Louisa Rogers - "Sou uma meditadora meia-boca, mas ainda assim vejo benefícios" - Sementes das Estrelas

Louisa Rogers – “Sou uma meditadora meia-boca, mas ainda assim vejo benefícios”

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SOU UMA MEDITADORA MEIA-BOCA, MAS AINDA ASSIM VEJO BENEFÍCIOS

A meditação a longo prazo pode gerar mudanças sutis, porém duradouras. Descubra como décadas de meditação transformaram a vida de uma mulher. A prática ajudou ela a se tornar menos reativa, a se comunicar com mais sabedoria e a lidar com seus sentimentos com mais leveza.

Às 6h20 da manhã, todos os dias da semana, levo meu laptop para a cozinha, onde participo de um grupo diário de meditação online chamado Contemplação Matinal. Somos cerca de 65 pessoas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Eu participo pelo Zoom de Eureka, na Califórnia. Nossa hora juntos é dividida em três partes: um terço de meditação silenciosa, um terço compartilhando um breve trecho ou citação fornecida pelo facilitador daquela manhã e um terço oferecendo apoio uns aos outros, bem como a pessoas fora da sala do Zoom — incluindo familiares, amigos e desconhecidos.

Sou uma meditadora meio desleixada, meio sem muita dedicação. Passo por períodos em que medito diariamente e outros em que fico meses sem meditar. Mesmo assim,  a meditação  faz parte da minha vida há mais de 30 anos. No início dos anos 90, meu marido entrou para um grupo Zen e, alguns meses depois, me perguntou se eu gostaria de meditar com ele em casa três vezes por semana. De manhã cedo, sentávamos em grandes  zafus  (almofadas) pretas na nossa sala de estar por 20 minutos e depois caminhávamos bem devagar pelo caminho de tijolos que circundava o nosso jardim. Não moramos mais naquela casa, mas ainda me lembro da alegria que sentia ao passar pelas nandinas rosadas ao longo do caminho.

Desde então, perdi meu pai e uma irmã, mudei de casa duas vezes e comprei uma casa no México. Em meio a todas as idas e vindas da minha vida, a única constante tem sido minha prática de meditação. Frequentemente me encontro sentada em silêncio sobre uma almofada ou uma cadeira, fazendo o que quer que minha mente faça, experimentando diferentes formas: do Zen e Vipassana, uma forma ocidentalizada de meditação budista, à “oração centrante”, uma meditação com influência cristã. Embora cada estilo seja ligeiramente diferente, eles compartilham o objetivo comum de ajudar você a evitar viver uma vida sem rumo.

Não espere resultados dramáticos, mas…

AS TRANSFORMAÇÕES SUTIS E DURADOURAS DA PRÁTICA

Não exijo muito da meditação. Não espero epifanias espirituais, iluminação, uma vida sem estresse, ou mesmo que a meditação melhore a qualidade de um determinado dia. Essas recompensas ocasionalmente acontecem, mas não descobri que esperar que aconteçam seja útil.

E, no entanto… certa manhã, enquanto contemplava em silêncio os rostos dos meus colegas meditadores na tela do computador, percebi que anos de meditação me transformaram de diversas maneiras.

Uma das mudanças que notei foi que me tornei menos impulsiva. Um pensamento frequente que me ocorre durante a meditação é: “  Preciso fazer isso!”.  Lá estou eu, sentada em silêncio, quando uma repentina sensação de urgência me invade.  Droga! Acho que não desliguei a cafeteira e estou com medo de que ela superaqueça.  Ou  esqueci de comprar detergente.  Agora, convivo com essa ansiedade familiar, incômoda e repentina, sem fazer nada para que ela desapareça. Depois de alguns minutos, minha mente divaga em outra direção. As sombras na parede à minha frente mudam de padrão, e o sino toca, sinalizando o fim da meditação e o retorno ao grupo. O tempo passou. Posso ainda sentir que é importante tomar uma determinada atitude. Ou não. Mas não sentiria a necessidade de agir imediatamente. O que parecia tão urgente, afinal, não era.

A urgência constante não é um estado saudável. Durante a meditação, observo a intensidade que surge em mim e pratico  não  agir de acordo com ela. Essa disciplina me beneficia também no meu dia a dia.

