
É filhos, quantos recomeços… Não é filhos? Nas nossas vidas…
Vocês têm recomeços todos os dias. Não é verdade?
Todo dia vocês têm um recomeço. A oportunidade de fazer alguma coisa diferente, de fazer algo novo. Olhar para frente, meus Filhos! Olhar para frente. É isso que nós insistimos nesse chamado com vocês. Olhar para frente!
Vocês precisam olhar para frente. Vocês precisam confiar na espiritualidade que ajuda vocês, no “caminhador” de vocês, e nas promessas de nosso Senhor Jesus Cristo, que sempre cumpre nas nossas vidas. Meus filhos, vou falar uma coisa para vocês, meus filhos: a sua conduta, meus filhos, a sua ética, a sua moral, a sua autenticidade, meus filhos, a verdade como você se conduz neste mundo, meus filhos, é a força motora, é a força luz, que vai impulsionar em vosmecê os recomeços, meus filhos. É isso.
Muitas vezes vocês vão ser tentados a permanecer nos velhos padrões, porque é muito cômodo. Não é, meus filhos? Se deixar, se vocês deixarem a mente tomar conta, meus filhos, vocês nem se levantam de manhã. Porque na cabecinha de vocês, que às vezes fica cheia das caraminholas…ah, tudo de novo, não é? Vou fazer tudo de novo. Parece que os dias são todos iguais, não é? Mas não é meus filhos, são recomeços. Deus nos dá os recomeços constantemente em sua misericórdia. Mas não se esqueçam da conduta, da ética e da verdade. Porque meus filhos, o “tentador” vai querer continuar puxando vocês para as velhas maneiras, para os velhos comportamentos, meus filhos.
Assim, como naquele dia naquela senzala, com aquela bolsinha…o que tinha dentro da bolsinha? Muita joia, muito ouro, muitas especiarias, hein, meus filhos? E aí, naquele desespero todo quando aconteceu outra confusão… Isso também perto da nossa libertação. Peguei minha trouxinha, nem me dei conta do que eu estava levando, e levei embora. Saí sozinho no meio da mata, meus filhos. Fugido? Em parte…
Primeiro, nós já estávamos sendo livres no plano espiritual, depois tinha que sair dali porque houve muitas invasões em fazendas vizinhas. Deu uma loucura em alguns senhores e que alguns senhores também tinham certa briga com a Sinhá lá da fazenda, que eu fazia parte, e ele julgava que tinha negro que era dele. Imagina a confusão. E mandou invadir. E nós ó… para o meio do mato.
Levei aquela mochila. E eu poderia ter aproveitado bem, não era mesmo, meus filhos? Mas, eu nem sabia. Depois, meus filhos, de embrenhado naquele mato por uns oito dias de diante, comendo algumas folhas, alguns frutos, bebendo as águas das cachoeiras – por isso que sou magro – resolvi mexer nos meus panos, me deparei: muito ouro, as pedras de ouro, as moedas, as especiarias, eu nem sabia o que era. Eu sabia o que era ouro porque não tinha como não saber. E o que que eu vou fazer com isso? O que vocês fariam no lugar do velho? O que que vocês fariam? Conta para o velho.
Alunos:
“Se eu soubesse onde estava, assim, eu ia correndo devolver, porque eu ia me sentir muito culapada de ficar com aquilo.” “Com a consciência de hoje, devolvia.”
O Pai volta a falar:
Por que devolver? Como é que você ia recomeçar? Não é verdade, como é que você ia recomeçar com uma coisa, com uma bagagem, com algo que não era seu? Não é, meus filhos? Mas como é que eu vou devolver para a Sinhá se eu não sei onde ela está e se eu volto para ela, ela me pega de novo. Hein, meus filhos? Ô dilema! Não é verdade? Aí, uma noite, matando os mosquitos mordendo, acordava e dormia, em uma dessas lá no meio do mato, eu sonhei com um espírito, muito bonito, com penacho grande, colorido. Quem é? Isso…É meus filhos, sonhei com o Grande Oxalá. Ele, na roupagem do Pai Seta Branca, falou: “Você sabe o que tem que fazer.”
Eu acordei, respirei e comecei o caminho de volta. Mais oito dias andando. Cheguei no lugar, na fazenda. Estava lá a Sinhá, com a mão na cabeça, sem entender direito o que tinha acontecido, porque ela voltou, quando começou os burburinhos, nem foi direito. E ela viu esse Negro entrando, e ela ficou sem reação. Você podia ter fugido, não é? Você podia ter ido embora. Peguei a sacola, e falei: aqui minha Sinhá, isso é seu.
