O Retorno ao lar

Gerrit Gielen – “Criação Consciente: Vivendo em alinhamento”

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O Retorno ao lar

CRIAÇÃO CONSCIENTE: VIVENDO EM ALINHAMENTO

Será que realmente criamos nossa própria realidade? Essa pergunta atemporal desperta algo profundo dentro de nós — uma certeza silenciosa de que a vida é mais do que mera coincidência. Para entender a resposta, precisamos primeiro reformular um dos conceitos mais incompreendidos da sabedoria espiritual: o karma.

Com muita frequência, o karma é visto como punição cósmica — um universo severo que registra nossos erros passados, distribuindo dificuldades como retribuição por injustiças cometidas nesta vida ou em outra. Alguns chegam a falar em “queimar” o karma, como se fosse uma dívida a ser apagada por meio do sofrimento ou de rituais. Mas isso ignora a essência do que o karma realmente é.

O karma não é punição. Não existe nenhuma força vingativa em nível cósmico esperando para nos fazer pagar. Deus — ou a fonte infinita de tudo — é amor, não retribuição. O karma é simplesmente o currículo amoroso da alma. Representa as lições que sua consciência escolheu assimilar para que possa crescer, expandir-se e relembrar sua verdadeira natureza. Antes de encarnar, sua alma mergulha nesta vida com uma intenção: aprender, evoluir, tornar-se mais plenamente ela mesma.

Querer queimar o karma é como querer queimar a própria alma.

Desafios surgem — doenças, perdas, mudanças repentinas, o fim de um emprego ou relacionamento — e nossa resposta instintiva é a resistência. Ansiamos por voltar no tempo, retornar a “como as coisas eram”. Rotulamos a experiência como “ruim” e a afastamos, recusando-nos a enfrentá-la. Contudo, nessa recusa, perdemos o convite. A lição persiste, às vezes se intensificando até que não possa mais ser ignorada. A dor aumenta não como punição, mas como um sinal de compaixão — Abrace-me. Aprenda comigo. Deixe o passado para trás e dê um passo em direção ao crescimento.

RENDIÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E O VERDADEIRO PAPEL DO KARMA

Quando finalmente nos rendemos — quando aceitamos a experiência, liberamos velhos apegos e nos abrimos à transformação — a energia muda. O karma, longe de ser um juiz externo, revela-se como a voz sábia de nossa própria alma nos guiando para casa. Essa crença em um juiz cósmico externo torna impossível identificar-se com o criador interior e, portanto, torna a criação consciente impossível. Você não pode realmente criar se acreditar que a força criativa fundamental do universo está separada de você e quer puni-lo.

E isso nos leva à criação consciente. Sim, nós moldamos nossa realidade, mas o processo é sutil, complexo e profundamente pessoal. O que experimentamos é a dança combinada de três forças internas:

1. Nossa mente consciente — os pensamentos que escolhemos, as afirmações que repetimos, as visões que cultivamos.
2. Nossas crenças subconscientes — as suposições ocultas, muitas vezes formadas há muito tempo e herdadas, que operam silenciosamente sob a superfície. Todos os medos que não enfrentamos.
3. A energia e o plano de nossa alma — a intenção mais profunda que nos trouxe até aqui.

Considere um desejo comum: mais abundância, talvez liberdade financeira. No nível consciente, você pode afirmar: “O dinheiro flui para mim facilmente”, visualizar prosperidade e tomar medidas inspiradas. No entanto, se o subconsciente abriga a crença de que “pessoas ricas são gananciosas” ou “a riqueza corrompe”, então esse julgamento age como uma força contrária invisível. O desejo consciente é sincero, mas a profunda desconfiança bloqueia o fluxo. Não importa quantas afirmações positivas você repita, a realidade permanece inalterada até que o conflito interno seja visto e curado.

A TERCEIRA FORÇA: A ALMA

Mas ainda há uma terceira força em jogo, que é a alma.

Frequentemente, nossos desejos conscientes estão enraizados no medo. Queremos dinheiro para nos sentirmos seguros, protegidos e no controle. Por trás desse desejo, reside a falta de confiança na própria vida.

A alma, no entanto, cria a partir do amor.

A intenção mais profunda da sua alma pode não ser a segurança financeira, mas sim aprender a confiar — aprender que a vida o apoia, que você pode enfrentar a incerteza, que seu valor não depende de controle ou acumulação. Quando o desejo consciente é impulsionado pelo medo e a direção da alma é guiada pelo amor, a criação se torna conflituosa.

A verdadeira criação acontece somente quando essas forças se alinham.

O plano da alma está sempre enraizado no amor — na expansão, na coragem, em uma confiança mais profunda. Quando suas intenções conscientes se harmonizam com esse impulso amoroso, a inspiração pode surgir. Ideias fluem. Sincronicidades aparecem. Você se torna um canal para algo maior. Você sente o fogo criativo dentro de si — não como um esforço forçado, mas como um alinhamento alegre. Criando em Harmonia

Quando você tenta criar por medo, você trabalha contra a sua própria alma e as coisas tendem a estagnar, desmoronar e você se sente exausto. Quando você cria com amor, você se sente inspirado, energizado e profundamente alinhado. Esta é a força criativa da alma fluindo através de você. Para acessá-la, é necessário ter consciência.

Você precisa se tornar consciente de suas crenças subconscientes — especialmente aquelas que parecem tão “normais” que você nunca questionou. Você não pode criar abundância enquanto sente ressentimento pela riqueza. Você não pode construir um relacionamento saudável enquanto acredita que os outros não são confiáveis. Nenhuma quantidade de pensamento positivo pode superar crenças subconscientes profundamente arraigadas.

O crescimento começa quando você pergunta:
• No que eu realmente acredito?
• Do que eu tenho medo?
• Do que estou tentando me proteger?
Por trás dessas perguntas reside a essência da criação.

A verdade mais profunda é esta: o que você realmente quer não é dinheiro, amor ou sucesso — é crescer. Você quer se tornar mais plenamente você mesmo. Você quer viver em maior conexão com a energia da sua alma. Você quer irradiar a sua luz.

Resumo
A Chave para a Criação
A chave para a criação consciente é o autoconhecimento. Autoconhecimento significa tomar consciência das suas crenças inconscientes, reconhecer os seus medos sem rejeitá-los e integrá-los gentilmente à sua consciência. E além disso, significa reconectar-se com a parte mais profunda de você — a centelha divina, a inteligência criativa que trouxe o universo à existência.

No nível mais profundo, essa força criativa não está separada de você. Quando a consciência, o subconsciente e a alma se movem juntos, você se torna um ponto de luz criativa. A vida não parece mais algo que acontece com você, mas algo que flui através de você, e a partir desse lugar, a criação se torna fácil, significativa e profundamente viva.

Os desafios se tornam portas de entrada. Os desejos se tornam expressões da alegria da sua alma.

Você não é vítima das circunstâncias. Você é um criador que está despertando. O universo não está contra você — ele trabalha através de você. Abrace as lições. Alinhe-se com o amor que você é.
Nesse alinhamento, você se torna um ponto de luz radiante — moldando consciente e alegremente uma realidade que reflete a beleza e o poder da sua alma. Ao fazer isso, você inspira o mundo simplesmente por se lembrar de quem você realmente é.

Canal/Autor: Gerrit Gielen
Fonte primária: https://www.jeshua.net
Tradução: Sementes das Estrelas / Isadora Delya Damasceno Branco

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