QUEM É VOCÊ? MANEIRAS FÁCEIS DE DESCOBRIR SUA VERDADEIRA ESSÊNCIA
Aprenda a silenciar, expressar sua verdade, seguir sua energia e tornar-se a pessoa estável e cativante que você admira.
“Quem é você?”
Uma pergunta tão simples, mas que desperta algo ancestral no peito. Quando faço essa pergunta às pessoas – quando olho alguém nos olhos e pergunto: “Quem é você?” – a voz delas fica cautelosa de repente. Elas endireitam a postura, como se estivessem sendo entrevistados. A resposta se torna uma performance. Começam a me dizer quem aspiram ser, recitando as partes polidas de si mesmas – as partes que soam bem no papel.
É claro que nem todos reagem dessa forma. Conheci algumas raras almas que vivem com um tipo de honestidade discreta. Mas muitos de nós ainda lutamos para sermos quem realmente somos em essência.
A maioria das pessoas, quando perguntadas “Quem é você?”, menciona características que nunca possuíram de fato. Elas destacam os pontos fortes que esperam que os outros notem e escondem as fraquezas que esperam que passem despercebidas. Algumas se apegam às características que as fazem parecer bem, enquanto outras se agarram a tudo que possa lhes dar um ar misterioso ou transgressor, porque o mundo moderno romantizou ser tóxico, transformando isso em estética.
Escolhemos traços de personalidade como quem escolhe roupas.
Instalamos identidades como filtros.
Mostramos as partes limpas e escondemos as sujas.
Eis a triste verdade: muitas pessoas não sabem quem são.
ABANDONANDO O EU VERDADEIRO
Quando você não se conhece, fica vulnerável a tudo. Um comentário pode te destruir. Um boato pode te definir. A opinião de um estranho pode mudar completamente a sua vida. Um único momento de rejeição pode abalar sua autoestima.
Então as pessoas se encolhem. Se curvam. Representam. Imploram por migalhas de validação. Quando você não sabe quem é, se transforma em qualquer coisa que faça o mundo te aplaudir. Passa a confundir aprovação com identidade, atenção com afeto. Você busca afirmação mesmo quando isso lhe custa a dignidade.
Mas a ironia é que o conforto que você obtém ao fingir nunca vai se comparar ao que recebe quando finalmente se conecta com si mesmo.
As pessoas com a presença mais marcante – aquelas que entram numa sala e, silenciosamente, transformam a atmosfera – têm uma coisa em comum: elas sabem quem são. Transmitem uma sensação de firmeza e constância. Atraem sem esforço. Mesmo que o mundo inteiro se oponha a elas hoje, acordam amanhã com a mesma autoconfiança.
E aqui vai a dolorosa conclusão: o magnetismo que você admira nelas é justamente o que você está buscando da maneira errada.
EVIDÊNCIAS DA SUA INAUTENTICIDADE
Você diz que sabe quem você é? Está bem… então pense nas vezes em que suas ações contaram outra história:
Quando seu namorado (ou namorada) te traiu e você tentou se parecer mais com a outra mulher (ou homem) só para mantê-lo (a) por perto.
Quando sua família te tratava mal, mas você continuava dando tudo de si apesar do sofrimento.
Quando você se desdobrava por pessoas que nem percebiam.
Quando você se calou para evitar conflito com alguém que te desrespeitou.
Quando você disse sim quando queria dizer não.
Quando você se desculpou por ser você mesmo.
Não se trata de julgar. Trata-se de perceber seus padrões. Não na busca pela perfeição, mas para reconhecer quando você se desfez de partes de si mesmo, para que possa aprender a tê-las por perto novamente.
Se conhecer significa valorizar o seu próprio valor em primeiro lugar, para que a aprovação do mundo se torne opcional em vez de necessária.
SINTA O QUE REALMENTE ESTÁ SENTINDO
Então, por onde começar?
Comece por ficar sozinho, sem distrações. Não precisa fugir para uma cabana na floresta – experimente simplesmente sentar no carro com o rádio desligado, dar um passeio sem os fones de ouvido, tomar banho sem o celular ligado ou deitar na cama sem navegar nas redes sociais
Neste silêncio, o ruído do qual você vinha fugindo finalmente aparece. No início, é desconfortável. Você vai se deparar com a ansiedade que vinha evitando, o tédio que vinha tentando reprimir, os pensamentos que você afoga sob a opinião alheia. Mas se você permanecer nele, se parar de pegar o telefone toda vez que sentir um mínimo de desconforto, vai começar a ouvir a própria voz – não a voz que finge, mas a sua verdadeira voz.
O segundo passo é simples, mas desafiador: diga a verdade em voz alta. Comece devagar. Quando não estiver bem, diga: “Na verdade, não estou bem”. Quando não quiser sair, diga: “Hoje não estou com vontade”. Quando estiver magoado, não diga “Está tudo bem”. Diga: “Isso me magoou”. Cada verdade traça uma linha que diz: Este sou eu.
À medida que essas verdades se acumulam, seus limites ficam mais claros e você, de repente, consegue responder às perguntas antes insolúveis: Quem sou eu quando ninguém está olhando? Quem sou eu quando paro de me censurar?
TORNANDO-SE RADICALMENTE HONESTO
O passo final é monitorar sua energia como se fosse importante, porque é. Observe o que te esgota e o que te revigora de verdade – não o que você deveria amar, e não o que impressiona os outros.
Pergunte-se:
– Que tipo de conversa me deixa mais leve?
– O tempo que passo com quais pessoas em minha vida me deixa mais pesado?
– Quais atividades me fazem perder a noção do tempo?
– Quais obrigações me fazem temer o dia seguinte?
Sua energia não mente; ela é a bússola mais precisa que você possui. Siga-a, mesmo quando isso fizer de você o “estranho”, e mesmo quando decepcionar os outros. A alternativa é passar a vida emocional e espiritualmente falido, se perguntando por que nunca se sente em casa.
Quando você finalmente começar a focar sua energia naquilo que é seu de verdade, um dia você vai acordar e perceber que:
Ah. Ser eu mesmo é assim.
E ninguém pode tirar isso de você.
Autor/Canal: Pascaline Odogwu
Fonte: https://www.spiritualityhealth.com/who-are-you
Fonte secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas / Mariana Spinosa
