Gerrit Gielen – “A Jornada da Alma Jovem”

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A JORNADA DA ALMA JOVEM

Sobre a dualidade e a aventura sem fim da alma

Na realidade mais profunda, tudo é um só. Por trás do mundo visível existe um campo ilimitado de amor, consciência e conexão, onde nada está realmente separado. E ainda assim a alma escolhe deixar essa unidade para trás por um tempo. Ela entra em um mundo onde as diferenças parecem reais, onde luz e sombra trocam de lugar, onde alegria e tristeza se encontram cara a cara. Isso não é um erro da alma—é uma escolha consciente, um ato de coragem, porque é justamente dentro desse mundo de dualidade que começa uma das maiores aventuras que uma alma pode conhecer: a descoberta de si mesma.

A VERDADEIRA NATUREZA DA DUALIDADE

Quando falamos de dualidade, geralmente pensamos em opostos: luz e escuridão, bem e mal, eu e outro. Mas esses não são verdadeiros opostos. Afinal, a escuridão não é uma força independente. Ela é apenas a ausência de luz; apague a luz à noite, e fica escuro.

A dualidade é algo interno; é outra palavra para medo. O medo sussurra que existe um mundo fora de nós e que há perigo à espreita, que os outros nos ameaçam, que estamos separados da vida e precisamos lutar constantemente para sobreviver.

Sem medo, naturalmente descansaríamos no amor e na conexão. Mas assim que o medo surge, tudo muda. Então se abre uma realidade, cheia de escolhas, desafios, incertezas e descobertas.

E é exatamente isso que atrai a alma jovem.

Faminta por experiência, ela escolhe deixar a consciência da unidade desaparecer—por um tempo. Não porque tenha deixado de amar, mas porque deseja provar a riqueza da vida. Como um ator que sobe ao palco e se perde completamente no papel.

Isso é encarnação.

Não é um castigo.

Não é um erro.

É um salto amoroso na grande aventura da existência.

POR QUE UMA ALMA ESCOLHERIA O MEDO?

Por que uma alma entraria em um mundo onde dor, perda e incerteza existem?

Pelo mesmo motivo que as pessoas contam histórias, escalam montanhas ou jogam jogos.

Um jogo sem regras não é um jogo. Uma história sem tensão não nos move. Uma jornada com um destino conhecido nunca é realmente uma aventura.

A dualidade cria exatamente esse espaço. De repente, coragem significa algo, porque o medo existe.

O amor ganha profundidade, porque o adeus é possível. A confiança só se torna real quando a dúvida existe.

Dentro dos limites deste mundo, onde as leis da natureza parecem dominar, onde o tempo passa, onde outros podem se tornar amigos ou inimigos, a alma descobre algo que ficou escondido na unidade eterna: ela mesma.

Aqui, na Terra, as pessoas constroem cidades e civilizações. Elas compõem música, escrevem poesia, descobrem novos mundos e criam arte. Elas se apaixonam, criam filhos, perdem pessoas queridas e encontram forças para seguir em frente. Elas enfrentam predadores e tempestades, mas também beleza, amizade e momentos que as emocionam até as lágrimas. Vivem toda a riqueza de ser humano, do desespero mais profundo à êxtase mais elevado. E tudo isso se torna possível porque a alma esquece temporariamente sua origem divina.

Não para sempre.  Apenas tempo suficiente para estar totalmente, completamente presente no jogo.

A MARAVILHA DA ALMA

A jovem alma olha para o mundo com os olhos bem abertos. Ela vê o céu estrelado como se ninguém nunca tivesse visto antes. Ela se maravilha com o silêncio de uma floresta, com a força do oceano, com a grandiosidade das altas montanhas. Tudo é novo. Tudo deseja ser descoberto. Até o medo faz parte da aventura. O desconhecido a chama. Deuses antigos, forças da natureza, os mistérios da vida e da morte—ela quer conhecer tudo. Não apesar da tensão, mas por causa dela.

É assim que a alma cresce. Vida após vida, ela descobre cada vez mais sobre o mundo. Mas, aos poucos, ela descobre algo ainda mais maravilhoso: ela mesma. Descobre que pode criar, amar, curar, construir, sonhar e resistir—que são exatamente os limites da existência terrena que revelam seus poderes escondidos.

Este capítulo da jornada da alma é uma celebração da própria vida. Um momento em que a existência transborda curiosidade, encanto e a fome de descobrir. E mesmo quando a alma envelhece e se torna mais sábia, aquela alma jovem nunca desaparece completamente. Ela vive em nós como a criança eterna do espírito—a parte que, não importa o que tenha passado, ainda sorri e diz:

“Vamos… vamos continuar. Ainda há tanto para descobrir.”

UMA AVENTURA SEM FIM

O crescimento da alma não tem linha de chegada.

À medida que a alma jovem amadurece, ela começa lentamente a lembrar quem realmente é. As lições da dualidade não são descartadas—elas são incorporadas em uma consciência maior, onde o amor e a unidade se tornam tangíveis novamente.

Então aprendemos a jogar o jogo sem nos perder nele.

Sentimos o medo, mas sabemos que ele não é nossa verdade mais profunda.

Encontramos a dualidade, mas nunca esquecemos completamente a unidade.

E talvez essa seja a maior arte de ser humano.

Então valorize a jovem alma que vive dentro de você. Proteja seu encantamento. Continue curioso. Caminhe lá fora como se estivesse vendo o mundo pela primeira vez hoje. Deixe-se emocionar pelo cheiro da chuva, pelo canto dos pássaros de manhã, pelo sorriso de um estranho. Tenha coragem de amar. Ouse criar. Ouse falhar. Ouse recomeçar. Porque as regras do jogo não são a verdade — elas são apenas o pano de fundo contra o qual sua alma aprende a se conhecer cada vez mais profundamente. Você é muito mais velho do que é agora, nesta vida. Muito maior do que a personalidade.

A estrada à frente nunca realmente acaba. Repetidamente, novos horizontes aparecem — novas percepções, novas chances de amar, de crescer, de se descobrir ainda mais.

A coragem da alma jovem é o que te trouxe à Terra. Honre essa coragem. Viva de todo o coração. Diga sim com total convicção para a aventura chamada vida. Porque o jogo é infinitamente maior do que você poderia imaginar, a descoberta nunca termina.

E você, alma querida, está exatamente onde deveria estar, agora.

Siga em frente.

E deixe sua luz brilhar.

Canal/Autor: Gerrit Gielen
Fonte primária: https://www.jeshua.net
Tradução: Sementes das Estrelas / Isadora Damasceno Branco

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Sobre o autor (a)

Neva (Gabriel RL) é uma consciência estelar de Alfa Centauri e walk-in atuante como embaixadora do Comando Ashtar na Terra. Herdeira de uma linhagem milenar de videntes xamãs, sua missão é a integração corpo-alma-espírito através da cura e elevação das Sementes das Estrelas na entrega das suas origens estelares. Especialista em Registros Akáshicos, Projeto Terra, Geometria Sagrada, Magia, Prosperidade e Alquimia, funde mediunidade com terapias integrativas como Constelação Sistêmica, Cristaloterapia, Aromaterapia e outras terapias profundas. Escritora e mentora, Neva dedica-se à expansão da consciência e prosperidade cósmica, unindo forças estelares e terranas para orientar a humanidade em momentos cruciais de transição planetária através do autoconhecimento e da ética galáctica. Veja a biografia completa de Neva

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