Outra mudança que fiz foi no meu  estilo de comunicação . Eu costumava acreditar piamente que ser direta e franca era a maneira correta de ser, superior a todas as outras, e que eu era a personificação dessa qualidade. Acreditava ser uma pessoa melhor por ter a coragem de dizer às pessoas coisas que eu achava que elas precisavam ouvir. Me arrepio só de pensar nas coisas que já disse em nome da honestidade.

Ainda valorizo a franqueza. E ainda me manifesto — exceto quando não o faço. Às vezes, calo-me e não digo nada; outras vezes, escuto e incentivo a pessoa a se expressar; outras vezes ainda, reflito mais antes de dar minha opinião. Como tomei consciência dos meus padrões por meio da meditação, agora tenho mais opções à minha disposição.

UMA EVOLUÇÃO INCREMENTAL

Uma terceira forma pela qual mudei diz respeito a como reajo aos meus sentimentos. Cresci na era dos grupos de encontro e da terapia gestalt. Os sentimentos eram a minha religião e, como qualquer seguidor devoto, eu venerava o deus que havia criado. Eu fui magoada! Eu fui maltratada! Você precisa saber disso!

Honro meus sentimentos. Como crianças pequenas, eles merecem atenção e respeito. Se eu os ignorar, podem se intensificar de maneiras prejudiciais. Eles são importantes. Mas não são  tão  importantes assim. São apenas sentimentos. Só isso.

Quando medito, um sentimento costuma surgir no teatro da minha mente. Para mim, frequentemente é o ciúme. Nada que eu faça o fará desaparecer. Então, sento-me ali e sinto o ciúme percorrendo meu corpo em toda a sua intensidade vertiginosa, em todas as suas nuances. Eu o estudo; eu o exploro de perto. O que é isso que está fazendo meu coração bater mais rápido? Enquanto investigo o ciúme — ou qualquer outra coisa que ocupe minha mente — uma alquimia acontece: ele se transforma, muda de forma. Minutos depois, me pergunto:  Para onde foi?  Não é que o sentimento tenha desaparecido completamente, sem deixar vestígios, mas ele adquire uma qualidade diferente.

Os sentimentos se transformam. Vêm, vão. Eu os percebo, mas já não os levo tão a sério, e por isso agradeço à meditação.

Na minha experiência, a meditação é um processo gradual, que aos poucos vai desgastando minhas defesas mais rígidas e me transformando, às vezes até mesmo contra a minha vontade. Trinta anos atrás, quando eu tinha 44, jamais imaginaria que essas mudanças aconteceriam. Provavelmente, eu nem  as desejaria  , tamanha era o meu apego à persona que eu tinha naquela época. Agora, vendo como evoluí, sou grata. E não vejo motivo para parar de meditar. Não consigo imaginar quais mudanças ainda estão por vir, mas estou ansioss para descobrir.

Canal: Louisa Rogers
Fonte: https://www.spiritualityhealth.com/half-assed-meditator-benefits
Fonte secundária: https://eraoflight.com/2026/07/13/im-a-half-assed-meditator-but-i-still-see-benefits/
Tradutor: Fernando Gomes – fernando.gomeslf@outlook.com

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Sobre o autor (a)

Neva (Gabriel RL) é uma consciência estelar de Alfa Centauri e walk-in atuante como embaixadora do Comando Ashtar na Terra. Herdeira de uma linhagem milenar de videntes xamãs, sua missão é a integração corpo-alma-espírito através da cura e elevação das Sementes das Estrelas na entrega das suas origens estelares. Especialista em Registros Akáshicos, Projeto Terra, Geometria Sagrada, Magia, Prosperidade e Alquimia, funde mediunidade com terapias integrativas como Constelação Sistêmica, Cristaloterapia, Aromaterapia e outras terapias profundas. Escritora e mentora, Neva dedica-se à expansão da consciência e prosperidade cósmica, unindo forças estelares e terranas para orientar a humanidade em momentos cruciais de transição planetária através do autoconhecimento e da ética galáctica. Veja a biografia completa de Neva

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