
“Amados irmãos e irmãs,
Existe um tremendo poder criativo em esvaziar-se, ainda que por um breve momento.
A maioria de vocês aprendeu a lidar com a vida descrevendo-a imediatamente. Algo acontece, e a mente lhe dá um nome. Vocês classificam as coisas como difíceis, belas, injustas, estranhas, dolorosas, bem-sucedidas ou decepcionantes. Ao encontrar alguém logo decidem quem essa pessoa é. Sentem algo no corpo e, de imediato, criam uma história em torno disso. Olham para a própria vida e descrevem onde estão, o que está funcionando, o que falta e o que acreditam que acontecerá a seguir.
E cada descrição torna-se, de certa forma, uma instrução para a consciência.
Ao descrever repetidamente sua realidade com base no que já aconteceu vocês continuam recriando o mesmo cenário. Olham para o ontem, dão-lhe um nome e trazem esse nome para o hoje. Dizem: “Esta pessoa é assim. Meu corpo é assim. Minha vida é assim. Esta situação sempre acontece comigo”.
Depois, perguntam-se por que o amanhã se parece tanto com o ontem.
O PODER DO ESPAÇO ANTES DO RÓTULO
Convido vocês a experimentarem deixar algumas coisas indefinidas.
Algo acontece. Antes de rotular, permaneçam com isso.
Alguém age de maneira inesperada. Antes de decidir o que isso significa, permaneçam abertos.
Uma emoção percorre seu corpo. Antes de construir uma história em torno dela, sintam a própria energia.
Esse pequeno espaço é extraordinariamente poderoso porque, por um instante, vocês encontram a realidade antes que a mente habitual a reconstrua.
Esse é, também, um dos dons mais profundos do silêncio.
O silêncio cria um espaço entre a experiência e a interpretação. À medida que se tornam mais silenciosos, podem começar a notar a insistência com que a mente tenta completar a realidade: nomeando, explicando, comparando, lembrando, antecipando.
Permitam que alguns desses espaços permaneçam abertos.
Cultivem a curiosidade sobre o que pode surgir quando vocês deixam de preencher cada instante com aquilo que já conhecem.
Existe uma inteligência à disposição de vocês que se torna muito mais fácil de perceber quando param de dizer à vida o que ela é.
E, a partir dessa abertura, a criação torna-se, novamente, algo novo.
CRIAR A PARTIR DO DESCONHECIDO
Em vez de perguntar: “O que isso significa com base no meu passado?”, perguntem: “O que eu adoraria criar a partir daqui?” .
Em vez de se definir com base no ontem, interesse-se por quem você está escolhendo ser agora.
Torne-se vazio o suficiente para receber algo que você jamais imaginou antes.
Torne-se silencioso o suficiente para sentir algo que você jamais permitiu antes.
Abra um pouco de espaço em sua realidade para o desconhecido.
Pois é no desconhecido, amados, que a sua próxima criação está à espera.
“EU SOU Saint Germain.”
Canal: Octavia Vasile
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Tradução: Sementes das Estrelas / Iara L. Ferraz
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