Irfan Hassan – “A espiritualidade é mais fácil do que você imagina”

Compartilhe esse artigo

A ESPIRITUALIDADE É MAIS FÁCIL DO QUE VOCÊ IMAGINA

A espiritualidade não é algo que você acrescenta à sua vida agitada – é o que resta quando você para de complicá-la. Descubra como estar presente, permitir e honrar as coisas comuns podem te trazer de volta a uma sensação de plenitude e paz.

Eu costumava pensar que a espiritualidade era algo que precisava acrescentar à minha vida. Achava que se tratava de encaixar os treinos em uma agenda já lotada, na esperança de que fizessem com que me sentisse melhor. Tratei esse assunto como uma vitamina – algo para que eu ficasse mais inteligente, mais em paz ou “completo”. Busquei isso com a mesma energia maluca que usava para todo o resto, presumindo que, se apenas espremesse mais uma coisa no meu dia, finalmente estaria curado.

Mas eu estava errado. A espiritualidade não é algo que se acrescenta; é algo que você descobre ao se livrar de tudo que não precisa. A espiritualidade estava presente o tempo todo.

Eu não descobri isso do dia para a noite. Aconteceu lentamente, ao longo de dias normais, quando finalmente comecei a perceber quanto esforço estava fazendo sem saber o porquê.

O PESO INVISÍVEL QUE CARREGAMOS

Talvez todos nós andemos por aí sentindo como se algo estivesse nos atrapalhando. Às vezes, o mundo é pesado demais para dar conta, e pode parecer que um fardo invisível nos puxa para baixo, tornando difíceis até as coisas mais simples. Mesmo em repouso, nossos corpos podem continuar tensos, em alerta para algo que possa acontecer.

Fiquei consciente de que carregava este fardo não quando as coisas estavam desmoronando, mas quando estavam calmas. Meu corpo não se acalmava. Meus ombros iam parar perto das orelhas; minha respiração ficava superficial. Minha mente ficava ocupada, ensaiando conversas futuras. Sentia que precisava estar pronto para qualquer coisa, como se ficar parado não fosse seguro.

Se eu ficava tão tenso quando tudo estava bem, para que estava me preparando? Por que me protegia da minha própria vida, mesmo quando as coisas estavam em paz?

OUVINDO A INTELIGÊNCIA DO CORPO

As coisas mudaram para mim quando parei de tratar meu corpo como uma máquina e me sintonizei com a sabedoria dele. O corpo reage aos acontecimentos muito antes do cérebro formar uma opinião a respeito. Ele fica tenso quando encaramos uma suposta ameaça e relaxa quando nos sentimos seguros. Mas muitos de nós ignoram isso.

Comecei a prestar atenção aos pequenos sinais. Percebi que meu peito apertava quando estava com pressa. Sentia um peso atrás dos olhos quando fazia coisas demais. Sentia alívio quando abandonava as expectativas.

Ao prestar atenção a estes sinais, percebi algo importante: não estava cansado por causa do que estava fazendo; estava cansado por causa da forma como fazia. Eu estava forçando meu caminho pela vida.

A ILUSÃO DA SEPARAÇÃO

Acho que muitas das nossas dificuldades vêm da crença de estarmos separados de todo o resto – cada um de nós, pequenas unidades solitárias, movendo-se por um mundo que não se importa conosco. Nos comparamos com os outros e sentimos que sempre temos que nos defender ou provar que somos bons o suficiente.

Mas quando estamos presentes de verdade, percebemos que isso não é verdade. Às vezes, quando simplesmente andamos, escutamos ou respiramos, a parede entre nós e o mundo parece mais tênue. Não vivemos sozinhos; fazemos parte de algo maior. E podemos parar de nos esforçar tanto.

Abrir mão deste esforço não é fugir da realidade; na verdade, é encontrar-se com ela. Plenitude é simplesmente lembrar que você não está separado de todo o resto.

PRATICANDO O PERMITIR

Muita gente fala sobre espiritualidade como se fosse um trabalho árduo. Dizem para você se concentrar intensamente, disciplinar a mente e elevar a consciência. O esforço tem seu lugar, mas pode facilmente se transformar em mais uma forma de controle.

Tive que aprender a “permitir” que as coisas simplesmente fossem.

Permitir não é preguiça, nem apatia. Significa encarar o que está acontecendo sem tentar mudar a situação de imediato. Significa deixar os pensamentos surgirem sem persegui-los e permitir que os sentimentos fluam sem resistência. Comecei a praticar essas coisas de pequenas maneiras: permitindo que haja silêncio em uma conversa; fazendo uma pausa antes de responder alguém; permanecendo com uma sensação desconfortável, sem tentar explicá-la ou justificá-la.

A princípio pareceu estranho, porque me sentia confortável acreditando que estava no controle. Eventualmente, percebi que “permitir” criava espaço. E naquele espaço, vi que estava forçando resultados, tentando fazer com que as pessoas me entendessem ou resolvendo problemas que ainda nem tinham acontecido. Quando parei, a simples verdade da situação ficou clara por si só: a espiritualidade pede apenas que você se mostre de forma honesta.

