LIBERTANDO-SE DA MEMÓRIA
Amados,
O que vocês chamam de envelhecimento não é realmente a passagem do tempo. É o acúmulo de memórias que vocês continuam carregando e com as quais se identificam. O tempo em si não torna o corpo pesado. O peso vem das histórias que vocês repetem internamente sobre quem vocês são, o que viveram, o que os machucou, o que os definiu.
Cada vez que vocês pensam no passado e dizem: “este sou eu, é assim que me sinto por causa do que aconteceu”, vocês não estão simplesmente se lembrando, vocês estão recriando a experiência em seus corpos. Estão reativando a impressão emocional, o padrão energético e a resposta biológica conectados àquele momento. O corpo não distingue entre algo que está acontecendo agora e algo que é vividamente lembrado e com o qual se identifica emocionalmente. Para o corpo, é o mesmo sinal.
A memória em si não é um problema. A memória é simplesmente informação. A densidade surge quando vocês fundem sua identidade com a memória e a transformam em uma definição de si mesmos. Quando vocês dizem “este sou eu”, o passado se torna presente novamente em seu sistema nervoso, em suas células e em seu campo energético.
Existe outra maneira de se relacionar com a memória. Você pode observar o passado sem voltar a ele. Pode testemunhá-lo como se estivesse assistindo a um filme. Quando você é a testemunha, não está mais dentro da história. Você é consciência e a consciência não carrega peso. Nesse estado a memória se torna leve. Torna-se uma referência, não uma identidade.
O CORPO E A LIBERAÇÃO DAS HISTÓRIAS EMOCIONAIS
O corpo nunca foi projetado para carregar histórias emocionais inacabadas por décadas. O que você experimenta como envelhecimento, contração ou perda de vitalidade muitas vezes vem de reter o passado nos tecidos do corpo, na fáscia, na respiração, na maneira como você se move e se percebe. Quando o passado tem a permissão de suavizar e se libertar, o corpo naturalmente começa a se renovar. A regeneração não é algo que você precisa forçar. É o estado natural de um corpo que não está mais sobrecarregado por narrativas antigas.
Elevar sua vibração não significa adicionar mais práticas, técnicas ou identidades. Significa tornar-se mais simples interiormente. Significa esvaziar-se de conclusões sobre si mesmo. Livre da crença de que você é suas feridas, sua história, seus erros ou seus papéis. Ao se tornar mais presente, você se torna mais leve. Ao se tornar mais leve, o corpo recebe um sinal diferente. Ele não precisa mais se defender, reter ou proteger histórias antigas.
IDENTIDADE UNIVERSAL E PRESENÇA
Você não é filho(a) de seus pais e da dor ancestral. Você é filho(a) do Universo.
Estar presente significa vivenciar cada momento sem carregar consigo a memória emocional do passado. Isso não significa negar o que você viveu. Significa não mais permitir que o que você viveu defina o que você pode ser agora.
Na verdadeira presença as células recebem novas informações. O sistema nervoso relaxa. O corpo começa a se reorganizar em torno da coerência, em vez da proteção.
Você não se liberta tentando consertar o passado. Você se liberta ao não mais viver a partir dele. Quando a memória é observada em vez de habitada, ela perde o poder de moldar sua biologia e seu futuro.
Dessa forma você retorna a um estado de amplitude interior, onde a vida pode fluir através de você novamente, sem resistência.
Este é o estado em que o corpo se lembra de sua inteligência original.
Este é o estado de presença, e presença é liberdade.
Canal: Octavia Vasile
Fonte primária: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1296891155796647&set=pb.100064273232754.-2207520000
Fonte Secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes Das Estrelas / Iara L. Ferraz
