza e podemos mudar e crescer por causa delas.

Cada pessoa, cada ser vivo, por menor que seja, tem uma perspectiva única da qual podemos nos beneficiar. Podemos mudar como povo quando estamos dispostos a ouvir e aprender. É assim que demonstramos nossa gratidão e amor por eles e, quando isso acontece, nós também mudamos. É uma via de mão dupla. Esta é a lição que os atlantes não entenderam e precisavam aprender.

A verdade floresce em um campo de amizade e igualdade, e a conexão se espalha a partir daí. Mesmo um eremita isolado no deserto que ama a humanidade é capaz de compartilhar sua verdade com todos.

Acredite nisso, ou então!” É assim que as religiões organizadas e os ditadores operam, movidos pelo medo. Essa tática é cada vez menos eficaz e as pessoas estão dando as costas à religião tradicional, finalmente confiando em si mesmas para encontrar sua própria verdade. Ideologias estão sendo abandonadas. Há esperança em meio ao caos dos nossos tempos. Superficialmente, os eventos parecem intensos: guerra, destruição ambiental, poluição, os gritos de ditadores insensatos, políticos que perderam o rumo. Mas, por baixo da superfície, a Verdade está ganhando força. Quando você conversa com as pessoas hoje em dia, percebe o anseio delas por paz, tranquilidade, liberdade e harmonia com a natureza. Esse sentimento, esse conhecimento, esse anseio, é cada vez mais compartilhado por todos.

Quando você se sentir confuso ou com medo diante da miséria que vê, converse com seus vizinhos e entes queridos, e descobrirá que existe muito mais bondade e sabedoria interior do que você imaginava. A nova era não começa com uma revolução ou transformação imposta de cima para baixo, ela começa nos corações das pessoas, na corrente silenciosa e poderosa que reside sob a superfície. Qualquer pessoa que se sintoniza com isso sente uma tempestade começando a se formar. A luz que rompe as nuvens já é visível. Precisamos olhar na direção certa para enxergar a luz, observar as pequenas e simples coisas do dia a dia: o brilho alegre nos olhos das crianças brincalhonas, a beleza da natureza, os gestos de bondade cotidianos, o carinho dos nossos amigos. Essas são algumas das pequenas e belas coisas que nos acontecem todos os dias e, na maioria das vezes, nem percebemos.

FINALMENTE: O CAMINHO PARA A SABEDORIA

Para onde nos leva esse caminho? Estamos a caminho do cosmos. O que nos acompanha nessa jornada? Nossa humanidade e nosso coração. Quando viemos à Terra trouxemos algo conosco, e quando partimos levamos algo de volta: uma consciência do coração  desenvolvida, e a memória de sua beleza. Em essência trazemos tudo de nós, incluindo o conhecimento interior que adquirimos e todas as experiências de nossas vidas na Terra.

Tornamo-nos sábios quando olhamos para dentro. O que você vê lá? Em seu centro existe um magnífico ser cósmico e esse ser cósmico está a caminho de algo inimaginável, algo incompreensível: a solidão. Se tudo é Um e tudo está conectado, como a solidão é possível? Como ela pode existir? Como pode haver um estado em que a verdade mais fundamental do universo — a Unidade — seja completamente negada? E por que você gostaria de saber sobre a solidão? Se você compreender a solidão, compreenderá tudo. Toda a loucura humana, toda a violência, todo o mal no mundo tem sua raiz na solidão. Você pode compreender melhor o mundo se souber o que é a solidão e como chegou a sofrer com ela. A solidão é a chave.

Dizem que o poder corrompe, e eu diria que o poder nos torna solitários. Passo a passo nossa jornada rumo à solidão começou. Fomos poderosos um dia e exercemos esse poder, o que é importante para entendermos o anel atlante. Tudo o que foi perpetrado, todo o exercício do poder, toda a superioridade de olhar para os outros de cima e a exigência de obediência, foram os passos ao longo do caminho para a solidão. Se pudermos entender os atlantes dessa maneira, removemos o bloqueio de energia naquele anel. Então, a energia cósmica flui através do anel atlante. Saber o que aconteceu é valioso e, com a perspectiva correta, pode ser compreendido.

Éramos os forasteiros, solitários e perseguidos. Nossa primeira reação foi retornar à antiga energia e convencer os outros de que estavam fazendo tudo errado. Queríamos que nos ouvissem. Mas essa abordagem se voltou contra nós e, no mínimo, fomos ridicularizados, muitas vezes expulsos ou perseguidos. Não tínhamos mais poder, mas os papéis se inverteram e experimentamos a impotência. O poder, como substância viciante, anestesia a solidão. Não tínhamos mais essa substância e sentimos uma solidão amarga pela primeira vez. Quando finalmente nos voltamos para o nosso interior, encontramos a solução: o conhecimento cósmico da unidade de toda a vida. Finalmente começamos a aplicar esse conhecimento onde nos encontrávamos. Nos reconectamos com a natureza, com as estrelas, e rompemos com a grande ilusão chamada solidão. Podemos fazer as pazes com todas as nossas vidas como forasteiros se reconhecermos que a pior coisa que experimentamos nessas vidas foi a solidão. Mas foi precisamente por causa dessa solidão amarga que redescobrimos nossa luz cósmica e nos tornamos trabalhadores da luz. Os verdadeiros trabalhadores da luz são pessoas que superaram a ilusão da solidão dentro de si mesmas.

A luz que irradiamos atrai os outros. Não são nossas palavras, nem nossas ideias; é nossa beleza interior. A impotência não é um castigo; é um estado que nos permite reconectar, encontrar a cura para nossa solidão. Ao longo de todas as vidas que vivemos como forasteiros, nos sentindo solitários e em sofrimento, agora encontramos a paz. Essa paz reside em nossos corações. É a paz da nossa luz interior, da nossa verdade cósmica. Agora estamos juntos nessa jornada. Não estamos acima de ninguém, como pensávamos na era da Atlântida, mas sim partindo de baixo. Gradualmente estamos mudando o fluxo de consciência subjacente da humanidade, a essência do conhecimento. A purificação e a cura vêm de dentro.

No fim, somos sábios. Uma pessoa sábia respeita as experiências dos outros, reconhece sua singularidade e sabe que pode aprender algo com todos. Uma pessoa sábia jamais usa a força ao compartilhar seu conhecimento e suas percepções, mas sempre demonstra respeito e amor pelos outros. Uma pessoa sábia espera que os outros venham até ela. Uma pessoa sábia ousa mostrar sua vulnerabilidade e pequenez. Uma pessoa sábia se ama, mesmo com todas as suas falhas.

A consciência de quem você é traz a mudança que o mundo precisa. A consciência de quem você é surge quando você faz as pazes com tudo dentro de si; com todas as vidas, até mesmo com os perpetradores e as vítimas que fizeram parte da longa jornada até você mesmo.

E a maior jornada de todas é o retorno para casa.

Canal/Autor: Gerrit Gielen
Fonte primária: https://www.jeshua.net/articles/by-gerrit/atlantis-now-the-homecoming/
Fonte Secundária: https://eraoflight.com/2026/01/31/atlantis-now-the-homecoming/
Tradução: Sementes das Estrelas / Iara L. Ferraz

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