Ah, seu Negro sem vergonha! Você me roubou. Não senhora. Nessa confusão toda aí, misturaram nossas coisas. Como não? E para convencer ela? Eu só senti a presença de Oxalá. Calma! Respira! Fala a verdade. Estou falando. Falei para ela: ó, foi assim, assim, assim e assim… Ah, seu Negro, como é que eu vou confiar em você? A senhora pode confiar, pode acreditar ou pode não acreditar. Mas é só raciocinar um pouco. É só raciocinar um pouco. Não é verdade? Aí ela parou, olhou para o horizonte, ainda cheia do orgulho. É mesmo! Porque não fazia sentido, eu voltar. Podia ter ido se eu quisesse. Ela pegou, e ainda perguntou se eu podia ficar lá para ajudar ela. Eu falei: ó Sinhá, eu sou livre! Advinha o que aconteceu? A ajudei, fiquei do lado dela, e passei a ser o Preto ali que ela confiava, se bem que só tinha eu. Hehehe…
A coisa começou a se organizar, e eu nunca senti tanta paz como eu senti naqueles tempos. Ah, mas ali foi um recomeço para você? Foi. Sim. Você não ficou com raiva das vezes que ela mandou surrar você? Não. E tudo que aconteceu? Aconteceu. Filhos, os novos começos, meus filhos, não tem jeito. Vocês precisam com muito amor, deixar o passado para trás. Não é esquecer, que você não vai esquecer. É ressignificar a experiência. Você só vai conseguir seguir adiante, filhos, dessa forma. E mais, a sua moral, a sua conduta, a sua ética, vão continuar sendo advogados de vocês. É filhos! É. A justiça de nosso Senhor não falha nunca.
Filhos, aquela Sinhá antes de ser quem ela era… esse Velho, antes de ser quem era… nós vivíamos lá em Roma. Esse velho era do Senado. E eu era uma pessoa muito ambiciosa por terras. Eu queria terras. Quanto mais terras eu tivesse, melhor. Eu mandava aqueles que trabalhavam para mim, ir aos lugares e tomar posse, porque eu julgava de direto. E eu era muito orgulhoso. Tinha um lugar, uma fazenda de pessoas bem-sucedidas, mas eu não admitia alguém mais bem sucedido naquela região, do que eu. Mandei invadir. Mandei pegar tudo. E no combate lá, os meus homens, eles mataram os pais de uma menina. Quem era a menina? Isso… Agora filhos, adivinha quem cuidou da Sinhá, na velhice dela, até ela morrer? Ela virou minha filha. Não foi? Ela virou minha filha. Salve!
Aí, tanto amor, em nome de nosso Senhor, que foi deixado ali naquele lugar, no leito de morte dela. Para quem ela deixou as coisas? Mas eu não queria… Porque o peso na alma ainda, eu não sabia do nosso transcendental, eu não sabia. Mas, depois Oxalá me disse no sonho: você está cumprindo a sua missão. Você está concluindo a sua missão. Receba o que ela está dando para você. Ali, em minha consciência, fora do corpo, ele me mostrou tudo o que tinha acontecido lá em Roma. Mas aí eu falei, mas Senhor, eu não sou digno de receber, porque eu já fiz tudo o que eu fiz. Aí ele falou, filho, o amor cura tudo, filho. O amor cura tudo. Você passou 12 anos cuidando dela, 12 anos. E ela deixou tudo para você. Tudo para você. Fique.
Acordei no corpo, ela nos últimos momentos dela, reforçou que eu devia cuidar de tudo e que ela nunca tinha sido amada, como foi por esse Velho, e nem cuidada. Ela desencarnou, eu mesmo enterrei, cuidei de tudo. Veio os povos da vizinhança, ajudou. Mas, é claro havia o preconceito. Esse Preto, vai ficar com tudo? Óbvio que teve briga, mas filhos, eu estava tão em paz com meu coração, com minha caminhada, com o recomeço que me trouxe a missão que hoje vocês têm a oportunidade, de junto com esse Velho vivenciar. Muita coisa que estava ali, filhos, eu saí doando. Por quê? Quem eram os que recebiam doação? Mas quem eram eles lá em Roma? Isso filhos! Ah, você não ficou com nada? Eu fiquei, com minha dignidade.
Filhos, no recomeço de vocês, sigam, sigam em Paz. Parem com essa mania de ficarem se agarrando às coisas do passado. Se apeguem com o Senhor Oxalá, chama o Velho aqui para ajudar, que vamos ajudar.
