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terça-feira, 26 de maio de 2020

Maria Chambers - "Padrões na nova energia - um olhar mais atento"



Padrões, formas familiares de experimentar a realidade foram profundamente arraigados no ser humano ao longo das eras. Em um mundo aparentemente incerto, os padrões de comportamento nos dão uma sensação de segurança. A previsibilidade é essencial para a nossa saúde física e mental. Os padrões que o Planeta segue, que a Mãe Natureza segue, que a sociedade, a cultura e nossos familiares seguem nos dão uma sensação de equanimidade. Mesmo que alguns desses padrões não sejam do nosso interesse.

Na nova energia, começamos a perceber que alguns desses padrões familiares foram rompidos. O modo como o tempo passa é um bom exemplo. Parece estar acelerando e parece estar mais fluido.

A maneira como o nosso corpo reage à alimentação e ao ambiente está mudando. As coisas que costumávamos apreciar, que nos davam uma sensação de conforto, não funcionam mais. A forma como manifestamos as coisas mudaram. De fato, é tão mais fácil manifestar agora que pode ser perturbador para a nossa mente.

Os velhos padrões de ter que exercer força e tentar administrar e controlar os resultados não funcionam mais. O planejamento, o estabelecimento de metas e a visualização focada são coisas de antigamente. Pessoalmente, pelo menos para mim, nunca funcionaram.

Mas, a mente gosta de estabilidade. Orgulha-se de poder controlar as coisas para garantir que continuem seguindo um padrão previsível. É por isso que a mente não é muito criativa. Raramente sai da caixa. Gosta da segurança.

E, à medida que despertamos e tudo o que consideramos sagrado começa a desmoronar, a mente interpreta isso como ruim. Muito, muito ruim.

A mente não vê isso como apenas uma mudança evolutiva e uma repadronização. Então, é de se admirar que toda essa coisa de iluminação esteja deixando a mente um pouco doida?

Considero-me alguém que sempre fez as coisas fora da caixa, no entanto, conforme chego mais perto de minha realização e iluminação incorporada, minha mente parece estar se apegando ainda mais a alguns padrões antigos.

E isso porque está ficando mais temerosa do que significa abandonar tantos antigos padrões de pensamento e sentimento. Mas, também sabe que se não liberar, haverá um inferno a pagar. Haverá até mais perturbação em minha vida.

Mas, já tendo deixado muito de lado, meus ancestrais, minha família espiritual de volta para a casa, a consciência de massa, e vendo que eu não caí no abismo, minha mente está agora mais confiante em relação a esse processo de despradonização.
A mente necessita de evidências tangíveis de que está segura e que não cairá da face da Terra de algum modo. E que, de fato, a vida fica mais fácil e mais divertida se apenas confiar.

Nesse meio tempo, ninguém está levando embora todos os padrões porque muitos deles nos servem bem.

E sabemos quais não são quando eles saem pela culatra ou quando nada muda fundamentalmente.

Conforme as pessoas envelhecem, tendem a apegar-se aos padrões e não são mais flexíveis em seu comportamento ou pensamento. Mas, observo até em alguns jovens que eles são bem estabelecidos em suas crenças.

A mente seduz o coração regularmente a jogar com o que é seguro. Para não correr muitos riscos reais. Para não tentar nada novo. Principalmente novos modos de ver a realidade. A maioria das pessoas permite que os outros determinem a realidade para elas.

Permitem que outras pessoas as convençam de que trabalhar duro em um emprego que não lhe traz alegria é a única opção viável na vida.

Permitem um pensamento que lhes diz que a vida é dura e que merecem apenas o suficiente. Saúde suficiente, riqueza suficiente, amor suficiente.

O padrão mais difícil de romper é aquele que nos diz que não somos dignos. As pessoas lutarão até a morte para defender isso.

Assim, os padrões estão se desconfigurando na nova energia. Isso não quer dizer que haverá caos onde todos estarão correndo pelas ruas e se tornando psicóticos e que haverá pânico incontrolável.

Mas, não é interessante como as pessoas estão mais temerosas do atual corona vírus porque não é típico em seu comportamento. Não parece seguir padrões típicos de um vírus. De fato, deram o nome de novo corona vírus.

Não é interessante que uma sensação de incerteza, de não poder controlar algo dê aos seres humanos mais motivos para o pânico. E é fascinante perceber como eles tentarão controlar seus temores por tentar controlar o ambiente e seus corpos para impedir a infecção.