VIVER SEM UMA CONSTANTE AUTOCORREÇÃO

Muitos de nós vivem em uma maratona de aperfeiçoamento pessoal. Nos observamos como falcões. Estou fazendo certo? Estou calmo o suficiente? Sou espiritual o suficiente? Até quando tentamos relaxar, parte de nós fica parada no canto, avaliando nosso desempenho.

Nunca estamos totalmente presentes porque parte de nós está sempre observando e julgando.

Parar de me criticar parecia arriscado. Pensei: se eu não me controlar, quem vai? Mas descobri algo surpreendente: sem aquela voz negativa na minha cabeça, me senti mais aterrado. Fiz as coisas com mais naturalidade. Quando cometi erros, fiquei curioso, em vez de envergonhado. Passei a confiar em mim mesmo – não para ser perfeito, mas para lidar com o que quer que acontecesse; para entender o que está acontecendo agora.

O SAGRADO NO COTIDIANO

A maioria de nós tem uma visão equivocada da espiritualidade. Imaginamos que a iluminação só nos visita em retiros ou em grandes eventos que transformam a vida. Estes momentos são bacanas, mas não constituem a base de uma vida espiritual.

A base está nas coisas do dia a dia.

Está na maneira como você acorda, como ouve as coisas, como espera numa fila, como lida com a frustração e como descansa. Está presente nos momentos que não parecem nem um pouco espirituais.

Quando você presta atenção ao que acontece, até lavar a louça ou caminhar para o trabalho parece algo digno. Você não está apenas completando tarefas – está de fato vivendo-as. Talvez a vida não seja dramática, mas será mais íntima.

Quando você honra as coisas comuns, a espiritualidade deixa de ser uma meta que você busca atingir e simplesmente se torna a maneira como você vive.

PLENITUDE COMO FORMA DE SER

As pessoas também interpretam mal o conceito de “plenitude”. Muitas vezes, pensam que isso significa estar “completo” e que nada de difícil vai acontecer novamente. Mas a verdadeira plenitude inclui as coisas desconfortáveis, as incertezas e as mudanças. E isso transforma a maneira como nos relacionamos com elas.

Quando você vive a partir de um estado de plenitude, não divide a vida em partes boas e partes ruins. Você acolhe a alegria e os momentos difíceis apenas como partes da vida.

Isso não acontece de uma vez. Requer prestar atenção, permanecer humilde e retornar continuamente ao momento presente.

Eu continuo perdendo a paciência. Continuo esquecendo as coisas. Continuo com pressa. Mas agora, estou melhor em perceber quando isso acontece e voltar ao momento presente – não me culpando, mas sendo gentil. Ser gentil comigo não me livra de problemas; na verdade, me mantém firme.

UMA ESPIRITUALIDADE QUE PODE SER VIVIDA

O mais importante para mim agora é que esse tipo de espiritualidade funciona na vida real.

Tem que funcionar quando estou ocupado, quando há barulho e quando as coisas não estão perfeitas. Quero que isso me ajude a ver claramente a pessoa que está à minha frente, sem o filtro dos meus julgamentos. Julgar gera distância, mas estar presente na luta de alguém gera conexão. A espiritualidade deveria fazer com que a gente se sinta mais conectado, não como se fossemos melhor do que os outros.

Se você não consegue viver sua espiritualidade em um dia qualquer, ela está incompleta.

O que aprendi é simples, embora nem sempre fácil: estar presente é mais importante do que tentar ser uma pessoa “melhor”. E ouvir o que realmente está acontecendo é mais importante do que forçar um resultado. Plenitude não vem do esforço; vem de ser honesto.

Não precisamos nos tornar uma pessoa nova para viver espiritualmente. Só precisamos parar de nos abandonar enquanto tentamos. Quando isso é feito, descobrimos que o que procurávamos não estava em outro lugar. A espiritualidade já estava aqui, esperando que a notássemos.

Autor/Canal: Irfan Hassan
Fonte: https://www.spiritualityhealth.com/spirituality-easier-than-you-think
Fonte secundária: https://eraoflight.com/2026/08/23/spirituality-is-easier-than-you-think/
Tradução: Sementes das Estrelas / Mariana Spinosa

Loading spinner
Compartilhe esse artigo

Sobre o autor (a)

Neva (Gabriel RL) é uma consciência estelar de Alfa Centauri e walk-in atuante como embaixadora do Comando Ashtar na Terra. Herdeira de uma linhagem milenar de videntes xamãs, sua missão é a integração corpo-alma-espírito através da cura e elevação das Sementes das Estrelas na entrega das suas origens estelares. Especialista em Registros Akáshicos, Projeto Terra, Geometria Sagrada, Magia, Prosperidade e Alquimia, funde mediunidade com terapias integrativas como Constelação Sistêmica, Cristaloterapia, Aromaterapia e outras terapias profundas. Escritora e mentora, Neva dedica-se à expansão da consciência e prosperidade cósmica, unindo forças estelares e terranas para orientar a humanidade em momentos cruciais de transição planetária através do autoconhecimento e da ética galáctica. Veja a biografia completa de Neva

Interaja com a gente

Deixe seu comentário