UNIÃO DIVINA, INTERIOR E EXTERIOR
Estamos no fim de um ciclo muito longo. Por muito tempo, a humanidade viveu em uma DIVISÃO. Houve períodos em que a vida estava mais ligada ao feminino, ao corpo, à intuição, aos ritmos naturais da vida e da Terra. Depois, o pêndulo oscilou e entramos num longo período dominado pelo masculino, pela estrutura, pelo controle, pelo impulso e pela construção.
Optamos por percorrer esses ciclos, para vivenciar ambos os extremos do espectro. Para viver na energia FEMININA dominante e, em seguida, na energia MASCULINA dominante. Para aprender o que cada uma contém por si só e o que acontece quando perdem a sua relação mútua.
O princípio feminino enraizou a humanidade na CONEXÃO. Manteve-nos próximos do corpo, da Terra, dos sentimentos e dos relacionamentos. O princípio masculino trouxe algo diferente: ESTRUTURA, direção, a capacidade de construir, organizar, criar sistemas e dar forma.
Nenhum dos dois foi feito para existir isoladamente. Com o tempo, o que deveria transitar entre os dois tornou-se fixo. O feminino perdeu sua base e estrutura. O masculino perdeu sua conexão e relacionamento. Temos vivido dentro dessa DIVISÃO por muito tempo.
Isso também foi planejado. Temos explorado as consequências da separação do eu (nosso masculino e feminino interior), da nossa alma, da Terra e da Fonte. O importante é compreender que já vivenciamos os dois lados desse ciclo. Agora temos a oportunidade de retornar ao equilíbrio, inaugurando um novo caminho e uma nova forma de viver. Um caminho onde o masculino e o feminino, DENTRO e FORA, estejam em equilíbrio e trabalhem juntos.
Esse EQUILÍBRIO começa primeiro dentro de nós.
MUDANÇAS NOS SISTEMAS DA TERRA
Existem também SISTEMAS maiores em transformação neste momento. Em toda a Terra, em locais sagrados, linhas ley e portais estelares, existem padrões que se mantêm há muito tempo, muitos deles enraizados em distorções entre o feminino e o masculino que se enraizaram e se perpetuaram ao longo de gerações.
Aquilo que mantinha esses padrões já não consegue fazê-lo da mesma forma e, à medida que essa estrutura subjacente se afrouxa, o que antes estava oculto começa a vir à tona; o que era normalizado torna-se mais difícil de reconciliar.
À medida que esse processo se desenrola, pode haver uma sensação de que as coisas estão parcialmente se desfazendo, sem nada totalmente formado para ocupar o seu lugar. As estruturas antigas já não se sustentam com a mesma estabilidade, mas as novas ainda não se ancoraram completamente, criando momentos de desorientação, uma leve pressão no corpo ou ondas emocionais que nem sempre têm uma origem clara ou imediata.
Uma das principais questões que está sendo esclarecida agora é a INVERSÃO da expressão feminina. O feminino passou a ser associado ao sacrifício, à doação em detrimento do próprio bem-estar, a ser valorizado pelo que poderia proporcionar ou sustentar, em vez de pelo que é. O corpo tornou-se algo a ser controlado ou subjugado, em vez de algo para se viver de fato.
Embora isso se manifeste fortemente através do feminino, não se trata apenas de mulheres. Nós possuímos ambos. À medida que o feminino foi DESALINHADO, o masculino também foi. O controle substituiu a presença, e a estrutura tornou-se rígida em vez de acolhedora. A ação nos desconectou da consciência, pois o fazer substituiu o ouvir. O masculino deixou de se relacionar com aquilo que deveria sustentar. Em vez de ser algo que cria segurança, tornou-se algo que administra, sobrepõe-se e pressiona.
A DIVISÃO INTERNA
Isso não aconteceu apenas “lá fora”. Aconteceu em nossos corpos, à medida que o equilíbrio entre nosso masculino e feminino internos foi afetado. Para todos nós, isso criou uma DIVISÃO INTERNA. Uma parte seguindo em frente, se impondo, mantendo o controle. Outra parte sentindo, reagindo ou se fechando. Uma parte mantém tudo unido enquanto a outra está exausta, desconectada ou não sendo ouvida.
À medida que isso começa a se dissipar, manifesta-se FISICAMENTE. O FEMININO pode sentir isso nos quadris, pélvis, lombar, bexiga, seios e órgãos reprodutivos. Pode haver pressão, inflamação, dor, tensão ou uma sensação de não estar totalmente presente no corpo. É aí que muitas dessas distorções se acumulam. Para o MASCULINO, geralmente se manifesta no peito, coração, plexo solar, ombros e mandíbula. Pressão no peito. Rigidez nos ombros e pescoço, sensação de contração ou tensão no corpo.
Ao incorporarmos tanto o masculino quanto o feminino, nossos sistemas podem parecer desequilibrados ou em conflito. Para muitos, isso não é novidade. Apenas se tornou mais perceptível. Há muito tempo existe uma DESCONEXÃO com o corpo, com o instinto, com a sensação de segurança dentro do corpo. Temos experimentado uma tendência a ignorar o desconforto, a seguir em frente, a permanecer na mente em vez de nos entregarmos ao que estamos sentindo.
À medida que essa situação começa a mudar, pode parecer estranha, o que pode nos deixar DESCONFORTÁVEIS e até mesmo com a sensação de que as coisas estão piorando. Na realidade, os padrões estão se tornando mais visíveis, precisam ser ouvidos e reconhecidos, para que a INVERSÃO cesse. Não nos pedem para voltar a um lado ou ao outro. Nos pedem para trazer esses dois de volta a um relacionamento DIVINO.
Ao prosseguirmos neste ano intenso e energético, o foco está na ENCORPORAÇÃO; contudo, a encarnação requer UNIÃO. União com o nosso masculino e feminino interiores, união com o nosso coração e mente, e união com a nossa alma e corpo.
Estamos, conscientemente e passo a passo, removendo a separação que era necessária para que este experimento proporcionasse o ambiente que nossa alma precisava para esquecer e aprender as muitas lições. A cada mudança, a cada união, dissolvemos a inversão e nos tornamos a versão mais autêntica de nós mesmos.
É absolutamente lindo.
Enviando muito amor para todos vocês,
Jenny
Autor/Canal: Jenny Schiltz
Fonte: https://www.jennyschiltz.com/
Fonte secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas / Isadora Delya Damasceno Branco