Sabemos filhos, que vocês carregam muitos traumas. E o trauma não é o processo que vocês viveram. O trauma é o que ficou energeticamente no corpo pela vivência da coisa. E hoje, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, nós estamos puxando as forças para ajudar vocês a liberar os traumas que vocês trazem. Onde dói no corpo, a energia precisa fluir. Onde dói no corpo, filhos. A energia precisa fluir. E nós vamos trabalhar com essa força hoje, meus filhos. Nós vamos trabalhar com essas, com essas energias hoje, meus filhos. Se vocês quiserem, hoje aqui, filhos, tem um monte de Preto Velho Africano que está presente em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, pedindo a permissão para trabalhar com vosmecê no socorro desses traumas para que vocês possam dissolver as bolhas que esses traumas trazem e que atrapalhem o “caminhador” de vida de vocês.
Vamos elevar o pensamento a Jesus. Vamos elevar o pensamento a nosso querido Oxalá, à nossa Mãe Santíssima, para que as forças desçam do céu e alcancem o coração de vocês, ajudando na liberação dos traumas, meus filhos. Para que vocês sejam livres. Para que vocês se libertem, meus filhos. A época da escravidão passou, meus filhos. Não sejam escravos dessas dores. Liberem, meus filhos. Deixem que esses processos encontrem sua paz e seu equilíbrio na força que nosso Senhor Jesus Cristo está trazendo agora para todos vocês. Vejam que luz bonita dourada que desce sobre vocês agora, meus filhos. Vejam as portas do céu se abrindo para vocês, meus filhos. No socorro dos seus processos. Não tenham medo de dar os passos que vocês precisam dar.
Não tenham medo de serem autênticos, de viverem a verdade da alma de vocês, meus filhos. Isso agrada a Deus. A verdade, meus filhos. Sejam amorosos com vocês mesmos. E sigam o caminho de vocês, na Paz. Sem levar nada de ninguém. Nenhum saco cheio de nada.
Venham com esse velho em pensamento, àquela senzala. Sentem-se no chão da senzala ouvindo os batuques, nos nossos tambores, na puxada das forças, nos reinos de Oxalá. Sintam o aroma da arruda e a força de Nosso Senhor Jesus, descendo sobre todos, dando um impulso para vocês seguirem adiante, meus filhos. Não tenham medo de seguir adiante. Vocês são muito amparados! E hoje, vocês vão estar sobre toda essa Força Africana que vai mexer nos campos de vocês. Que vai ajudar a limpar, que vai ajudar a liberar, para que vocês possam seguir. Vocês querem seguir? Deixar tudo para trás, especialmente o que não pertence a vocês? Para um novo recomeço, onde vocês estejam leves.
Graças a Deus! Graças a Deus, meus filhos!
Salve a Força Africana. Salve a Força de Pai Eusébio. Salve a Força desse Preto Velho, meus filhos.
Graças a Deus, meus filhos. Que bom, meus filhos. Graças a Deus.
Vamos seguir. Vamos seguir nosso “trabalhador”. Com Fé em Jesus, fazendo o que nos cabe. Sem querer pegar serviço que não cabe a você. Sem querer carregar nada de ninguém. Fazer o seu, não é, meus filhos? Fazer o seu. Que nosso Senhor Jesus abençoe e ilumine. E eu vou estar por aqui, podem fazer o “chamador”. Eu vou manifestar, vou estar perto e vou ajudar, se você quiser, se você confiar, e se você deixar. Salve!
Salve a Força de Pai Euzébio. Salve a luz desses Pretos Velho aqui presentes. Graças a Deus. Graças a Deus.
Hehehe….Salve em Deus e graças a Deus. Salve a Força de Euzébio. Salve! Salve a força de Nosso Senhor Jesus. Salve a Força Luz de Oxalá. Graças a Deus. Salve a Força de Caboclo. Salve a Força de Cabocla. Salve a Força de Iemanjá. Salve a Força do Mar, não é meus filhos? Graças a Deus. Salve a nossa Mãe Santíssima. Salve Maria de Magdala. Graças a Deus. Graças a Deus. Graças a Deus.
Fiquei sabendo…alguém me contou que a Filha está mexendo nas forças para contar umas fofocas. Graças a Deus. Vamos preparar esses plexos, meus filhos. Porque não é só o saber, não é? Informação também vem junto com o trabalho. Salve em Deus. Graças a Deus.
Qualquer coisa, faz o “chamador” que eu venho. Está certo? Vou desincorporar, mas vou fazer um defumador em todo mundo. Graças a Deus.
E Jesus abençoe viu, meus filhos? Que Jesus lhes dê as firmezas necessárias para que vocês possam seguir na vida. Graças a Deus. Bem em Paz. Graças a Deus.
Com muita vergonha na cara. E seguir adiante.
Graças a Deus.
Transcrição: Cleilma Solarys / Sementes das Estrelas
Revisão Textual: Paulah Divino / Sementes das Estrelas
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