Recordando além do véu do grande esquecimento - Aluna Joy

Aluna Joy – “A última noite no velho mundo”

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Recordando além do véu do grande esquecimento

A ÚLTIMA NOITE NO VELHO MUNDO

Acordei no meio da noite com um sonho que não parecia um sonho. Parecia uma mensagem. Comecei a gravar de madrugada para não perder nada.

No sonho, todos nós, trabalhadores da luz, curadores, etc., estávamos arrumando nossas coisas. No início, parecia que eu estava arrumando minha casa, mas quanto mais eu mergulhava no sonho, mais percebia que não era apenas a minha casa, era o mundo inteiro. E estávamos partindo. Não fugindo, não escapando, mas arrumando tudo com consciência, cuidado e uma profunda satisfação por saber que fizemos um bom trabalho.

As últimas coisas que recolhi foram as mais sagradas. Todo o resto já havia partido. Empacotei coisas que pareciam cristais, pedras, artefatos, registros, documentos, livros e sabedoria, etc. Essa era a essência de quem somos, não importa onde estejamos, e o que aprendemos enquanto estivemos lá. Era como se estivéssemos empacotando apenas a essência do que importava para o futuro. Antes de partirmos, houve aquele momento silencioso de despedida. Lembro-me de agradecer à casa, ao mundo e ao universo, e de agradecer por me permitirem viver ali, pela beleza, pela experiência e pelos ensinamentos. Porque era uma boa casa, era um bom mundo, era uma boa época.

Mas quando saí, o lugar onde morávamos já não existia mais. Não havia mais paredes, nem chão, apenas uma estrutura em ruínas mal sustentando a realidade, como se um empurrão forte e tudo desmoronasse. Parecia que estava se desfazendo há muito tempo, como se estivesse sendo demolida ao contrário da sua construção. Quase como se o tempo estivesse retrocedendo e nos deixando naquele vazio.

O que realmente me impressionou foi que seguramos a luz até o último instante possível. O último suspiro, o último segundo, o último milésimo de segundo, e então recolhemos nossas âncoras.

O ESPAÇO ENTRE ERAS

Quando saímos, não havia direção: nenhum plano, nenhum mapa, nenhuma ideia do que fazer em seguida. Então fizemos algo estranho: simplesmente sentamos e fizemos uma refeição. Comemos, descansamos, rimos, mas também refletimos. Porque a nova Terra, a nova realidade, ainda não estava pronta, e a antiga já havia desaparecido.

Estávamos num lugar de transição. Uma pausa entre eras, entre realidades. Era um espaço de espera, como um bote salva-vidas onde podíamos reabastecer, corpo e alma, enquanto esperávamos. Não havia pânico, medo ou urgência. Apenas a certeza tranquila de que os próximos passos chegariam quando chegassem. Estariam vindo até nós. Tudo o que tínhamos que fazer era içar as âncoras internas que nos prendiam ao mundo antigo e esperar.

Houve um momento em que me senti um pouco triste. Percebi outras pessoas em outras mesas que eu achava que viriam conosco, mas estavam indo em direções diferentes. Havia muitas divisões dentro do nosso grupo. Nem todos estavam indo para o mesmo lado, mas eu ainda sentia a conexão entre nós. Mas minha tristeza não durou, porque eu também sabia que eles ficariam bem, e nós também.

O que mais me marcou foi a sensação. Era pacífica, satisfatória e nostálgica. Não era tristeza, apenas gratidão pelo que havia sido e aceitação de que tudo havia terminado. Aquele mundo havia cumprido seu ciclo. A humanidade, de muitas maneiras, levou este mundo o mais longe que podia. Então chega um ponto em que paramos de investir no que já está se esgotando, levantamos âncora, arrumamos as malas e partimos.

E então me dei conta. Esse sonho aconteceu na Semana Santa. Um dia em que o mundo relembra uma história de ressurreição. Uma história sobre deixar tudo para trás e retornar transformado. E a sensação no sonho era a mesma. Estávamos nos desapegando de um mundo antigo, e um novo surgiria. Seria transformado. Não carregamos o mundo antigo para o novo. Abandonamos completamente nossa antiga realidade. Reunimos apenas o que é sagrado, levantamos âncora e esperamos para ver, sabendo que o universo proverá, como sempre fez e sempre fará.

A TRANSFIGURAÇÃO DA REALIDADE

O que me surpreendeu foi que o lugar para onde estávamos indo não parecia outra dimensão, outra linha do tempo ou um lugar completamente diferente. Parecia mais uma transfiguração. Como se fizéssemos uma pausa, nos desconectássemos e depois voltássemos ao mesmo lugar, mas tudo estivesse elevado, livre de karma e repleto de novas experiências para vivenciar.

Estamos em uma grande pausa cósmica. É um espaço intermediário onde aguardamos que a nova base se forme sob nossos pés.

Lembro-me de ter sido uma das últimas a sair. Fiquei até que quase nada restasse, e eu tivesse apenas uma pequena caixa com objetos sagrados. E quando finalmente fui embora, não havia mais nada a que me agarrar. Mesmo assim, senti paz. Eu sabia que se me virasse para olhar para onde eu estivera, não haveria absolutamente nada lá.

E a sensação mais forte que tive em todo o sonho foi esta: nossa luz está intacta. Não importa o que tenha acontecido, não importa o quão caótico tudo pareça, não importa o quanto pareça que tudo está desmoronando, a luz está intacta. Ela não foi destruída. Ela se fortaleceu e ganhou mais determinação. Não pode ser destruída. E as pessoas que a sustentam ainda estão aqui.

A sensação era de estarmos em um bote salva-vidas. Não fugindo do mundo, não esperando ser resgatados, mas sim sendo conduzidos pela verdade em nossos corações durante essa transição. Manteremos um rumo firme até que o novo mundo esteja pronto para nos receber.

Canal: Aluna Joy
Fonte Primária:  www.AlunaJoy.com
Fonte secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas / Isamara Damasceno Branco Guennon

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About Author

Neva (Gabriel RL) é uma consciência estelar de Alfa Centauri e walk-in atuante como embaixadora do Comando Ashtar na Terra. Herdeira de uma linhagem milenar de videntes Matupy e construtores de pirâmides, sua missão é a integração alma-corpo através da cura e elevação das Sementes das Estrelas. Especialista em Registros Akáshicos, Alquimia e Geometria Sagrada, funde mediunidade com terapias integrativas como Constelação Sistêmica, Cristaloterapia e RMA. Escritora e mentora, Neva dedica-se à expansão da consciência e prosperidade, unindo forças estelares e terrenas para orientar a humanidade em momentos cruciais de transição planetária através do autoconhecimento e da ética galáctica.

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