SOBRE ORAR DE JOELHO
Pai Thomé Africano, falando de uma vida que ele teve no Egito Antigo há muito tempo como escravo e naquela vida ele tinha um costume de orar sempre de joelhos, porque ele achava que ao orar sempre de joelhos – se humilhar – ele seria ouvido mais facilmente pelos deuses, pelas forças.
Até que um dia, quando ele foi castigado, digamos assim, e depois de muito chateado, porque parecia que os deuses, que Deus, que o Deus Sol, enfim, não estava ouvindo-o ali, depois de tantas orações que ele estava fazendo… Então ele pediu um sinal para os deuses ou para deusa ali; se eles realmente estavam ouvindo, porque eles não estavam ouvindo-o, porque eles não estavam dando atenção a ele etc etc. E aí, passou-se um tempo, e aí ele foi pego, foi meio que “castigado”.
Quando foram levá-lo para o castigo (ele está dizendo) deixaram ele em pé, amarrado, coincidentemente com as duas mãos amarradas para cima. Ele ficou assim, em pé ali, um dia inteiro com as mãos amarradas para cima. Aí, ele disse que ouviu só rapidamente uma voz que disse: agora ore. E ele ficou nessa posição, fazendo as orações dele assim. E desde então, depois que ele foi castigado pela situação ali, ele só passou a orar daquela forma. E depois que tudo isso aconteceu, as coisas foram se reorganizando para ele ali.
Por que ele passou por isso?
Ele está dando um resumo: porque em uma vida anterior, ele tinha sido um sacerdote muito orgulhoso, muito orgulhoso, e ele estava tentando trabalhar o orgulho dele ali. No meu tempo, ali no Egito (aqui Neva fala da vida dela como o Faraó Amenophis III, o faraó da paz, da prosperidade e do esplendor artístico).
E ali, depois disso, ele veio como escravo, mas aí ele demorou um tempo. Depois ele veio em Roma, também com orgulho, e ainda mais, até vir definitivamente depois com essa roupagem de Pai Thomé Africano. E aí ele conseguiu purgar, iluminar, curar, purificar o processo cármico dele.
Então, de novo, não é que seja ruim você orar de joelhos, especialmente as gerações anteriores, os mais velhos que têm esse costume. Não estou maldizendo, é que Jesus nos pediu que, pouco a pouco, a gente fosse mudando para a gente orar mais de pé, para ter mais dignidade, digamos assim.
Transcrição: Cleilma Solarys / Sementes das Estrelas
Revisão Textual: Paulah Divino / Sementes das Estrelas

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