E é interessante notar como algumas pessoas ficam zangadas com os outros por não cumprirem e outros se zangam por sentir que a sua liberdade está sendo violada por todas as regras e precauções estabelecidas.

Torna-se uma batalha dualista que até assume dimensões políticas. E isso tudo baseado no medo de não estar no controle. Independentemente de se tratar de um vírus ou da própria soberania, não tem que ficar em casa e utilizar máscara.

SEGURO, MAS MORTAL

Mas, à medida que acessamos a nossa liberdade, percebemos cada vez mais que muitos antigos padrões, de diversos modos, estavam nos mantendo aprisionados em nossa realidade desprovida de cores. Seguro, mas mortal.

O que parece ser o caos não o é realmente. Trata-se da reorganização dos antigos padrões que não nos servem mais. E eu tenho a mais profunda compaixão pelo ser humano em tudo isso. Não é fácil liberar antigos padrões que parecem tão familiares.

É por isso que a maioria dos seres humanos está surtando. Os antigos sistemas em que eles confiaram parecem estar desmoronando. Não eram sistemas muito bons, estavam ficando corrompidos, mas, pelo menos eram alguma coisa.

TRANSFORMAÇÃO EM NÍVEL EVOLUTIVO

Aqueles de nós que não fazem mais parte deste mundo, ainda estão lidando com uma mente que é resistente à mudança. Felizmente nossa alma está passando cada vez mais para o assento do motorista e demonstrando à mente que tudo funciona.

Que este é um momento de transformação em nível evolutivo, não pode ser negado. Que existe um despertar global, é evidente. Aqueles de nós em etapas finais desse despertar estão começando a perceber a enormidade do que está acontecendo.

Somos um pequeno grupo, com certeza. Os números estão subindo todos os dias. Mas não precisa que haja milhões de seres humanos para afetar a consciência. Essa é a coisa mais incrível acerca disso.

Não é um jogo de números. É só estar aqui e deixar brilhar a nossa luz. Não do modo religioso antigo de tentar converter alguém. Não há literalmente nada que precisemos fazer. Tudo o que precisamos vem a nós.

Percebemos o que esta expressão estar no mundo, mas não ser do mundo realmente quer dizer.

Sabemos em nosso coração e em nossa alma que isso não significa que não nos importamos ou que somos egoístas. Para fazer essa incorporação iluminada funcionar precisamos de tempo, espaço e muito autocuidado.

Precisamos abrir mão de muitos relacionamentos e atividades e passar muito tempo sozinhos. Foi desafiador em muitos níveis, física e emocionalmente. E, como até liberamos muitos padrões emocionais de nosso ser, como sentimentalismos pelo passado, a mente está preocupada. Por que não sentimos as mesmas coisas acerca da mãe, da avó ou de quem quer que seja? Isso significa que não me importo ou não os amo?

Não, em absoluto. Estamos liberando os velhos padrões entre nós e eles que nos mantiveram presos em um ciclo cármico.

AMOR PRÓPRIO

Então, finalmente, estamos acolhendo o amor próprio. Um amor do nosso lado humano e da nossa alma que aceita tudo o que nos diz respeito. Sabemos que sem essa espécie de amor, realmente não existe amor para mais ninguém. Um amor que não pede nada em troca. Um amor que não possui apegos, expectativas ou condições. Um amor que nada tem a ver com culpa ou obrigação.

Que essa velha espécie de amor, não é amor é uma alimentação.

Descobrimos que todos os demais, em algum momento, aprenderão a se amar. Que não somos responsáveis por amá-los ou a qualquer outra pessoa. Essa é uma mudança radical. Estávamos tão acostumados a sentir a dor alheia, tentando tirá-la deles. Tentando amar os outros, como se isso fosse o mais elevado padrão para ser uma boa pessoa.

Esse é um padrão antigo que será extinto.

Um pequeno número de nós já passou pelas partes mais difíceis do despertar, e, como resultado, liberamos alguns padrões antigos e aprisionantes. Agora estamos em uma posição de realmente poder ajudar a humanidade.

Podemos ensinar os demais como se amar, apenas sendo seres humanos que amam a si mesmos, que incorporaram a própria alma, seu eterno self, bem aqui, neste lugar chamado Planeta Terra.

Esta é a maior dádiva que podemos oferecer ao restante da humanidade.


Autor: Maria Chambers  
Tradução: Ivete Brito - adavai@me.com -www.adavai.wordpress.com
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