
TRABALHANDO COM CALMA
Quando eu tinha vinte e poucos anos, eu realmente me esforçava para ser o mais produtivo possível — e isso geralmente significava fazer as coisas correndo, me pressionando para fazer mais e agindo com urgência.
Acho que é assim que a maioria de nós é condicionada culturalmente:
Produtividade = urgência, pressão, pressa, ter que ter um bom desempenho
Mas, como muitos de nós já descobrimos, a urgência não é um ambiente ideal para criar, fazer as coisas com um senso de propósito e uma visão de longo prazo. Também não é bom para nossa saúde mental ou física, se estivermos sempre nesse modo.
E se o nosso melhor trabalho não viesse da urgência, mas sim de um estado de calma mais profunda?
Trabalho com Calma, na Prática
Calma não é uma forma passiva, desapegada ou preguiçosa de ser (apesar das mensagens culturais em contrário) — é uma sensação de presença.
Na verdade, é um estado de alto desempenho — nosso sistema nervoso está relaxado e regulado, nossa atenção está clara e podemos agir de forma não reativa. Calma também não significa ausência total de urgência — às vezes precisamos lidar com a urgência, mas ainda assim podemos agir com calma e serenidade.
Veja como isso pode funcionar na prática:
Você começa o trabalho com intenção, sem se precipitar para as tarefas urgentes.
Você se dedica a uma tarefa difícil e respira, ao invés de correr para algo mais fácil.
Você encara com curiosidade algo que lhe causa medo — explorando, ao invés de apenas reagir ao medo.
Erros e contratempos são tratados com serenidade, ao invés de deixar que o desestabilizem. Você aprendeu algo — não se trata de um julgamento sobre quem você é.
Você segue o dia com um estado mais relaxado para não ficar tão esgotado ao final dele.
O que acha? Sei que é mais fácil falar do que fazer!
COMO CULTIVAR A CALMA NO TRABALHO
Isso requer prática, é claro.
Comece cada dia com uma pausa no limiar do seu trabalho — não se jogue de cabeça. Permita-se começar com um momento tranquilo e intencional.
Escolha uma tarefa significativa para se concentrar.
Crie um pequeno “ritual de relaxamento” ao qual você possa retornar durante o dia — algumas respirações profundas, uma curta caminhada, uma xícara de chá preparada e apreciada lentamente.
Observe quando você começar a ceder à urgência e à reatividade — e permita-se não fazer nada disso perfeitamente. Retorne ao ritual de relaxamento.
E então termine o dia com um momento de reflexão serena — escreva em seu diário e reconheça onde você se desviou do caminho e onde trouxe a calma intencional para sua vida.
UMA RELAÇÃO DIFERENTE CONSIGO MESMO
Esta não é apenas uma estratégia de produtividade. Não se trata de otimizar nossas vidas. Trata-se de criar uma relação diferente conosco mesmos e com o trabalho que consideramos significativo.
Trata-se de confiar em nós mesmos e nos dar acesso à calma e à estabilidade que tanto desejamos.
Com amor,
Leo Babauta, do Hábitos Zen
Canal: Leo Babauta
Fonte primária: https://zenhabits.net/
Fonte Secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas/ Iara L. Ferraz