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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Sarah Varcas - "Amor selvagem"



No dia 16 de outubro de 2020, teremos uma Superlua Nova no 24º grau de Libra às 19:32 UTC. O Símbolo Sabiano para este grau – uma terceira asa no lado esquerdo de uma borboleta – reflete a triangulação de algo que anteriormente parecia uma questão de “ou isto ou aquilo”; sinaliza uma ocorrência incomum, que chama a nossa atenção para alguma coisa nova e inesperada; uma questão que considerávamos encerrada revela sua natureza multidimensional. Assim, esta lua prenuncia uma oportunidade de refletirmos sobre essas áreas de certeza que deixamos de questionar porque já nos pareciam “assunto encerrado”. A oposição do planeta-anão Eris a essa lua revela quanto esta nova perspectiva poderá ser surpreendente, se abrirmos nossos corações ao seu poder.
 
Na escuridão desta lua, podemos experimentar um sentido mais profundo do nosso poder inato, ao contemplarmos a força que reside em nosso âmago: a inabalável força-vital, compartilhada com todos os seres em todos os lugares. Nas próximas semanas, poderemos nutrir e estimular esta conexão com nosso eu soberano, que não pode ser diminuído por nada nem ninguém, por mais amedrontados ou impotentes que possamos nos sentir. As oscilações que emanam desta lua, juntamente com a atual passagem retrógrada de Mercúrio por Escorpião, definem o cenário para os três meses finais deste ano, iluminando as questões, as bênçãos e os desafios a nós apresentados.
[NT: sobre a atual passagem retrógrada de Mercúrio por Escorpião, leia também “Ainda Tem Muito Jogo Pela Frente”, de Sarah Varcas, em https://www.facebook.com/vera.lccorrea/posts/3014576625314654]

A Lua Negra Lilith, em conjunção com Eris nesta lua, honra nossa essência vital e pura, que não pode ser conquistada pela atual declaração implacável de vulnerabilidade inerente. Muitos agora temem um vírus. Outros, a tirania. Alguns temem os dois, e outros, nenhum. O medo da morte foi transformado em arma para forçar a submissão, o isolamento e a suspeita de uns em relação aos outros. Mas quando permitimos que o medo dite todos os nossos movimentos, não conseguimos pensar direito nem sabiamente, e aqueles que o propagam ganham um poder desproporcional sobre nossas vidas. Esta Superlua afirma que o amor é o único remédio para o medo, pois, quando permanecemos enraizados no amor, podemos enxergar a nossa própria inquietação e a das outras pessoas, através de um olhar mais sábio e compassivo.

Mas seria errado equiparar o amor apenas à bondade submissa! Esta lua fala de amor selvagem, que queima, que cauteriza; amor inflexível e amor enraivecido. Ela afirma que esse amor do Eu é vital, se quisermos permanecer firmes no que sabemos ser verdade. Pois se não pudermos ser quem genuinamente somos, qual seria o sentido de ser? Nesta lua nos encontramos com a força primordial que dá origem à criação; o quebrar das ondas na costa e a tenacidade corajosa necessária para chamar a escuridão pelo nome; uma força formidável que pode nos derrubar com suas muitas faces de dor e desejo, compaixão ardente e graça terrível – este é o amor que endurece enquanto suaviza e coloca pedras onde antes o chão cedia. Ele explode em “vir a ser” e faz nascer o futuro descontrolado pelo medo. Pode ser a força de um furacão, derrubando nossa porta para nos alcançar, rompendo a terra para penetrar nossa alma. Ou pode vir como um relâmpago de despertar, que modifique todas as coisas.

Esta lua libriana reajusta o poder do amor e pode atingir-nos exatamente onde é doloroso mudar nossa percepção, indo direto ao ponto. Se o tipo suave e bondoso não nos abre o suficiente para reconhecermos a natureza chocante da nossa atual situação, um amor mais duro, inflexível, pode ser necessário para nos revelar onde negamos nossa natureza verdadeira e nos submetemos à dependência e ao medo. Quanto mais nos familiarizamos com esta força vital, mais corajosos nos tornaremos em nossos relacionamentos. E maior será a nossa capacidade de suportar a pressão, enquanto nos prepararmos para o desdobramento do nosso futuro coletivo, quando Saturno e Júpiter estiverem em conjunção, no final deste ano extraordinário.

Libra nos lembra que, assim como todas as coisas, nós não existimos no vácuo; em vez disso, dependemos de todo tipo de fatores para nossa sobrevivência – uns dos outros, dos elementos, da Mãe Terra, do destino e do acaso, das forças cármicas e das forças do plano criativo. Cada pensamento e ação reverberam através do chão compartilhado do nosso ser coletivo. Cada decisão, palavra e obra ecoam muito além do nosso tempo e espaço atuais. À medida que a tensão e a intensidade aumentam, esta lua afirma que incorporar esta força primordial do amor em nossas vidas pode e irá catalisar mudanças evolutivas incomensuráveis.

Sarah Varcas


Autor: Sarah Varcas 
Tradução: Vera Corrêa - veracorrea46@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/AstroAwakenings
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