PASSAMOS A MAIOR PARTE DE NOSSAS VIDAS FUGINDO DO MOMENTO
Tenho observado de perto a mim mesmo e a dezenas de outras pessoas há anos, como uma Jane Goodall do comportamento humano (N.T. Jane Goodall foi uma cientista primatóloga que estudava o comportamento dos chimpanzés)… e o que noto é que passamos a maior parte do tempo correndo.
Corremos tanto que poderíamos nos chamar de ultramaratonistas!
Olhe atentamente para si mesmo hoje e veja se consegue perceber isso.
Coisas das quais fugimos:
- Desconforto (correr para confortos como redes sociais, telefones, TV, jogos, comida)
- Incerteza e medo (procrastinar ou evitar, perfeccionismo e controle)
- Tédio, silêncio, quietude
E estamos fazendo isso o dia todo. Sem julgamento – é assim que é para um humano.
O QUE A FUGA PRODUZ EM NOSSAS VIDAS
Esta fuga do desconforto, da incerteza, do medo, do tédio, do silêncio e da quietude… é isso que resulta em:
- Procrastinação e evitação, e-mails parados na caixa de entrada por algum tempo, projetos que ficam paralisados, treinos que são adiados para o dia seguinte
- Esforços de mudança de hábitos que descarrilam
- Comer alimentos que não estão em nossos planos
- Excesso de trabalho e exaustão, sem definição de limites
- Evitando conversas difíceis, problemas de relacionamento
- Vícios, ser consumido pelas redes sociais ou notícias, não conseguir fugir do telefone ou da tecnologia, problemas de sono
- Não ser capaz de assumir a responsabilidade pelas nossas emoções, não processar essas emoções e uma série de problemas que resultam disso
Eu diria que os principais problemas que enfrentamos na nossa sociedade (e como indivíduos) decorrem desta corrida.
Então, como paramos de fugir? Bem, essa é uma meta irreal – mas vamos ver como desacelerar a fuga.
Como desacelerar quando tudo o que você quer fazer é fugir
A primeira coisa, claro, é perceber a fuga. Não tendemos a notar, nem queremos notar. Mas se você puder ver todas as maneiras pelas quais você foge – digamos, procrastinação, mídias sociais, junk food e evitar conversas difíceis – então você poderá perceber quando está fazendo isso.
Se você perceber que está fugindo… faça uma pausa. Diminua a velocidade por um momento. Você ainda pode ir para o seu conforto, mas diminua a velocidade e respire por apenas alguns segundos.
Nessa pausa você consegue perceber o que está sentindo? Do que você quer fugir? Você pode estar presente nisso por pelo menos 5 segundos? Observe como é a sensação em seu corpo.
Com o tempo, se você fizer essa pausa e estiver presente na prática das emoções, você desenvolverá uma capacidade maior para fazê-la. Você poderá fazer isso por 10 segundos, 20 segundos, um minuto e mais. Também encorajo você a encarar isso com amizade, como se não fosse um inimigo ou uma espécie de sofrimento, mas uma parte terna do seu coração.
Experimente. Veja como é não fugir. Isso lhe dá escolha. E então um mundo totalmente novo pode se abrir.
Com carinho,
Leo Babauta, do Zen Habits
Canal: Leo Babauta
Fonte primária: https://zenhabits.net/
Fonte Secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas/ Iara L. Ferraz

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